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Câncer será considerado doença crônica

Referência internacional no tratamento de sarcomas dos tecidos moles, o cirurgião Murray Brennan, vice-presidente de programas internacionais do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, um dos maiores centros oncológicos dos Estados Unidos (NY), acredita que no futuro o câncer será uma doença crônica, como a hipertensão. O fato, é que hoje receber um diagnóstico de câncer assusta e pensar em conviver com ele também apavora, pois sugere tratamentos de longo prazo e pesados.

Vitor Araújo, diretor médico do Centro Oncológico de Niterói (CON), compactua das impressões otimistas de Brennan e explica que hoje o câncer já é considerado uma doença crônica, pois os tratamentos cada vez mais estão ajudando a prolongar com qualidade a vida dos pacientes, mas Araújo chama atenção para a declaração de Brennan.

“O que o cirurgião está falando é que em breve vamos encarar o câncer como uma doença crônica no sentido de que será possível conviver com ela por 10, 20 anos. Ainda não estamos nesse nível. Já Temos avanços. Há aproximadamente 20 anos, o câncer de pulmão matava em seis meses. Hoje, o paciente, em média, vive 18 meses. Para a oncologia é um ganho”, diz Araújo.

O médico explica que a tendência é que todos os cânceres sejam considerados crônicos salvo exceções. O câncer de pâncreas, por exemplo, é muito agressivo e boa parte dos pacientes convive por poucos meses com ele.

“Essa tendência do câncer ser considerado uma doença crônica tem a ver com a biologia dele. Nos menos agressivos, as melhorias dos tratamentos e das cirurgias terão mais sucesso. Já nos mais agressivos a resistência será maior naturalmente. O importante é que a incidência de mortes por conta do câncer vem caindo”, comenta Araújo.

Desafios

Em declaração à mídia brasileira, Brennan afirmou que o grande desafio na pesquisa do câncer será perceber mais pacientes com a doença. Segundo o pesquisador, as pessoas não estão morrendo por doenças infecciosas ou cardíacas, mas sim de velhice. Sendo assim, a incidência de câncer aumenta e anda em paralelo com a expectativa de vida.

A contrapartida é que a medicina irá curar mais pacientes do que hoje e mais pessoas viveram com o câncer. Nesse contexto, encarar o câncer como doença crônica é fundamental, para Brennan, pois a doença será controlada antes de ser curada, como é o caso da hipertensão e da Aids.

Esse é um dos motivos que o médico Vitor Araújo alerta sobre a importância dos hábitos saudáveis. “Apesar dos avanços da medicina e da tecnologia, a prevenção é fundamental. Ter uma vida saudável, realizar exercícios físicos, não fumar, controlar o uso da bebida alcoólica, estar atento à questão do peso e, quando necessário, realizar reposição hormonal com orientação médica são atitudes que ajudarão na qualidade de vida”, explica Araújo.

Ele ainda comenta que no caso Brasil, por exemplo, o índice de câncer de pulmão nas mulheres cresce, pois elas estão fumando mais.

Câncer atinge mais homens

Os cientistas ainda não têm clareza sobre o resultado dos estudos, mas segundo uma nova pesquisa realizada pela Sociedade Americana de Câncer, os homens são mais propensos do que mulheres a desenvolver e morrer de câncer.

Hábitos de vida

O estilo de vida pode ser uma explicação. Em geral, homens bebem mais, fumam mais, vão menos ao médico e fazem menos exames. O estudo considerou 36 tipos de tumores e cânceres sanguíneos diferentes que afetam os dois sexos.

A Sociedade Americana de Câncer acredita que a cada dois homens um tenha chance de desenvolver câncer em algum momento de suas vidas. Já as mulheres, com uma em cada três para as mulheres.

Homens recebem mais diagnóstico de câncer

Os cientistas descobriram que os homens eram mais propensos que mulheres a morrer da maioria dos cânceres, mas vale atentar para o fato de que eles também eram mais diagnosticados com câncer. Após o diagnóstico, no entanto, as taxas relacionadas à sobrevida para homens e para mulheres tendiam a ser iguais. O curioso é que os homens com alguns tipos de câncer eram mais propensos a morrer da doença do que as mulheres com o mesmo tipo.

