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19/01/2010

Vacina genética consegue matar células infectadas pelo HIV

Um estudo publicado na revista científica PLoS ONE demonstrou que é viável que as células-tronco humanas sejam reprojetadas para se tornarem uma espécie de vacina genética.

Desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o estudo demonstrou que as células-tronco do sangue humano podem ser transformadas em células capazes de atacar e matar células infectadas pelo HIV. No futuro este procedimento, inclusive, poderá ser usado contra uma série de doenças virais crônicas, além da própria AIDS.

Entenda como foi o processo

Usando os linfócitos T CD8, que são citotóxicos – células T “matadoras” que ajudam a combater as infecções – de um indivíduo infectado pelo HIV, os pesquisadores identificaram a molécula conhecida como receptora nas células T – que orienta as estas células para que elas reconheçam e matem as células infectadas pelo HIV.

Essas células, embora capazes de destruir as células infectadas pelo HIV, não existem em quantidade suficiente no organismo para eliminar totalmente o vírus do corpo. Os pesquisadores então clonaram o receptor e reprojetaram geneticamente células-tronco do sangue humano, colocando-as em tecido do timo humano (órgão linfático rico em linfócitos) que havia sido implantado em ratos. Isto permitiu que eles estudassem a reação em um organismo vivo.

As células-tronco geneticamente modificadas geraram uma grande população de células CD8 maduras e multifuncionais capazes de alvejar especificamente células contendo as proteínas do HIV.

Compatibilidade da vacina

Os pesquisadores também descobriram que os receptores das células T, específicas do HIV, devem ser compatíveis com cada indivíduo, da mesma forma que um órgão a ser transplantado deve ser compatível com o paciente receptor.

O próximo passo da pesquisa será testar esta estratégia em um modelo mais avançado para determinar se ele irá funcionar no corpo humano. Os pesquisadores também esperam expandir a gama de vírus contra os quais essa abordagem poderia ser usada.

Fonte: Diário da Saúde

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