É dos britânicos o mérito pelo desenvolvimento de um procedimento mais rápido para estudar uma classe de células diretamente relacionadas com o câncer: as células-tronco cancerosas. O principal resultado desta descoberta será a produção de drogas mais eficazes contra a doença, com a possibilidade de erradicá-la.
Ao invés de utilizar a técnica da biópsia para retirar amostras de tecido de pacientes com câncer, os cientistas da Universidade de Oxford optaram por retirar linhas de células de câncer do intestino. Walter Bodmer, coordenador da pesquisa, acredita que agora é possível avaliar com mais precisão as drogas para saber se elas atacam tumores malignos. Se não forem erradicadas completamente, as células-tronco cancerosas podem fazer com que o indivíduo desenvolva a doença novamente.
De acordo com o médico Trevor Yeung, do Instituto Weatherall de Medicina Molecular da Universidade de Oxford, as células-tronco cancerígenas impulsionam o crescimento do tumor e se for possível desenvolver um tratamento contra estas células especificamente, será possível identificar a cura definitiva para a doença. Os dados da pesquisa foram publicados na revista “Proceedings of the National Academy of Science”.