Pacientes com câncer de pulmão parecem contar com um novo aliado na luta contra a neoplasia. Após mais de 15 anos de pesquisa, Cuba registrou a CimaVax EGF, a primeira vacina terapêutica contra esse tipo de câncer, direcionada aos portadores da doença que já passaram pela fase de radio e quimioterapia.
Ao contrário do que o nome induz a pensar, a vacina não é indicada para prevenir a doença, mas para transformá-la em uma doença crônica tratável, conforme afirma a chefe do projeto, Gisela González, do Centro de Imunologia Molecular de Havana.
Na opinião do médico oncologista da clínica Radium, de Campinas (SP), Andre Deeke Sasse, a indicação da vacina, ainda que informalmente, é para pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado, que já foram tratados com quimio e radioterapia. “A vacina não é curativa, ela oferece melhor sobrevida a pacientes em estado avançado da doença, podendo chegar a aproximadamente três anos”, afirma. O medicamento já é importado para o Brasil.
Prevenção é o melhor remédio
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a previsão para 2011 é de 27.630 novos casos de câncer de pulmão, sendo 17.800 homens e 9.830 mulheres. Essa neoplasia, que é altamente letal, está associada, em grande parte, ao consumo de derivados de tabaco (90% dos casos). A melhor prevenção de fato não são medicamentos, mas evitar o tabagismo e aumentar o consumo de frutas e verduras
Alguns sinais de manifestação da doença são: tosse e falta de ar, em especial para o tabagista. “Se ele sentir que a tosse não melhora em duas semanas, deve procurar um especialista”, avisa Sasse.
O câncer de pulmão é uma das neoplasias com maior taxa de mortalidade: “Por ser uma doença de difícil detecção, o câncer, quando diagnosticado, é dificilmente curado. Cerca de 80% dos pacientes que sofrem dessa doença acabam morrendo”, afirma o oncologista.