Você está em

Central do Conhecimento

Chocolates escuros podem trazer benefícios a hipertensos

Dois estudos indicam o consumo de chocolate amargo a pacientes portadores de hipertensão

O American Journal of Hipertension publicou uma pesquisa realizada por cientistas alemães e ingleses que mostra uma análise de estudos randomizados e controlados para avaliar os efeitos anti-hipertensivos dos produtos do cacau ricos em flavonóides, como o chocolate amargo.

No total foram avaliados 10 estudos nos quais estavam envolvidos 297 adultos normotensos ou com pré-hipertensão. O tratamento durou de duas a 18 semanas e, para a alegria dos chocólatras, as análises confirmaram o efeito protetor dos produtos contra a hipertensão. Esta pesquisa, porém, não contemplou a dose apropriada e os efeitos em longo prazo da sua utilização.

Resultados da pesquisa anterior

Em 2005, pesquisadores da Universidade L’Aquila (Itália) e de Tufts (EUA) já haviam publicado estudo similar (Cocoa Reduces Blood Pressure and Insulin Resistance and Improves Endothelium-Dependent Vasodilation in Hypertensives) em periódicos científicos.

Após uma fase de 7 dias sem ingestão de chocolates, 20 pacientes portadores de hipertensão essencial nunca tratados (10 indivíduos do sexo masculino) foram aleatoriamente designados para ingerir 100g chocolates escuros ao dia (contendo 88g de flavonóides) ou 90g de chocolate branco ao dia (sem flavonóides), de modo isocalórico, por 15 dias.

Após segundo período de 7 dias sem ingestão de chocolates, de qualquer tipo, os pacientes foram submetidos a medidas ambulatoriais por 24 horas, dilatação mediada por fluxo, testes de tolerância à glicose, colesterol sérico e marcadores de inflamação vascular.

Os pesquisadores perceberam que o consumo de chocolates escuros proporcionou redução da pressão arterial e do LDL-colesterol sérico, melhorou a dilatação mediada por fluxo e a sensibilidade insulínica em pacientes portadores de hipertensão.

Obesidade deve ultrapassar o álcool como a principal causa de cirrose hepática

Conforme o site guardian.co.uk, o médico, professor e presidente da  Sociedade Britânica de Gastroenterologia (British Society of Gastroenterology), Christopher Hawkey, revelou que a obesidade vai ultrapassar álcool como causa principal de cirrose hepática.

Seu comentário surgiu após uma pesquisa de opinião, na qual cinco em cada seis pessoas afirmaram que desconhecem a associação entre a cirrose e o excesso de peso. A obesidade deve aumentar o risco de desenvolver tumores malignos e também a necessidade da realização de cirurgias de joelho e quadril.

A pesquisa da Sociedade Britânica de Gastroenterologia foi feita com 1.959 pessoas. Seus resultados apresentam que a maioria das pessoas sabe que a obesidade causa diabetes, hipertensão arterial (pressão alta) e infertilidade, sendo assim poucos entendem que ela também pode causar certos tipos de tumores malignos ou problemas hepáticos.

Para o presidente da Sociedade Britânica de Gastroenterologia, a opção mais saudável é comer pequenas porções de alimentos várias vezes ao dia e reduzir ou deixar de ingerir carnes vermelhas.

Infância rica em cálcio reduz risco de morte por derrame em 60%

Durante 65 anos, cientistas do Queensland’s Institute of Medical Research e da Bristol University estudaram a história de morte por derrame sobre os hábitos alimentares de famílias da classe média de Bristol. Aquelas com maior ingestão de cálcio quando crianças apresentaram os menores índices de morte por derrame cerebral (AVC – Acidente Vascular Cerebral).

As conclusões mostram que os produtos lácteos protegem da morte por derrame cerebral, osteoporose e hipertensão arterial. Segundo o neurologista do Hospital VITA Curitiba, Marcos Christiano Lange, os estudos ainda são controversos quanto à relação de cálcio e AVC. “A maioria dos estudos demonstra que a ingestão elevada de cálcio reduz os níveis pressóricos, ou seja, observa-se um melhor controle da pressão arterial e por conseqüência redução do risco de AVC e óbito pelo mesmo”.

