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Cura para a calvície pode estar mais próxima do que se imagina

A calvície atinge milhões de pessoas mundialmente. Cerca de 3 a cada 10 mulheres e 5 a cada 10 homens terão calvície, sendo 95% dos casos de origem genética. E não faltam supostas soluções para esse problema que, por afetar tanto a vaidade das pessoas, acaba gerando uma enorme indústria.

Há implantes de cabelo postiço, tratamentos localizados, suplementos vitamínicos, tratamentos com medicamentos, entre outros. E ainda há quem use chapéu ou simplesmente assuma a careca e raspe o pouco cabelo que resta.

Detecção precoce

Atualmente, a queda de cabelo não tem cura, mas pode ser controlada se for detectada precocemente. Ao longo das últimas décadas, muitos cientistas e pesquisadores centralizaram esforços na busca da causa da calvície, em soluções paliativas para a queda e até em maneiras de recuperar o crescimento do cabelo. Medicamentos como a finasterida e o minoxidil podem controlar a perda capilar, mas não garantem cura definitiva nem retorno de crescimento.

O folículo piloso dos mamíferos é um mini-órgão complexo, que é gerado apenas durante a formação do indivíduo, determinando a quantidade de cabelo que ele possuirá durante a vida toda. Até a atualidade, grande parte da comunidade científica estava convencida de que cada folículo capilar que morre nunca mais é recuperado. Entretanto, há quase cinquenta anos pesquisadores manipulam em laboratório a regeneração de folículos pilosos em coelhos, ratos e até em seres humanos, mas somente agora este experimento possui a ajuda da genética.

Pesquisas com manipulação genética

Uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia, liderada pelo Dr. George Cotsarelis, mostrou que é possível regenerar folículos em ratos através da manipulação de um gene chamado WNT. Além de mostrar novos horizontes nas pesquisas da cura da calvície, a manipulação do gene WNT poderá ser utilizada na regeneração da pele em casos de feridas e queimaduras de forma não invasiva no organismo.

O gene WNT é responsável pelo crescimento capilar normal, e ao manipular a atividade proteica no nível molecular, os pesquisadores notaram que foi possível estimular ou interromper a regeneração dos folículos pilosos. Após realizarem uma pequena descamação na pele de camundongos, conseguiram estimular o surgimento de células tronco, com capacidade de gerar novos folículos pilosos, assim como regenerar a pele, através do estímulo do gene WNT.

Pesquisas mais recentes

A parte animadora da notícia é que as pesquisas em seres humanos já foram iniciadas, com resultados de sucesso. Uma companhia americana já está em fase de testes com uma fórmula chamada HSC (Hair Stimulating Complex), criada a partir da secreção de proteínas de WNT de culturas de fibroblastos embrionários. A fórmula do laboratório americano é a primeira solução de bioativos de proteínas WNT estabilizadas naturalmente, e atua induzindo a formação de novos folículos pilosos e seu crescimento.

Os primeiros resultados clínicos das pesquisas foram apresentados em julho de 2009, no encontro científico anual da Sociedade de Cirurgiões de Regeneração Capilar (ISHRS). De 24 pacientes tratados, cerca de 85% apresentaram aumento na quantidade de cabelo e na espessura dos fios após três meses de tratamento. Após cinco meses de tratamento, nenhum dos pacientes apresentou reações adversas graves ao medicamento.

Não há previsão para a comercialização do produto, já que a patente da fórmula encontra-se em uma disputa judicial nos Estados Unidos, pois outra companhia afirma ter tido dados científicos usados ilegalmente. Entretanto, as pesquisas com pacientes continuam e devem completar um ano.

Fábrica de células-tronco é inaugurada no Brasil

A primeira grande fábrica de células-tronco, inaugurada no Rio de Janeiro, terá como missão distribuir linhagens dessas células para dezenas de centros de pesquisa localizados no Brasil.

O Lance (Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias), criado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fabricará não só linhagens de células embrionárias humanas, mas também as chamadas células iPS (células-tronco pluripotentes induzidas), produzidas quando um pedaço do organismo adulto, como uma célula da pele, é induzido a retornar a um estado mais primitivo, tão versátil quanto o embrionário. As células quanto extraídas da pele do próprio paciente não são rejeitadas pelo organismo e evitam o descarte de embriões.

