Realizar um tratamento anti-hipertensivo pode retardar a perda das funções cognitivas em pacientes com doença de Alzheimer, sugere um estudo de pesquisadores franceses da University Descartes-Paris 5.
Em um período de três anos, 321 pacientes com a doença de Alzheimer foram observados para que os pesquisadores pudessem avaliar a relação entre o tratamento anti-hipertensivo e o declínio cognitivo. No final do estudo foi estimado um risco relativo 31% menor de declínio cognitivo ao longo do tempo com o emprego do tratamento anti-hipertensivo.
Durante o estudo, os prejuízos observados através do exame Mini-Mental State (MMS) foram associados a baixos níveis escolares, ao sexo feminino, à idade avançada, à gravidade da demência e ao valor da pressão arterial sistólica, segundo os autores.
Após ajuste para este e outros fatores de confusão, os pacientes fazendo tratamentos anti-hipertensivos apresentaram pontuações significativamente maiores no MMS, após um, dois e três anos, em comparação com aqueles que não estavam sendo tratados para hipertensão.
O estudo foi publicado na edição de setembro do American Journal of Hypertension.