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Câncer de testículo tem maior incidência em homens com menos de 35 anos

Homens mais jovens são mais propensos a sofrerem de câncer de testículo, de acordo com levantamento do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Segundo o estudo, divulgado para a imprensa em fevereiro, em 95% dos casos, o câncer atinge homens de até 35 anos. “Alguns dos fatores que desencadeiam a doença são mais comuns em pessoas mais jovens, por isso sua prevalência numa faixa etária que vai de 15 a 35 anos”, explica o coordenador do setor de urologia do Icesp, Marcos Dall´Oglio.

Uma dessas causas que Dall’Oglio se refere é a criptorquidia – condição médica na qual o testículo não desce para o escroto, muito comum em bebês prematuros. Nesses casos, recomenda-se cirurgia inclusive como forma preventiva do câncer. “As crianças que nascem com o testículo fora da bolsa escrotal devem operar para colocá-lo na bolsa e assim evitarem o risco de desenvolver câncer de testículo no futuro”, destaca Dall’Oglio. Outros dois fatores que podem levar ao desenvolvimento de câncer de testículo são a atrofia do órgão e a ingestão de estrógeno durante a gravidez.

Câncer raro, porém perigoso

Embora o câncer de testículo tenha uma baixa taxa de incidência – apenas 3% das neoplasias são desse tipo, enquanto o câncer de próstata a incidência é de 17% –, a taxa de cura dessa enfermidade é bem variável, de 100 a 40%.

Como todas as doenças, quanto antes for diagnosticada, melhor. Porém, segundo dados do próprio Icesp, 60% dos pacientes procuram ajuda quando a doença já está num estágio mais avançado. Isso implica em usar recursos mais agressivos, como a quimioterapia e a radioterapia, sem garantias de regressão do câncer.

De acordo com Dall’Oglio, quando detectado num estágio não tão avançado, o tratamento é feito com a simples remoção do testículo, sem que isso comprometa a vida reprodutiva do paciente: “A retirada do testículo não atrapalha a vida reprodutiva do homem, já que o outro testículo supre a falta do que foi retirado”.

Prevenir, sempre

A prevenção continua sendo o melhor remédio. “Assim como a mulher tem o autoexame para detectar o câncer de mama, o mesmo é válido no caso de câncer de testículo, já que a detecção de um nódulo pode ser um indicação da doença”, afirma o oncologista.

Exercícios físicos ajudam no combate ao câncer de próstata

Durante 18 anos, a Universidade da Califórnia e a Harvard School of Public Health, nos Estados Unidos, acompanharam estudos com mais de 2.700 homens diagnosticados com câncer de próstata. A conclusão é que homens que têm a doença e praticam exercícios físicos regularmente têm menos chances de morrer vítima da enfermidade.

O estudo foi divididos em três grupos: o primeiro para praticava exercícios vigorosos (mais de 3 horas por semana); o segundo, exercícios moderados (entre 90 minutos e 3 horas por semana); e o terceiro, exercícios leves (menos de 90 minutos por semana). Os homens praticaram atividades como caminhadas, corrida, ciclismo, natação e trabalhos ao ar livre.

De acordo com a pesquisa, aqueles que praticaram exercícios moderados e vigorosos apresentaram um risco 46% menor de morrer de qualquer causa. No entanto, a pesquisa mostrou que somente a atividade vigorosa foi associada à redução da mortalidade por câncer de próstata. Homens que realizaram tal atividade tiveram um risco 61% menor de morrer da doença.

“Embora acredite que somente um estudo mais completo nos dará uma resposta mais definitiva sobre os benefícios, de qualquer forma a atividade física ajuda no bem-estar das pessoas e são fundamentais tanto para o bem da saúde de maneira geral quanto para a proteção contra vários tipos de câncer”, afirma o coordenador do setor de Urologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Marcos Dall´Ogllio.

Segundo o urologista, além dos exercícios como aponta a pesquisa, uma boa alimentação também pode ser um fator inibitório contra as células do câncer de próstata. “Alimentos derivados da soja, ricos em flavonóides, vegetais como brócolis, tomate, frutas como romã e alimentos que contenham, ômega 3 como a sardinha e o salmão também auxiliam na proteção”. Manter uma dieta saudável com menos gordura, principalmente animal, também pode prevenir o câncer e outras doenças não transmissíveis.

