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Pesquisa brasileira descobre como destruir células defeituosas

Um novo estudo brasileiro traz importantes avanços na luta contra o câncer. A pesquisa, que teve início com o médico Gustavo Amarante Neto, da Universidade de São Paulo, e contou com a contribuição da médica Eliana Abdelhay, chefe de divisão de laboratórios do centro de transplantes de medula óssea do Instituto Nacional de Câncer (Inca), procura identificar genes que impeçam as células defeituosas – responsáveis pelos tumores – de se reproduzirem e sobreviverem no corpo humano.

O câncer se forma pelo crescimento desordenado de células, em sua grande maioria, células com alguma espécie de má formação. “Normalmente, todas as nossas células sabem que se tiverem algum defeito serão direcionadas para a morte celular programada”, explica Eliana, uma das responsáveis pela pesquisa. “Porém esse programa está bloqueado no câncer”, complementa.

Genes x câncer

A pesquisa, ainda em andamento, verificou que os pacientes que sofriam de leucemia mielóide crônica possuíam um gene mais expresso, chamado prame, enquanto outro estava expresso para baixo, menos que o normal, chamado trail. “Fizemos um experimento em laboratório em que nocauteamos o gene prame e confirmamos que o trail passou a expressar mais alto, mostrando que um gene regulava o outro”, afirmou Eliana.

O gene trial, por sua vez, é o gene responsável pela morte celular programada, que controla as células defeituosas no corpo humano. Quando suprimido, ou expresso para baixo, não desempenha bem sua função, permitido que essas células permaneçam no corpo e desenvolvam a neoplasia, como apontou o estudo. “Agora sabemos que esse gene (trial) é inibido pelo prame. O próximo passo é descobrir uma estratégia para inibir o prame”, afirmou Eliana.

O estudo ainda não foi concluído, mas de acordo com os responsáveis, promete grandes avanços não só na cura da leucemia mielóide crônica, mas de outras neoplasias, já que outros tumores se comportam da mesma maneira, como o carcinoma de mama e o melanoma.

Estudo aponta que camundongos sob estresse combatem o câncer

Uma pesquisa polêmica realizada por pesquisadores americanos sugere que um pouco de estresse pode ajudar a combater o câncer. A equipe do professor de neurociência Matthew During, da Ohio State University, realizou um experimento onde camundongos sob forte situações de estresse reagem melhor ao câncer do que o grupo de controle, deixado em paz.

Os pesquisadores, que injetaram melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, nos animais, observaram que os tumores haviam regredido pela metade nos camundongos estressados após três semanas e 77% após sete semanas. A doença inclusive chegou a desaparecer por completo em 17% dos animais desse grupo, sem tratamento algum. O estudo, publicado na revista especializada Cell, aponta como causa para essa relação entre estresse e câncer uma substância produzida pelo cérebro chamada fator neurotrófico derivado do cérebro, que, entre outros efeitos, reduz a produção de leptina, um hormônio frequentemente associado ao melanoma e ao câncer de próstata. A intenção da pesquisa é propor alternativas ao tratamento neurológico da neoplasia.

De acordo com Karina Costa Maia Vianna, médica oncologista do ambulatório de hematologia e oncologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR), o resultado apontado é contrário aos resultados encontrados anteriormente nos estudos que procuraram relacionar estresse e o risco de câncer. “O organismo responde ao estresse liberando hormônios como a adrenalina e o cortisol, sendo considerado a sua liberação crônica prejudicial, podendo alterar células que protegem contra o câncer”, explica. Ela também comenta que comprovar a relação causa-efeito desse processo sempre foi o desafio, pela dificuldade de desassociar o estresse a fatores físicos e emocionais para o câncer, como o tabagismo, o etilismo, a obesidade e o envelhecimento.

Por isso, Karina esclarece que o estudo não é válido ainda para comprovar qualquer benefício que o estresse tenha, muito pelo contrário. “O estresse aumenta os riscos de obesidade, doenças cardíacas, depressão e outras doenças”, afirma. Ele acrescenta, ainda, que a leptina e o próprio melanoma agem de formas diferentes em camundongos e humanos, portanto, o estudo também encontra esse obstáculo. Aliás, nos humanos, os efeitos do estresse tendem a ser o oposto: “existem estudos que sugeriram uma  relação entre o estresse crônico e a fraqueza do sistema imune, podendo assim afetar a incidência de tumores relacionados a vírus, como o sarcoma de kaposi e alguns linfomas”, acrescenta a médica.

