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Câncer deve atingir 500 mil brasileiros neste ano

500 mil novos casos de câncer neste ano. Essa é a estimativa divulgada no último dia 5 de fevereiro de 2011 pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). Em relação ao ano passado, o dado indicada um pequeno aumento, já que em 2009 a previsão feita pelo Instituto foi de 489 mil casos.

O crescimento no número de casos no Brasil seria reflexo de uma tendência mundial, segundo o Inca. Mas a ocorrência passou a ser registrada no país mais recentemente em função do envelhecimento da população e dos avanços no tratamento de doenças infecciosas, antigas causas mais constantes de mortes.

De acordo com o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini, o país esta diante de um cenário provocado por progressos que permitiram o envelhecimento da população, mas que também proporcionaram hábitos como alimentação inadequada e falta de exercícios físicos.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o evento que marcou o Dia Mundial do Câncer, na sede do Inca, informou que o governo pretende ampliar o acesso ao tratamento de câncer na rede pública e intensificar o controle de qualidade de exames preventivos, com o objetivo de impedir erros de diagnóstico.

Gastos

Os gastos do Ministério da Saúde (MS) com o atendimento de pacientes com câncer cresceu 20% entre 2000 e 2007, atingindo R$ 1,4 bilhão, aponta o Inca. O valor representa a internação de 500 mil pessoas por ano, 235 mil sessões de quimioterapia e 100 mil de radioterapia por mês.

Detecção Precoce

Durante o evento, Padilha informou que há um esforço para proporcionar a detecção precoce de alguns tipos da doença. Segundo ele, o ministério pretende criar uma rede de monitoramento de 1.300 equipamentos usados para identificação do câncer de mama a fim de avaliar a qualidade dos exames de mamografia realizados em todo o país.

O Ministério da Saúde quer ainda, em parceria com o Inca, avaliar a qualidade de exames que detectam o câncer de colo de útero ajudando assim municípios em que o índice de diagnósticos falhos chega a 50% devido ao uso de equipamentos mal conservados ou de uso inadequados. “Fazer exames de má qualidade ou má interpretação é pior que não fazer exame nenhum, pois desvia a atenção do médico e do paciente”, salientou Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde do MS.

Além disso, o governo pretende estabelecer convênios com a indústria farmacêutica para reduzir preços de medicamentos, como alguns remédios indicados para o combate da leucemia.

Alerta

Tanto o Inca quanto o Ministério da Saúde alertaram para a necessidade da prevenção de outras doenças crônicas como a diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias. De acordo com dados apresentados durante o evento, essas doenças representam mais de 70% dos gastos com atendimento e tratamento proporcionados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e são responsáveis por 67% das mortes registradas no país.

Em setembro, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), uma agenda estratégica de ações para reduzir o número de casos e o impacto do câncer e outras doenças crônicas no sistema público de saúde, deve ser apresentado pelo governo brasileiro. Segundo Padilha, essa será uma grande oportunidade para o setor de saúde incluir a questão das doenças crônicas não transmissíveis no centro da pauta de discussão de governantes. “Podemos construir uma agenda mundial de médio e longo prazo, como aconteceu com o tema das mudanças climáticas”, afirmou.

Obesidade deve ultrapassar o álcool como a principal causa de cirrose hepática

Conforme o site guardian.co.uk, o médico, professor e presidente da  Sociedade Britânica de Gastroenterologia (British Society of Gastroenterology), Christopher Hawkey, revelou que a obesidade vai ultrapassar álcool como causa principal de cirrose hepática.

Seu comentário surgiu após uma pesquisa de opinião, na qual cinco em cada seis pessoas afirmaram que desconhecem a associação entre a cirrose e o excesso de peso. A obesidade deve aumentar o risco de desenvolver tumores malignos e também a necessidade da realização de cirurgias de joelho e quadril.

