Você sabe como cuidar do maior órgão do seu corpo para evitar ser atingido pelo câncer que tem a maior taxa de incidência entre os brasileiros? Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pele é responsável por 25% dos casos de câncer no Brasil, muito frequentemente causados pela exposição excessiva ao sol. E embora a taxa de cura seja relativamente alta quando detectado precocemente, a cirurgia ainda é uma modalidade terapêutica com maior eficácia na grande maioria dos casos.
Pensando nisso, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), da Universidade de São Paulo (USP), implantou uma nova técnica cirúrgica para a remoção de tumores de pele, chamada de Cirurgia Micrográfica de Mohs, que permite uma análise mais precisa do tecido que está sendo retirado durante o procedimento cirúrgico, diminuindo as margens de segurança do tecido removido.
Técnica cirúrgica
A principal diferença entre a cirurgia de Mohs e a cirurgia tradicional é quanto à forma de avaliação das margens de segurança do tecido, ou seja, a pele que deve ser retirada além da lesão para que o especialista verifique a existência de eventuais ramificações do tumor que não são visíveis apenas no exame clínico.
Enquanto na cirurgia tradicional as margens são demarcadas a olho nu, e o tecido retirado pode exceder o necessário ou ser insuficiente para a remoção completa do tumor, “com eventuais prejuízos funcionais ou estéticos. Por outro lado, se retirado pouco tecido, corre-se um maior risco de permanecerem áreas ainda acometidas pela neoplasia, conforme explica o especialista na técnica e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Bruno Fantini; a cirurgia de Mohs é mais vantajosa.
Vantagens
No procedimento de Mohs é realizado um exame microscópico intraoperatório que permite analisar a totalidade das margens ao redor do tumor: “Utilizando a técnica de Mohs o cirurgião dermatológico tem condições de avaliar todo o tecido ao redor e abaixo do tumor. Essa técnica confere uma maior chance de detecção das ramificações não visíveis do tumor, aumentando assim a probabilidade de completa remoção da neoplasia”, explica Fantini.