Nos EUA, leucemia, câncer de cólon e reto, pâncreas e fígado mataram cerca de uma e meia a duas vezes mais homens do que mulheres ao longo de um período de 30 anos. Além disso, o câncer de pulmão matou quase duas vezes e meia mais homens durante esse tempo. Já os cânceres de lábio e garganta mataram cerca de cinco homens para cada mulher. No entanto, as mulheres estão diminuindo a distância dos homens em alguns tipos de câncer, como câncer de pulmão. Casos desta patologia entre os homens diminuíram durante o período de estudo, mas mantiveram-se estáveis ou aumentaram em mulheres.

Tendências

Os pesquisadores afirmam que o estudo confirma uma tendência, que os cânceres com maior taxa de mortalidade são cânceres de cabeça e pescoço, bexiga e pulmão, todos relacionados ao estilo de vida.

Outros fatores

Com o estudo fica claro que os homens não devem ignorar sintomas ou exames e, ainda, adotar estilos de vida mais saudáveis. Os hábitos de vidas têm peso, mas nem tudo se resume a isso. Por exemplo, os homens podem ser mais expostos a agentes cancerígenos, terem diferenças hormonais ou receberem menos proteção contra antioxidantes do que mulheres. A esperança é que os pesquisadores possam identificar as causas da diferença entre os sexos na incidência e mortalidade por câncer para que ações preventivas possam reduzir a presença da doença em ambos os sexos.

Scanner é mais eficiente que radiografia

Um dos tumores com maior índice de mortes da atualidade é o câncer de pulmão. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pulmão é uma das principais causas de morte evitáveis do mundo, com uma sobrevida média de apenas 10% em países em desenvolvimento.

No entanto, um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado no New England Journal of Medicine trouxe uma boa notícia aos pacientes desse tipo de tumor: quem se submete a detecção por scanner tem maiores chances de um resultado exato. De acordo com a publicação, o método pode reduzir em 20% o número de mortes provocadas por câncer de pulmão, em relação à radiografia.

A pesquisa começou em 2002 e analisou 53.454 homens e mulheres com faixa etária entre 55 e 74 anos que haviam fumado, ao menos, 30 carteiras de cigarro ao ano. De acordo com uma das responsáveis pelo estudo, Denise Aberle, o principal objetivo da pesquisa é servir de orientação para políticas de saúde pública sobre a detecção da doença nos próximos anos.

Vantagens do scanner

A principal diferença dos dois métodos – scanner e radiografia – é que o scanner possibilita a obtenção de várias imagens do pulmão, à medida que gira em volta do corpo do paciente e vai fotografando.

Já a radiografia revela uma única imagem, que não distingue entre todas as estruturas anatômicas do pulmão, dificultando a detecção de um tumor em sua fase inicial.

Ambos são exames usados para se fazer a detecção precoce do câncer de pulmão. E os especialistas alertam: quanto mais precocemente for detectado o câncer, maiores as chances de cura.

Câncer de pulmão e vontade de fumar podem ter ligação genética

Câncer de pulmão é um das doenças mais fatais e sua causa está extremamente ligada ao consumo do tabaco – cerca de 90% dos casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A novidade agora é uma descoberta feita por pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia que ligaram esse tumor e inclusive a vontade de fumar a genes específicos. De acordo com os pesquisadores, a presença desses alelos quase duplica essa predisposição.

De acordo com o líder do estudo, Frank Skorpen, essa variação genética é bastante comum: “Cerca de 10% da população herdou essa variante de ambos os alelos, da mãe e do pai, por isso há muitas pessoas em maior risco de desenvolver câncer de pulmão”.

Embora os pesquisadores não tenham decifrado completamente como o gene contribui para uma maior vontade de fumar e um maior risco de câncer de pulmão, souberam precisar sua localização: precisamente no cromossomo 15 e sua função é de codificar os receptores nicotínicos de acetilcolina nas células do corpo.

Detecção pelo sangue

Esse gene está associado ao adenocarcinoma, um determinado tipo de câncer de pulmão. Agora os pesquisadores estão estudando a possibilidade de desenvolver um teste de sangue que possibilite detectar este e outros tipos de tumores de pulmão.

“Nós estamos examinando se o câncer de pulmão pode afetar a expressão de genes em células brancas do sangue. Um tumor secreta vários compostos de sinalização, que são transportados no sangue. Talvez alguns desses transmissores alterem a expressão do gene nas células brancas do sangue”, explicou Skorpen.

Caso os pesquisadores consigam encontrar uma assinatura da expressão de genes em células brancas do sangue específica para câncer de pulmão, isso significa que poderão detectar a doença em um estágio anterior.