A pesquisa da Sociedade Britânica de Gastroenterologia foi feita com 1.959 pessoas. Seus resultados apresentam que a maioria das pessoas sabe que a obesidade causa diabetes, hipertensão arterial (pressão alta) e infertilidade, sendo assim poucos entendem que ela também pode causar certos tipos de tumores malignos ou problemas hepáticos.

Para o presidente da Sociedade Britânica de Gastroenterologia, a opção mais saudável é comer pequenas porções de alimentos várias vezes ao dia e reduzir ou deixar de ingerir carnes vermelhas.

Novas definições para a Síndrome Metabólica

Identificar critérios específicos e tornar global a definição para o diagnóstico clínico de Síndrome Metabólica (SM). Esse é o objetivo da nova normatização proposta por um grupo formado por diversas organizações como a International Diabetes Federation (IDF); National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI); World Heart Federation; International Atherosclerosis Society; e American Heart Association (AHA).

De acordo com o artigo, publicado na Circulation, pacientes com três, dos cinco critérios listados abaixo, são considerados portadores da síndrome:

•    Circunferência abdominal aumentada;
•    Triglicerídeos elevados;
•    Níveis reduzidos de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL);
•    Pressão arterial sistêmica aumentada;
•    Elevada concentração de glicose.

Entre outras coisas, essa normatização pretende eliminar as diferenças que existiam entre as definições anteriores da IDF e do ATP III em relação à circunferência abdominal. De acordo com Dr. Robert Eckel, endocrinologista da Universidade do Colorado e um dos colaboradores do artigo, a nova definição apoiou-se em diferentes regiões geográficas para expandir seu próprio banco de dados em termos de correlacionar a circunferência abdominal ao risco.

Para o Dr. Luiz Aparecido Bortolotto, médico assistente da Unidade de Hipertensão do InCor e Membro do Conselho Científico da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), a definição de Síndrome Metabólica sempre foi motivo de muito debate e muita discussão no meio. Ele explica que na elaboração das Diretrizes Brasileiras de Síndrome Metabólica, na qual participaram vários membros da Sociedade Brasileira de Hipertensão, além das Sociedades de Endocrinologia, Diabetes e Cardiologia, foi utilizada a classificação do NCEP ATP III para a definição de Síndrome Metabólica. “Quando saiu a calssificação da IDF, que destacou como obrigatória a presença de obesidade abdominal para o diagnóstico, e estabeleceu diferentes limites da circunferência abdominal de acordo com as populações, houve muito debate no Brasil, pois a população da América do Sul estava classificada junto com os asiáticos, e nitidamente há diferenças na constituição corpórea entre os grupos. Assim, considerando os critérios da IDF, o número de brasileiros e brasileiras que apresentariam obesidade visceral seria exageradamente grande”.

De qualquer maneira, Dr. Bortolotto acredita que esta nova normatização poderá ser adotada no Brasil sem muita restrição. “Mas como foi recentemente publicada, ainda não há opinião oficial das diferentes sociedades médicas relacionadas ao tema” ressalta.

“Em minha opinião pessoal, como cardiologista e membro do conselho Científico da SBH, acredito que devemos considerar o paciente não como uma Síndrome especial”. Para Dr. Bortolotto, o ideal é avaliar a agregação dos principais fatores de risco para doença coronária em um mesmo paciente (obesidade visceral, glicemia elevada, diminuição do colesterol bom HDL, aumento do mau colesterol LDL e aumento de triglicérides),  e assim ser mais agressivo no controle dos mesmos.

“A ênfase para a nomenclatura Síndrome Metabólica deve apenas servir como alerta para identificarmos o mais precocemente possível os fatores de risco, sem que se considere uma doença diferente de outras, incentivando mudanças no estilo de vida, incluindo dieta saudável e exercício, além do uso de medicamentos adequados quando indicados” conclui.

