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Descoberto novo vírus HIV

Segundo pesquisa divulgada pelo jornal “Nature Medicine”, um novo tipo de vírus da Aids (HIV) foi descoberto em uma mulher de Camarões, na África. O novo vírus HIV se difere dos três já conhecidos e parece estar relacionado a uma versão símia (do macaco) recentemente descoberta em gorilas selvagens. A pesquisa foi liderada por Jean-Christophe Plantier, da Universidade de Rouen, na França.

Os pesquisadores acreditam que a descoberta ressalta a necessidade de verificar mais de perto as novas variantes do vírus HIV. Acredita-se que o vírus foi transmitido do gorila para o ser humano, entretanto é apenas uma hipótese. Ainda não foi descartada a possibilidade de que o novo tipo de vírus HIV começou em chimpanzés e foi transmitido para os gorilas e só então para os humanos, ou se foi diretamente dos chimpanzés para os gorilas e humanos.

A descoberta foi feita em uma paciente HIV positiva desde 2002. A mulher, no entanto não apresenta sintomas da Aids e por isso não está fazendo tratamento. Ela tem 62 anos e morava em Camarões, mas se mudou para Paris. A mulher disse que não teve contato com macacos, nem consumiu carne de animais selvagens de países tropicais.

O vírus da Aids pode estar circulando tanto em Camarões como em outros lugares, pois a rápida multiplicação indica que ele já está adaptado às células do ser humano. Segundo a pesquisa, portadores de herpes genital tem maior risco de contrair o vírus da Aids até mesmo após a pele não estar mais infectada.

HIV e Tuberculose: Saiba por que HIV-positivos são suscetíveis à tuberculose

Em pesquisa publicada no Journal of Leukocyte Biology, cientistas da Universidade de Harvard (EUA) descobriram como o HIV interfere com os mecanismos celular e molecular usados pelos pulmões para se defender da infecção pelo bacilo da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis). Essa informação irá ajudar as pessoas com HIV a prevenirem e a se defenderem da infecção.

A tuberculose é uma das principais causas de morte hoje no mundo, mas acomete a humanidade há muito tempo, tendo a epidemia de AIDS nas últimas décadas contribuído para sua expansão e gravidade. O Dr. Luis Fernando Brigido, virologista do Instituto Adolfo Lutz, explica que “na relação do bacilo com o hospedeiro humano a imunodisfunção promovida pelo HIV dificulta o controle do sistema imunológico sobre o bacilo, sendo seu crescimento intracelular favorecido pela infecção dos macrófagos pelo HIV. A apoptose, ou morte celular programada, que é um tipo de auto-destruição celular, parece um importante mecanismo de imunidade inata à tuberculose, mas os eventos apoptóticos mediados por microbactérias se mostram diminuídos quando da infecção pelo HIV”.

A descoberta foi feita através de células imunológicas chamadas macrófagos alveolares dos pulmões extraídas de pessoas saudáveis – de pacientes portadores de HIV, mas assintomáticos, e de pessoas sem o HIV. Nas pessoas HIV-positivas, os macrófagos tinham um decréscimo na capacidade de resposta à infecção da tuberculose quando comparados com as células imunológicas das pessoas não-portadoras de HIV.

Para descobrir por que isso acontece, os cientistas examinaram os pulmões dos pacientes HIV-positivos e descobriram níveis elevados de uma molécula chamada IL-10, que causa a elevação de uma proteína chamada BCL-3 nos macrófagos alveolares, reduzindo sua capacidade para lutar contra a infecção da tuberculose.

A pesquisa traz informações interessantes sobre aspectos dos mecanismos patogênicos da tuberculose, mais especificamente trazendo uma luz sobre os fatores na infecção do HIV-1 envolvidos na modulação da apoptose macrofágica. “O estudo contribui para elucidar os mecanismos patogênicos da tuberculose em pacientes infectados pelo HIV, e permite o melhor entendimento da doença. A aplicabilidade de moduladores de protooncogenes, como sugerido pelos autores, ainda está em um horizonte distante e o uso eventual de fármacos dessas classes surgirá eventualmente, mas especialmente através das inúmeras linhas de pesquisas na área de câncer, onde a expressão diferencial desses reguladores do crescimento e diferenciação celular tem papel pivotal”, esclarece Dr. Luis Fernando.

Como controlar a transmissão da Hepatite C

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que cerca de 130 a 170 milhões de pessoas estejam infectadas com o vírus da hepatite C (VHC) em todo o mundo. No Brasil, a maioria dos casos de hepatite C está ligada a doações de sangue.

Segundo a médica assistente do Hospital das Clínicas da FMUSP, Maria Cássia Mendes Correia e o diretor da unidade de doenças infecciosas e preveníveis da Faculdade de Medicina do ABC, David Uip, o principal meio de transmissão do vírus da hepatite C é pelo mecanismo parenteral, que são transfusões de sangue e o uso de drogas endovenosas ilícitas. Há também a transmissão perinatal, na qual há a exposição do recém-nascido a sangue e secreções contaminadas em clínicas e hospitais, e por meio do contato com familiares ou contato sexual com pessoas infectadas.

Ainda de acordo com os especialistas, essa epidemia causada pelo vírus da hepatite C assume diferentes características no decorrer dos anos. Os fatores que possivelmente interferem nessas modificações estão relacionados à precariedade dos serviços de saúde, aos movimentos migratórios e imigratórios das populações, à contínua expansão da utilização de drogas injetáveis e também ao aumento do contágio pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Com a implementação de procedimentos de inativação de partículas virais no sangue e seus derivados e também o uso de testes sorológicos para detecção da hepatite C, diminuiu o risco de transmissão do vírus em várias regiões do mundo. Nos hospitais também aconteceu o aprimoramento das técnicas de desinfectação e a realização de programas de precaução universal.

Pacientes com o vírus da hepatite C precisam de acompanhamento aprofundado, pois deve ser analisada a existência hepática crônica e a necessidade de tratamento antivirótico ou de outras terapêuticas especializadas, como o transplante hepático.

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