Esse avanço serve não apenas para o câncer de pulmão, mas para outros tipos da doença, como câncer de mama, em que a expressão de vários genes em células do sangue é alterada. A identificação dessas mudanças também pode fornecer uma indicação precoce da doença.

Unhas dos pés podem dar indícios de câncer de pulmão

As unhas dos pés podem dizer mais sobre o seu organismo do que pode parecer. Um estudo realizado pela Universidade de San Diego, na Califórnia, nos Estados Unidos, e publicado na revista especializada American Journal of Epidemiology, em março, afirma que a análise das unhas dos pés pode indicar o risco de desenvolvimento de câncer de pulmão.

De acordo com a pesquisa, as unhas dos pés servem como um medidor da exposição crônica ao fumo, tanto para fumantes quanto para não fumantes – os chamados fumantes passivos. Através de pedaços de unhas cortadas, os especialistas conseguiram analisar os níveis de nicotina presentes nas unhas e chegaram à conclusão que quanto mais alto o nível de nicotina nas unhas dos pés, maior a probabilidade de desenvolver câncer de pulmão. Uma pessoa com níveis altos de nicotina nas unhas dos pés chega a ter três vezes mais chances de desenvolver a doença.

Câncer de pulmão e nicotina

O câncer de pulmão é uma das neoplasias com maior taxa de óbito da atualidade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é o câncer mais comum entre todos os tumores malignos e 90% dos casos estão associados ao consumo de derivados de tabaco. Apenas para 2011, o Instituto prevê 27.630 novos casos deste tipo de tumor no Brasil.

Por sua vez, a nicotina, substância oriunda do tabaco, é uma substância tóxica. Para se ter uma ideia, em doses excessivas, a nicotina pode causar náusea, dor de cabeça, vômitos, paralisia e até mesmo a morte. A dose letal desta substância é de apenas 50 mg/kg. Segundo a American Cancer Society, mais pessoas morrem diariamente de doenças relacionadas ao tabagismo que de Aids, acidentes de carro, drogas, incêndios, assassinatos e suicídios combinadas.

Metodologia

Os cientistas americanos analisaram um grupo de 840 homens, alguns com câncer de pulmão e outros saudáveis. Foram detectados níveis altos de nicotina tanto em fumantes quanto em não fumantes. Os pesquisadores afirmam que os que possuíam níveis altos de nicotina e eram não fumantes provavelmente foram expostos à nicotina através do fumo passivo.

Veneno de escorpião é utilizado em tratamentos contra o câncer

Em breve, os médicos oncologistas terão à disposição um novo medicamento para tratar o câncer: é o Vidatox, criado por cientistas cubanos a partir do veneno do escorpião azul. De acordo com Isabel González, diretora de Pesquisas e Desenvolvimento do Grupo Empresarial Labiofarm (responsável pela criação do Vidatox) o remédio possui ações antitumoral, analgésica e anti-inflamatória comprovadas. Ao longo dos quinze anos da pesquisa foram feitos testes em mais de 10 mil pacientes com câncer de pulmão, colo do útero, próstata e pâncreas.

O medicamento homeopático é indicado como auxiliar da terapia antineoplástica, administrado em doses sublinguais e os pacientes tratados com Vidatox apresentaram melhora na qualidade de vida e na retenção do crescimento do tumor. O Grupo Empresarial Labiofarm promete colocar à venda mais de um milhão de doses ainda em 2010, mas alerta contra a venda de fórmulas falsas – isso pode acontecer devido às características peculiares do novo produto.

Agora, o laboratório pretende continuar a pesquisa para encontrar um componente sintético que tenha os mesmos efeitos que a toxina do escorpião, além de isolar componentes do veneno para a criação de novos medicamentos. Atualmente, existem 13 centros de reprodução de escorpiões em Cuba e cada um conta com aproximadamente cinco mil animais – cada escorpião é capaz de produzir 0,02 ml de veneno durante sua vida (o equivalente a duas gotas).

Exame de hálito pode detectar até quatro tipos de câncer em estágio inicial

Os métodos de detecção de câncer estão cada vez mais independentes de amostras pouco acessíveis ou de difícil manuseio e conservação. Um grupo de cientistas do Instituto Tecnológico Technion, de Haifa, em Israel, estão desenvolvendo um exame de hálito tão barato quanto o exame de alcoolemia, também conhecido como teste do bafômetro, capaz de detectar câncer em estágios iniciais. Segundo artigo publicado na revista The British Journal of Cancer, o exame servirá para identificar os cânceres de mama, próstata, pulmão ou intestino.

