O cloridrato de metformina é utilizado há muitos anos no tratamento do diabetes mellitus, ele atua na normalização dos níveis elevados de açúcar no sangue e redução das complicações do diabetes (aumento do açúcar no sangue causado pelo mau funcionamento do metabolismo).
Dr. João Regis Ivar Carneiro, vice-presidente da Regional Rio da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica como funciona essa substância no organismo. “Por mecanismos ainda não completamente elucidados, esta droga atua otimizando a ação da insulina no fígado, reduzindo assim a produção de glicose por este órgão. Isto acarreta em uma diminuição dos níveis glicêmicos de jejum”.
Como a maioria das medicações, seu efeito é limitado e em média é capaz de reduzir em 1,5 % os níveis de hemoglobina glicada (marcador que indica a média das glicemias dos últimos 3 meses e, portanto, é indicativo do controle crônico da glicemia); podendo ser utilizado de forma isolada ou em associação com outros agentes antidiabéticos. “Geralmente o cloridrato de metformina é bem tolerado, entretanto, pode causar certo desconforto no trato gastrintestinal, mais notadamente sensação de náusea, gases e ocasionalmente diarréia. A tolerância a esta medicação melhora muito quando se inicia o tratamento com doses baixas, progredindo lentamente sua titulação”, analisa Dr. João Carneiro. Não deve ser utilizada em pacientes com insuficiência renal, mulheres no início da gestação e em situações que envolvam determinadas complicações agudas como infecções graves que requeiram internação hospitalar, por exemplo.
O cloridrato de metformina é um antidiabético de uso oral que, associado a uma dieta apropriada, é utilizado para o tratamento do diabetes tipo 2, isoladamente ou em combinação com outros antiadiabéticos orais, como por exemplo aqueles da classe das sulfoniluréias. Pode ser utilizado também para o tratamento do diabetes tipo 1 em complementação à insulinoterapia.
Este medicamento também está indicado na síndrome dos ovários policísticos.
Hoje, a metformina é considerada droga de primeira linha no tratamento do diabetes do tipo 2 (DM2). “Deve ser iniciado o tratamento com a metformina logo no início da doença, havendo evidencias de que possa ser utilizada antes mesmo do diagnóstico. Trabalhos apontam eficácia na prevenção do DM2, sendo considerada agente auxiliar no controle de peso de pacientes com risco para desenvolvimento deste tipo de diabetes. Também existem evidências de que gestantes podem utilizá-la com segurança no final do período gestacional. Em casos específicos, pode ser utilizada também como auxiliar no tratamento da resistência insulínica que acomete pacientes com diabetes do tipo 1. Nos últimos anos, a metformina tem sido utilizada com sucesso também para o tratamento de portadoras da síndrome dos ovários policísticos”, esclarece Dr. Regis.
Além da segurança e da eficácia de ação, características desta medicação; a metformina é uma medicação de baixo custo, podendo beneficiar grande número de pacientes.
Fonte: Dr. João Regis Ivar Carneiro
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