Há evidências de que a ingestão de cálcio aumenta os níveis do hormônio de crescimento de insulina 1 ou IGF-1. Ou seja, O IGF-1 está relacionado a fatores de risco cardiovasculares reduzindo assim, a possibilidade de morte por doenças cardiovasculares. Pacientes obesos e diabéticos apresentam níveis alterados deste hormônio, o que poderia demonstrar sua relação indireta com o AVC. Porém, até o momento, não existem estudos que analisaram esta associação, explica o neurologista.

A dieta rica em cálcio e proteínas está associada à normalização dos níveis do IGF-1 conforme publicações recentes. Portanto, uma dieta saudável, a prática de atividade física, o diagnóstico precoce e o bom controle dos fatores de risco previne a ocorrência do AVC, que atualmente é a principal causa de mortalidade em nosso país, segundo dados do Ministério da Saúde.

Em relação à osteoporose, que de uma forma simples é a redução do cálcio nos ossos, a ingestão de cálcio permite que as reservas dessa substância se mantenham em níveis adequados, porém é necessário que em conjunto seja realizada uma dieta saudável que inclua a ingestão de vitamina D, a qual auxilia na absorção do cálcio. Inclusive a complementação com cálcio e vitamina D já é utilizada em casos de osteoporose leve.

Ingestão de cálcio

Foram analisadas 4.374 crianças e com a ingestão de três porções de produtos lácteos ao dia – por exemplo, um copo de 200 ml de leite, um pote de iogurte e um pequeno pedaço de queijo. Esta quantidade fornece a quantidade de cálcio que a maioria das pessoas precisa ingerir a cada dia. E, vale lembrar que adolescentes e adultos devem dar preferência aos derivados do leite desnatados, para reduzir a ingestão de gorduras.

Derrame e seus sintomas

O derrame (acidente vascular cerebral – AVC) é o comprometimento vascular da circulação cerebral. Ele está para o cérebro, assim como o infarto do miocárdio está para o coração.

Existem dois tipos mais comuns: o AVC isquêmico e o AVC Hemorrágico.

O isquêmico é quando ocorre o entupimento de uma artéria cerebral e com isso a área do cérebro irrigada morre, podendo manifestar diferentes sintomas dependendo da área afetada. Os sintomas mais comuns são: início súbito de dor de cabeça, dificuldade para falar, dificuldade para caminhar, perda súbita da força ou da sensibilidade de um lado do corpo e perda súbita da visão. O mais importante é que estes sintomas iniciam de repente.

O segundo tipo de AVC é o hemorrágico, em que ao invés da artéria entupir, ocorre o rompimento desta artéria e existe a formação de um coágulo na região, os sintomas são semelhantes aos do AVC isquêmico.

Prevenção e tratamento do derrame

A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o controle adequado de doenças relacionadas ao AVC, como a hipertensão arterial, o diabetes, o aumento do colesterol, o tabagismo e a obesidade.

Para o tratamento do AVC é necessário que a pessoa, ao sentir algum dos sintomas descritos, acima busque um hospital, onde será realizado o atendimento e o diagnóstico exato para diferenciar o AVC de outras doenças.

Para o AVC isquêmico existe um tratamento específico chamado trombólise. Este tratamento só pode ser realizado em hospitais nas primeiras horas após o início dos sintomas.

Hipertensos: Cresce número de pacientes resistentes aos medicamentos

O crescimento da obesidade, do sedentarismo e da má alimentação, vem fazendo com que crianças e adolescentes criem resistência aos medicamentos. Surgindo assim, uma nova categoria de pessoas hipertensas – sobretudo jovens – que, mesmo utilizando três hipertensivos diferentes, a doença não regrediu. E, o que mais chama a atenção é que esse número de pacientes vem aumentando a cada dia.

Técnicas inovadoras estão sendo utilizadas para identificar, cada vez mais precocemente, alterações vasculares decorrentes da hipertensão arterial e relacionadas às causas de morbidade e mortalidade por doenças cardiovasculares, como infarto e derrame cerebral. Os estudos estão sendo desenvolvidos na Unicamp, no setor do Laboratório de Farmacologia Cardiovascular da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) e do Ambulatório de Hipertensão Resistente do Hospital de Clínicas (HC).

Os resultados obtidos nas pesquisas alertam para a necessidade de medidas preventivas, antes que lesões comprometam o sistema vascular de maneira irreversível, e contribuem para avaliar a eficácia de medicamentos controladores.