O estudo é uma continuação da descoberta do exame, anunciada há cerca de um ano, pelos mesmos pesquisadores. Naquela época, apenas alguns estudos preliminares foram feitos e o câncer de pulmão foi o único detectado. Agora, além de ampliar a gama de doenças passíveis de serem identificadas, foram realizados testes com mais pacientes, para aumentar a precisão dos resultados.

Foram analisados 177 voluntários, entre elas pessoas com câncer e saudáveis. Por meio dos exames, os pesquisadores puderam identificar diversos compostos químicos emitidos pelas células cancerosas, e relacioná-las aos quatro tipos de câncer, independentemente do sexo ou idade dos pacientes.

“Este estudo mostra que um ‘nariz eletrônico‘ pode distinguir uma respiração saudável de uma maligna, assim como detectar os diferentes tipos de câncer”, disse o professor Abraham Kuten, do Instituto Tecnológico Technion. “Se pudemos confirmar estes resultados preliminares com estudos mais profundos, esta nova tecnologia poderia se tornar uma ferramenta simples para um diagnóstico precoce”, concluiu. Entretanto, o professor ressalta que, para que esse nariz eletrônico possa servir para complementar os métodos atuais de detecção de câncer, é preciso realizar estudos com maior abrangência de pacientes e variantes.

Vitamina B pode ajudar a prevenir o câncer de pulmão

Um estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) apontou que uma dieta rica em vitaminas do complexo B — a B6, B9 e a B12 — e em metionina, um dos 20 aminoácidos existes, pode auxiliar o organismo a combater o câncer de pulmão. A doença, causada por fatores como poluição, tabagismo e alterações genéticas, também pode ser causada pelo baixo nível de síntese de nucleotídeos — unidades que formam o DNA, e também pelas alterações nos padrões de metilação do DNA. Especificamente nesses dois fatores é que as vitaminas atuam.

A metilação do DNA é a adição aos genes do radical metil, que consiste em um átomo de carbono ligado a três átomos de hidrogênio (CH3). Segundo a pesquisadora Valéria Troncoso Baltar, doutoranda da FSP, esse processo é importante por fazer a manutenção e a regulação do código genético. Entretanto, o excesso ou falta de metilação tem efeito cancerígeno. O consumo das vitaminas em quantidade adequada mantém os padrões de metilação, portanto, ajudam a prevenir o câncer de pulmão. As substâncias atuam no ciclo de re-metilação, que atua em consonância com a metionina e a homocisteína, outro aminoácido, que se transforma em metionina por meio de processos químicos e vice-versa. “Esse ciclo pode ser quebrado pela falta de vitaminas B6 e B12 e do folato (B9)”, afirma Valéria, justificando porque a alimentação deve ser balanceada. Além das vitaminas, o consumo direto da metionina favorece o combate à neoplasia.

A vitamina B12 é encontrada principalmente nas carnes vermelhas, fígado, ovos, peixe e laticínios, já a B6 tem como principais fontes os grãos e cereais. O folato, ou vitamina B9, pode ser consumido em feijões, folhas verdes escuras, frutos secos e levedura da cerveja.

Exame de sangue detecta câncer de pulmão

O câncer de pulmão é o mais comum entre os tumores malignos, e a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para 2010 é de que surjam 27.630 novos casos da doença. Em 90% dos casos diagnosticados, ele está relacionado ao consumo de tabaco e a incidência mundial tem aumentado em 2% por ano. O exame EarlyCDT-Lung, criado por pesquisadores da Universidade de Nottingham, do Reino Unido, promete ajudar no diagnóstico precoce deste tipo de câncer.

Quando o câncer de pulmão é descoberto, normalmente, não há tempo hábil para que o tratamento tenha o efeito desejado, o que gera uma sobrevida de no máximo cinco anos em 90% dos pacientes – mas, este quadro pode mudar em breve. Com o anúncio da descoberta de um exame de sangue que indica a possibilidade do paciente desenvolver este câncer, a comunidade médica se animou, pois a doença poderá ser detectada antes de atingir seu nível crítico.

A coordenadora do Centro de Estudos do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), Célia Tosello, recomenda cautela ao utilizar o exame, conhecido pelo nome de EarlyCDT-Lung. “O teste serve pra alertar que existe o risco de ter câncer de pulmão, e com esse resultado em mãos o médico deve proceder com a investigação, utilizando outros exames – como a tomografia”, explica. Segundo a médica, o exame analisa o sistema imunológico do paciente e a produção de anticorpos pelo paciente.