Pesquisadores recomendam identificação precoce de anemia em diabéticos

A anemia tem sido cada vez mais reconhecida em pacientes com diabetes mellitus (DM), motivando diversos estudos em todo o mundo. O diabetes mellitus é uma doença crônica que, quando não controlada adequadamente, pode progredir para complicações específicas, entre elas a insuficiência renal, apresentando como sintoma mais comum a anemia.

Recentemente, pesquisadores do University Hospital Aintree Foundation Trust, em Liverpool, avaliaram a prevalência e a associação entre anemia e albumina urinária em diabéticos. A recomendação dos pesquisadores é o rastreamento precoce de anemia e seu tratamento em pacientes com diabetes.

Como resultado da pesquisa, a anemia foi diagnosticada em 118 dos 502 (23,5%) diabéticos que participaram da pesquisa. Os pacientes com anemia eram mais idosos, apresentavam índice albumina/creatinina urinário mais alto e taxa de filtração glomerular mais baixa.

A incidência de anemia aumentou significativamente de 19% nos pacientes com índice albumina/creatinina normal para 29% naqueles com microalbuminúria, e 41% nos com macroalbuminúria. Como os valores da taxa de filtração glomerular são semelhantes em pacientes com microalbuminúria e normoalbuminúria, um declínio na função renal não pode explicar um aumento na prevalência de anemia naqueles com microalbuminúria comparados aos com normoalbuminúria.

O estudo foi publicado na Diabetes Research and Clinical Practice.

Fonte: News.Med

Tratamento de Diabetes com cloridrato de metformina

O cloridrato de metformina é utilizado há muitos anos no tratamento do diabetes mellitus, ele atua na normalização dos níveis elevados de açúcar no sangue e redução das complicações do diabetes (aumento do açúcar no sangue causado pelo mau funcionamento do metabolismo).

Dr. João Regis Ivar Carneiro, vice-presidente da Regional Rio da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica como funciona essa substância no organismo. “Por mecanismos ainda não completamente elucidados, esta droga atua otimizando a ação da insulina no fígado, reduzindo assim a produção de glicose por este órgão. Isto acarreta em uma diminuição dos níveis glicêmicos de jejum”.

Como a maioria das medicações, seu efeito é limitado e em média é capaz de reduzir em 1,5 % os níveis de hemoglobina glicada (marcador que indica a média das glicemias dos últimos 3 meses e, portanto, é indicativo do controle crônico da glicemia); podendo ser utilizado de forma isolada ou em associação com outros agentes antidiabéticos.  “Geralmente o cloridrato de metformina é bem tolerado, entretanto, pode causar certo desconforto no trato gastrintestinal, mais notadamente sensação de náusea, gases e ocasionalmente diarréia. A tolerância a esta medicação melhora muito quando se inicia o tratamento com doses baixas, progredindo lentamente sua titulação”, analisa Dr. João Carneiro. Não deve ser utilizada em pacientes com insuficiência renal, mulheres no início da gestação e em situações que envolvam determinadas complicações agudas como infecções graves que requeiram internação hospitalar, por exemplo.

O cloridrato de metformina é um antidiabético de uso oral que, associado a uma dieta apropriada, é utilizado para o tratamento do diabetes tipo 2, isoladamente ou em combinação com outros antiadiabéticos orais, como por exemplo aqueles da classe das sulfoniluréias. Pode ser utilizado também para o tratamento do diabetes tipo 1 em complementação à insulinoterapia.

Este medicamento também está indicado na síndrome dos ovários policísticos.

Hoje, a metformina é considerada droga de primeira linha no tratamento do diabetes do tipo 2 (DM2). “Deve ser iniciado o tratamento com a metformina logo no início da doença, havendo evidencias de que possa ser utilizada antes mesmo do diagnóstico. Trabalhos apontam eficácia na prevenção do DM2, sendo considerada agente auxiliar no controle de peso de pacientes com risco para desenvolvimento deste tipo de diabetes. Também existem evidências de que gestantes podem utilizá-la com segurança no final do período gestacional. Em casos específicos, pode ser utilizada também como auxiliar no tratamento da resistência insulínica que acomete pacientes com diabetes do tipo 1. Nos últimos anos, a metformina tem sido utilizada com sucesso também para o tratamento de portadoras da síndrome dos ovários policísticos”, esclarece Dr. Regis.