Cientistas produzem vacina contra câncer de pele

Pesquisadores americanos da Rush University Medical Center, em Chicago, estão próximos de obter uma vacina eficaz contra o câncer de pele. O medicamento, testado no Reino Unido, já permitiu que 16% dos pacientes com melanoma se curassem completamente, inclusive em estágios avançados da doença. Os pacientes testados que se curaram já estão sem câncer de pele há quatro anos. Até então, a única opção de cura era a ressecção cirúrgica do tumor em seu estágio inicial, antes que este alcançasse uma espessura maior do que 1mm.
Segundo o Dr. Rafael Schmerling, oncologista clínico do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, a vacina contra o câncer de pele tem o mesmo princípio de uma vacina comum: uma ativação do sistema imunológico que tende a combater os tumores da mesma forma com que atacam vírus e bactérias, deixando as células saudáveis intactas. Porém, ele adverte: os resultados ainda são precoces para determinar se a cura do câncer de uma maneira geral está mais próxima: “Faltam os resultados dos estudos clínicos que poderiam confirmar a eficácia”.
Próxima fase
Os pesquisadores americanos, entretanto, estão mais esperançosos. Satisfeitos com o resultado da última etapa, o site da Rush University Medical Center publicou uma notícia que anunciava a proximidade do início da terceira fase da pesquisa. Desta vez serão quatrocentos e trinta americanos com câncer de pele que receberão injeções direto no tumor a cada duas semanas, podendo receber um total de vinte e quatro doses. Os pacientes receberão acompanhamento próximo por até dois anos após a primeira dose. Segundo dados do jornal britânico The Telegraph, a vacina poderá ser comercializada em cinco anos. Dr. Schmerling afirma que até hoje nenhuma vacina contra melanoma foi aprovada.
De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), estima-se que seis mil novos casos de câncer de pele apareçam todo ano, sendo que a maioria das incidências seja nas regiões Sul e Sudeste. Porém, o oncologista Rafael Schmerling acredita que esse número seja subestimado. Ele dá ainda três dicas para evitar a doença: evitar exposição ao sol em horário de pico (das 10h às 16h) e câmaras de bronzeamento artificial, além do uso constante do protetor solar que, embora não tenha um impacto preciso na prevenção do melanoma, impede a formação de carcinomas (também chamados de câncer de pele não melanoma).

Pesquisadores americanos da Rush University Medical Center, em Chicago, estão próximos de obter uma vacina eficaz contra o câncer de pele. O medicamento, testado no Reino Unido, já permitiu que 16% dos pacientes com melanoma se curassem completamente, inclusive em estágios avançados da doença. Os pacientes testados que se curaram já estão sem câncer de pele há quatro anos. Até então, a única opção de cura era a ressecção cirúrgica do tumor em seu estágio inicial, antes que este alcançasse uma espessura maior do que 1mm.

Segundo o Dr. Rafael Schmerling, oncologista clínico do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, a vacina contra o câncer de pele tem o mesmo princípio de uma vacina comum: uma ativação do sistema imunológico que tende a combater os tumores da mesma forma com que atacam vírus e bactérias, deixando as células saudáveis intactas. Porém, ele adverte: os resultados ainda são precoces para determinar se a cura do câncer de uma maneira geral está mais próxima: “Faltam os resultados dos estudos clínicos que poderiam confirmar a eficácia”.

Próxima fase

Os pesquisadores americanos, entretanto, estão mais esperançosos. Satisfeitos com o resultado da última etapa, o site da Rush University Medical Center publicou uma notícia que anunciava a proximidade do início da terceira fase da pesquisa. Desta vez serão quatrocentos e trinta americanos com câncer de pele que receberão injeções direto no tumor a cada duas semanas, podendo receber um total de vinte e quatro doses. Os pacientes receberão acompanhamento próximo por até dois anos após a primeira dose. Segundo dados do jornal britânico The Telegraph, a vacina poderá ser comercializada em cinco anos. Dr. Schmerling afirma que até hoje nenhuma vacina contra melanoma foi aprovada.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), estima-se que seis mil novos casos de câncer de pele apareçam todo ano, sendo que a maioria das incidências seja nas regiões Sul e Sudeste. Porém, o oncologista Rafael Schmerling acredita que esse número seja subestimado. Ele dá ainda três dicas para evitar a doença: evitar exposição ao sol em horário de pico (das 10h às 16h) e câmaras de bronzeamento artificial, além do uso constante do protetor solar que, embora não tenha um impacto preciso na prevenção do melanoma, impede a formação de carcinomas (também chamados de câncer de pele não melanoma).

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