Futuro da medicina

Há uma grande expectativa, às vezes exagerada, acerca das células-tronco em relação aos possíveis avanços na medicina, pois ao se dividirem podem se transformar em qualquer tipo de células que formam o corpo humano. Hoje, mais de 300 doenças estão em fase final de testes, com resultados positivos surpreendentes.

A técnica baseada em células-tronco pode contribuir, entre outras, coisas para:
•    Reconstruir a dinâmica de doenças humanas em laboratório e servir como plataforma para teste de novas drogas.
•    Reconstruir tecidos e órgãos lesados.
•    Tratar doenças raras que necessitam de regeneração.
•    Reduzir ou até mesmo acabar com a necessidade de transplantes de órgãos.

A primeira grande fábrica de células-tronco, inaugurada no Rio de Janeiro, terá como missão distribuir linhagens dessas células para dezenas de centros de pesquisa localizados no Brasil.

O Lance (Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias), criado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fabricará não só linhagens de células embrionárias humanas, mas também as chamadas células iPS (células-tronco pluripotentes induzidas), produzidas quando um pedaço do organismo adulto, como uma célula da pele, é induzido a retornar a um estado mais primitivo, tão versátil quanto o embrionário. As células quanto extraídas da pele do próprio paciente não são rejeitadas pelo organismo e evitam o descarte de embriões.

Futuro da medicina

Há uma grande expectativa, às vezes exagerada, acerca das células-tronco em relação aos possíveis avanços na medicina, pois ao se dividirem podem se transformar em qualquer tipo de células que formam o corpo humano. Hoje, mais de 300 doenças estão em fase final de testes, com resultados positivos surpreendentes.

A técnica baseada em células-tronco pode contribuir, entre outras, coisas para:

  • Reconstruir a dinâmica de doenças humanas em laboratório e servir como plataforma para teste de novas drogas.
  • Reconstruir tecidos e órgãos lesados.
  • Tratar doenças raras que necessitam de regeneração.
  • Reduzir ou até mesmo acabar com a necessidade de transplantes de órgãos.

Pesquisa com células-tronco obtém resultados positivos no tratamento de insuficiência renal

As pesquisas sobre o uso de células-tronco para o tratamento de portadores de doença renal crônica estão evoluindo. Um exemplo é o estudo coordenado pela nefrologista Lúcia Andrade, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Após introduzir células-tronco retiradas da medula óssea de ratos saudáveis em outros com insuficiência renal, a técnica gerou uma reversão do quadro da doença. Os resultados sugerem que as células-tronco, provenientes de animais adultos, são capazes de prevenir e até mesmo de regenerar a função e o tecido renal. Se resultados similares fossem obtidos em humanos, o método poderia, por exemplo, dispensar a diálise.

O grupo utilizou roedores que passaram por cirurgias para simular a doença. Na simulação, os animais ficaram com apenas 20% da função renal. Foram aplicadas duas estratégias diferentes de tratamento. Duas semanas depois da cirurgia, um grupo de ratos recebeu uma injeção com 2 milhões de células-tronco na corrente sanguínea e outro recebeu três aplicações.

No quarto mês após o início do experimento, os dois grupos de ratos tiveram recuperação da função renal, conseguindo 50% de filtração. Segundo Lúcia Andrade, uma pessoa com apenas 20% da função renal necessita fazer diálise, sendo que com 50% de filtração ela conseguiria levar uma vida normal à base de dieta e acompanhamento médico.

Os testes feitos inicialmente com ratos serão conduzidos com cães com insuficiência renal. Segundo Lúcia, é necessário entender melhor o mecanismo, uma vez que as células injetadas podem migrar para tecidos não desejados.

A pesquisadora destaca que não existe ainda uma explicação para a melhora da função renal a partir da aplicação de células-tronco. Uma possível resposta seria que elas migrariam para o tecido lesionado e liberariam tanto substâncias inibidoras dos agentes inflamatórios que causam a insuficiência renal como elementos que induzem a regeneração das células do rim.

O estudo foi publicado na revista Stem Cells.

Fonte: Agência Fapesp

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