Além da segurança e da eficácia de ação, características desta medicação; a metformina é uma medicação de baixo custo, podendo beneficiar grande número de pacientes.

Fonte: Dr. João Regis Ivar Carneiro
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Complicações da diabete

O estudo “Diabetes in the UK 2009: Key statistics on diabetes”, da Diabetes UK, mostrou que pessoas que vivem em situações de vida precárias apresentam altos níveis de obesidade, inatividade física, dietas pouco saudáveis, fumo e mau controle da pressão arterial. Estes fatores estão associados ao risco de desenvolver diabetes e suas complicações, tais como doenças cardíacas, derrame, insuficiência renal, cegueira e amputações. De acordo com o estudo, estas pessoas têm 2,5 vezes mais chances de ter diabetes em qualquer idade. E uma vez sendo diagnosticadas, elas também apresentam o dobro de risco das complicações da doença de diabetes.

Relação entre pobreza e diabetes

A endocrinologista e metabologista do Centro de Diabetes de Curitiba do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dra. Andressa M. Leitão, explica porque a pobreza está associada a maior risco de diabetes. “O baixo padrão sócio-econômico traz inúmeras dificuldades para a saúde. Além de ter menor acesso ao atendimento médico-hospitalar, esta parte da população tem poucas opções no que diz respeito a escolha de um estilo de vida saudável, como equilibrar sua alimentação e realizar exercícios bem orientados e regulares, assim como receber atendimento médico de qualidade e ser orientado quanto a prevenção de doenças diabéticas”.

No entanto, inúmeras pessoas de alto poder aquisitivo também têm dificuldades de cuidar da própria saúde. “Acho que o trabalho que relacionou “pobreza e diabetes” deve ser reproduzido em outros locais para que possa ser acreditado como verdade ampla”, diz a endocrinologista.

Sedentarismo aumenta risco de diabetes

O diabetes é atualmente um dos mais importantes problemas de saúde no mundo, devido ao grande número de pessoas afetadas e por ser a causa de incapacitações e de mortalidade precoce. A incidência que vem aumentando é de Diabetes Tipo 2, especialmente em crianças e jovens, faixa etária até então pouco afetada por esse tipo de diabetes.

Isto tem acontecido em decorrência de um estilo de vida sedentário, ganho de peso e estresse crônico. “A importância de se evitar a diabetes é porque ela traz muitas complicações para a saúde, com risco alto de morte, além de prejudicar a qualidade de vida. É importante saber que ela pode ser prevenida e/ou adiada”, esclarece Dra. Andressa Leitão.

Os pesquisadores alertam que perder peso pode reduzir o risco de diabetes tipo 2 em cerca de 58% e a prática de uma atividade física regular em cerca de 64%. Pois, fazer atividades físicas e manter o peso fazem com que a insulina, hormônio que reduz o açúcar no sangue; promova uma ação de controle do nível de açúcar no sangue.

Diabetes e suas complicações

Diabetes é uma doença caracterizada pelo excesso de açúcar (glicose) no sangue, a partir de um desequilíbrio na função da insulina. O excesso de glicose no sangue gera complicações agudas, como Cetoacidose Diabética e Coma Hiperosmolar; e crônicas, como alterações visuais (Retinopatia), alterações neurológicas (Neuropatia), alterações cardiovasculares e cerebrais (Infarto do Miocárdio, Insuficiência Arterial de Membros Inferiores, Acidente Vascular Cerebral) e alterações renais (Nefropatia).

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