Célia conta que quando existe uma célula estranha no organismo o sistema imunológico produz anticorpos – a nossa defesa. “Algumas células tumorais são identificadas como corpos estranhos e produzimos anticorpos contra elas. São esses anticorpos que o exame EarlyCDT-Lung detecta”. A questão ressaltada pela doutora é que o exame ainda necessita de mais pesquisa para que confirme o câncer. “Inúmeros testes como esse já foram feitos e o problema é que eles detectam anticorpos, que são produzidos pelo organismo contra qualquer doença. Eu não tenho tanta segurança de estar detectando um tumor no lugar de outra doença, como um resfriado, por exemplo”, explica.

Descoberta

O exame foi criado por cientistas da Universidade de Nottingham, no Reino Unido. O teste trabalha com seis antígenos produzidos por tumores (principalmente em casos de câncer de pulmão) e detecta os anticorpos existentes no organismo contra esses antígenos. O exame já está disponível nos Estados Unidos e custa U$ 475 (o equivalente a R$ 870) e em breve deve chegar ao Reino Unido.

Ainda não há previsão para que o EarlyCDT-Lung chegue ao Brasil, pois mais testes estão sendo feitos nos Estados Unidos, onde ele é comercializado como um teste que auxilia na investigação e não como um exame único de diagnóstico. “Os pesquisadores ainda estão analisando as possíveis variáveis do exame, como, por exemplo, o período menstrual da mulher”, conta Célia. “Existem vários trabalhos para qualificar esse teste como uma forma de diagnóstico do câncer, e quando for qualificado desta forma ele provavelmente será comercializado no Brasil”, finaliza.

Tratamentos para quem quer parar de fumar

No Brasil, 16% da população acima dos 15 anos fuma.  O cigarro, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é responsável por cerca de 200 mil mortes por ano; ocasionando mais de 27 mil casos de câncer de pulmão e mais de 14 mil casos de câncer na cavidade oral todos os anos.

Existem hoje, no Brasil, cerca de 800 unidades de atendimento gratuito com programas para quem pretende parar de fumar, distribuídas em 500 municípios. Em 2010, estima-se que serão 3,3 mil postos de atendimento, distribuídos em 1,2 mil cidades, segundo informações do Ministério da Saúde.

Para muitos fumantes parece impossível parar de fumar, pois acreditam que isso é possível somente por força de vontade. Esses fumantes tentam parar inúmeras vezes sem ajuda terapêutica, sofrem demasiadamente e não conseguem, ou conseguem por um determinado tempo, mas acabam voltando. “A grande maioria dos fumantes, bem como não fumantes e também muitos profissionais da saúde, infelizmente não encaram o tabagismo como dependência química. No entanto, para parar de fumar é preciso mais do que força de vontade, ou simples decisão, é preciso tratamento especializado. Somente com tratamento adequado é possível parar de fumar definitivamente, sem sofrimento e com tranquilidade”, explica Dra. Ana Luiza Oliveira Prado Souza, uma das coordenadoras do Programa de Abandono do Tabagismo com Acompanhamento Científico “Viva Livre”.

O tabagismo é uma doença?

O tabagismo é um importante fator de adoecimento, sendo um dos principais motivos da aposentadoria precoce e uma das principais causas evitáveis de mortes prematuras no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“O tabagismo é uma doença porque a nicotina, uma das substâncias presentes no cigarro, é uma droga que causa dependência química e psíquica”, esclarece a coordenadora do programa “Viva Livre”. O fumante fuma com regularidade em busca da dose diária de nicotina. Na ausência da substância (nicotina) no organismo do fumante, iniciam-se sinais e sintomas da síndrome de abstinência química e psíquica, extremamente desconfortáveis como falta de concentração, irritabilidade, alteração na pressão arterial, ansiedade, que leva o fumante a necessariamente ter que acender um novo cigarro para entregar mais nicotina ao organismo e amenizar os sintomas da abstinência. Torna-se um ciclo, e a intensidade e frequência varia de acordo com o grau de dependência de cada fumante.