Controle da hipertensão

Segundo o cardiologista, especialista em Hipertensão Arterial pela Sociedade Brasileira de Hipertensão – SBH, Dr. Tufi Dippe Jr, o controle da hipertensão é feito através da administração de medicamentos ou não como, por exemplo:

- dieta do tipo DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension ou Métodos para Combater a Hipertensão através da Dieta);
- dieta hipossódica (rica em potássio, magnésio e cálcio);
- ingestão moderada de álcool;
- atividade física regular;
- perda de peso;
- cessação do tabagismo.

“A maioria dos hipertensos irá precisar do uso de medicamentos para o controle de sua doença, sendo que destes, pelo menos 70% necessitará de uma associação de medicamentos”, esclare.

Existem vários fatores envolvidos na gênese da hipertensão arterial de difícil controle, dentre estes, talvez o mais importante seja a obesidade. “É possível que a proporção de hipertensos resistentes aumente com o decorrer do tempo. No entanto, uma vez que seja instituída uma terapia medicamentosa correta, apenas uma minoria (10% ou um pouco mais) dos hipertensos apresentará critérios para hipertensão arterial resistente, ou seja, a não redução da pressão arterial para valores abaixo de 140/90 mmHg com o uso correto (em dose e escolha da associação dos medicamentos) de 3 princípios ativos, sendo que um destes poderá ser um diurético”, explica Dr. Tufi.

Além disso, o cardiologista esclarece que a M.A.P.A (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) é muitas vezes necessária para afastar pseudo-resistência, ou seja, uma reação de alerta na hora da medida da pressão arterial, superestimando o valor da mesma. “Estima-se que 25% dos hipertensos resistentes são “eliminados” com o uso da M.A.P.A”, avalia o cardiologista.

Riscos da hipertensão

O controle da pressão arterial reduz o risco relativo de um derrame cerebral em cerca de 40%, infarto do miocárdio em 25% e insuficiência cardíaca em 50%. Hipertensos graves e descontrolados apresentam uma chance de desenvolverem derrame cerebral ao longo da vida na ordem de 70%. Além disso, o binômio diabete melito e hipertensão descontrolada são a principal causa de insuficiência renal crônica em nosso país. A hipertensão arterial, por afetar 30% dos adultos, é considerada o principal fator de risco cardiovascular.

Recomendações para controlar a hipertensão

Procure adotar as medidas não-medicamentosas mencionadas acima. A redução do peso é a medida de maior impacto na redução da pressão arterial (emagrecer 10 kg pode reduzir a pressão arterial sistólica em até 20 mmHg). Procure seguir as recomendações médicas e o uso correto das medicações. O médico assistente deverá procurar uma causa para o difícil controle da doença da hipertensão: excesso de sal e álcool, efeito medicamentoso (antiinflamatórios, corticosesteróides, antidepressivos, etc…), excesso de peso, apnéia do sono, causas secundárias de hipertensão (doença renais ou da supra-renal, distúrbios de tireóide, etc.), entre outras. Talvez seja necessário consultar um especialista em hipertensão arterial (a lista destes profissionais está disponível – por estado – no site da Sociedade Brasileira de Hipertensão).

Avanços da medicina e da farmacologia

O FDA (Food and Drug Administration) aprovou um anti-hipertensivo com três princípios ativos em um só comprimido (Valsartana, Anlodipino e Hidroclortiazida) para o uso nos Estados Unidos (http://portaldocoracao.uol.com.br/hipertensao-arterial.php?&id=3042). Uma droga em fase de experimentação, chamada de Darusentan (um antagonista da endotelina, uma substância produzida no revestimento dos vasos e que causa um estreitamento dos mesmos), vem sendo testada de forma promissora (http://portaldocoracao.uol.com.br/hipertensao-arterial.php?&id=2811). A desnervação simpática renal por cateter e a estimulação eletrônica do seio carotídeo são técnicas recentemente apresentadas no Congresso do American College, realizado em março na Flórida (Orlando, Estados Unidos).

Medicamentos
Por nome
Por especialidades
Por doenças
Por princípio-ativo
Pacientes
Blog Saúde em Foco
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Prof. de Saúde
Central do Conhecimento
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Laboratórios
Vantagens
Meu Cadastro
Central de Ajuda
MEDICSUPPLY
Notícias
Contato
Pacientes
Profissionais de saúde
Laboratórios
Trabalhe conosco
BlogBlogs.Com.Br