Tratamento para parar de fumar

Existem inúmeras propostas de tratamento para tabagismo, porém, hoje, a mais indicada e recomendada pelos centros de referência de saúde nacional, como Instituto Nacional de Câncer (Inca), e internacional, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a associação de terapia cognitivo comportamental (que tem como objetivo identificar e corrigir padrões de pensamento conscientes e inconscientes) associada à terapia medicamentosa.

Média de gastos para o tratamento

Para um tratamento particular, o fumante gastará em torno de R$ 2.500 a R$ 2.900 reais, estando incluso o valor da consulta com o profissional que conduzirá o tratamento, consulta com Pneumologista, exames e todo o conteúdo do protocolo de acompanhamento profissional semanal, quinzenal e mensal num período total de 06 meses. O valor da medicação se encontra entre R$ 300,00 e R$ 900,00 reais. Entretanto, se você tiver plano de saúde deve entrar em contato com a prestadora de serviço e verificar o que seu plano cobre; pois alguns planos cobrem consultas e exames. Se achar o investimento caro, uma opção é procurar unidades de saúde das prefeituras que oferecem tratamentos gratuitos.

Média de tempo para uma pessoa parar de fumar

A média de tempo vai depender de qual tratamento será feito. No programa de tratamento do tabagismo Viva Livre o fumante para de fumar antes do término do primeiro mês de tratamento. O tratamento completo acontece em seis meses, sendo os dois primeiros a fase de tratamento e os quatro últimos como manutenção.

Lei Antifumo

Entrou em vigor em 2009 a lei antifumo, a qual já funciona em pelo menos quatro estados do país. A lei antifumo incentivou parte da população a procurar tratamentos para deixar o vício. A proibição do fumo em locais públicos, segundo especialistas, levou muita gente a acreditar na capacidade de deixar o cigarro.

“Com relação à lei que restringe o fumo em locais fechados, públicos e privados, a mídia tem procurando ouvir a população sobre o que ela pensa a respeito. Parece que uma grande parcela de pessoas não fumantes, profissionais da saúde e os próprios políticos do poder legislativo, acredita que com o vigor da lei, além da melhoria da qualidade do ar em locais fechados, os fumantes de certa forma serão favorecidos, pois devido à dificuldade para fumar e até o constrangimento por terem que fumar em calçadas ou em lugares pouco confortáveis, vão enfim se decidir pelo abandono do vício”, conta. Segundo pesquisas, mais de 80% dos fumantes atualmente desejam parar de fumar, porém menos de 3% conseguem sem tratamento.

Para a maioria da população e inclusive para muitos profissionais da área da saúde, o ato de parar de fumar ainda é uma simples questão de escolha, força de vontade ou de decisão de quem fuma. “Como profissional da saúde,  coordenando em Curitiba o Programa de Tratamento do Tabagismo “Viva Livre”, considero que a colocação em vigor dessa lei, como todas as outras que restringem o fumar, podem sim, contribuir para que o fumante evolua num processo de tomada de decisão pelo parar de fumar. Porém, considero que efetivamente o que fará com que o fumante se decida pelo parar de fumar é, primeiro, ter conhecimento, reconhecer o tabagismo como nicotinodependência, como uma doença, e entender que o parar de fumar é muito mais do que uma simples questão de força de vontade, é uma questão de tratamento especializado”, enfatiza doutora Ana Luiza.

Locais que oferecem tratamentopara parar de fumar

No Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas em São Paulo, o tratamento oferecido desde 1996 é um pouco diferente do proposto pelo “Viva Livre”. Como parte do tratamento do Incor são realizados encontros em grupo e acompanhamento psicológico.

O Programa Antitabágico do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) existe desde 2004 e é aberto a qualquer pessoa.

Em Curitiba há 22 unidades de saúde habilitadas para o tratamento gratuito ao cidadão, entre elas Bairro Novo, Osternack, Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) Boa Vista, Cajuru, entre outros. Os endereços podem ser encontrados no site da prefeitura ou pelo telefone 0800 644 0041.

O Serviço de Check-up do Hospital Santa Cruz, em Curitiba, oferece o  Programa de Abandono do Tabagismo com Acompanhamento Científico “Viva Livre”,  que através de Metodologias Preconizadas e Recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, tem por objetivo tratar quem deseja parar de fumar.

Mais informações:
Viva Livre – Tratamento do Tabagismo
Dra. Ana Luiza Oliveira Prado Souza
Dra. Andréa Carraro de Oliveira Badin
(Coordenadoras do Viva Livre)

41 33123999 Curitiba
43 33451921 Londrina
08004001921 São Paulo

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