Outras dicas como consultas periódicas ao urologista, depois dos 45 anos também são importantes. “Ressaltando que os homens que têm histórico familiar de câncer em parentes de primeiro grau (pai e avô paterno) apresentam maior risco e devem iniciar o acompanhamento aos 40 anos”, avisa. Nesse caso, pode significar um aumento de 3 a 10 vezes em relação à população em geral. A incidência da mortalidade aumenta em grande quantidade após os 50 anos.

Portanto, homens poderiam reduzir o risco de progressão do câncer de próstata após o diagnóstico acrescentando à atividade física a rotina diária, conclui a pesquisa. O resultado foi publicado na edição do Journal of Clinical Oncology.

Sintomas

O câncer de próstata em sua fase inicial tem uma evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes ao crescimento benigno da próstata – frequência urinária aumentada durante o dia ou à noite e dificuldade miccional.

Em fase avançada, a doença pode apresentar quadro de dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecções generalizadas ou insuficiência renal.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por exame clínico e pela dosagem do antígeno prostático (PSA), que pode identificar a existência da doença e indicar a necessidade da realização de ultrassonografia pélvica.

Tratamento

O tratamento do câncer da próstata depende do estágio da doença. Em fase inicial, cirurgia e radioterapia e até mesmo uma observação vigilante (em alguns casos) pode ser recomendada. Se estiver mais avançada, são recomendados radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal.

Exposição à luz elétrica durante a noite pode estar relacionado ao surgimento de câncer

A vida agitada da cidade grande muitas vezes obriga que a jornada de um dia na vida das pessoas seja estendida noite adentro, atitude pouco difundida antes da invenção da luz elétrica. Com as cidades cada vez mais iluminadas por lâmpadas de alta potência, a escuridão se torna opcional.

Mas uma recente pesquisa da Universidade de Haifa, em Israel, alerta para um risco dessa exposição demasiada à luz. Segundo o estudo, a exposição à luz de alta potência durante a noite (LAN, sigla em inglês para light at night) pode estar relacionado ao câncer.

A explicação para isso, segundo Abraham Haim, coordenador do projeto, é a de que as lâmpadas de alta potência atribuem uma espécie de “poluição ambiental da luz” ao local. Essa luz teria influência direta em nossa produção de melatonina, um hormônio fabricado pela glândula pineal durante a fase escura do ciclo 24 horas e que está diretamente relacionado com a atividade cíclica do corpo. Quando esse hormônio é suprimido, há uma incidência de elementos cancerígenos.

O novo estudo reforça pesquisas anteriores, que apontavam que cidadãos que residiam em regiões com maior iluminação noturna tinham maiores chances de desenvolver câncer de próstata, nos homens, ou câncer de mama, nas mulheres. Para essa nova pesquisa, os cientistas realizaram testes com grupos de camundongos, nos quais foram injetados compostos cancerígenos. Eles foram divididos em quatro grupos e cada grupo recebeu uma exposição diferente à luz de alta potência.

Além de descobrir a relação entre a luz e o aparecimento do câncer, os responsáveis pelo projeto também confirmaram que a supressão da melatonina está diretamente ligada ao desenvolvimento do tumor. Camundongos expostos a dias longos que foram tratados com melatonina tiveram uma progressão do tumor mais vagarosa do que aqueles que não receberam o hormônio.

“A exposição à LAN atrapalha nosso relógio biológico e afeta o ritmo cíclico, desenvolvido ao longo de milhões de anos desprovidos de LAN. A poluição da luz como um problema ambiental está ganhando consciência de todo o mundo, e a Agência de Pesquisa do Câncer da Organização Mundial da Saúde (IARC), já classificou que os trabalhadores dos turnos da noite apresentam um maior grau de risco de câncer”, ressaltou Haim.

Exame de hálito pode detectar até quatro tipos de câncer em estágio inicial

Os métodos de detecção de câncer estão cada vez mais independentes de amostras pouco acessíveis ou de difícil manuseio e conservação. Um grupo de cientistas do Instituto Tecnológico Technion, de Haifa, em Israel, estão desenvolvendo um exame de hálito tão barato quanto o exame de alcoolemia, também conhecido como teste do bafômetro, capaz de detectar câncer em estágios iniciais. Segundo artigo publicado na revista The British Journal of Cancer, o exame servirá para identificar os cânceres de mama, próstata, pulmão ou intestino.

O estudo é uma continuação da descoberta do exame, anunciada há cerca de um ano, pelos mesmos pesquisadores. Naquela época, apenas alguns estudos preliminares foram feitos e o câncer de pulmão foi o único detectado. Agora, além de ampliar a gama de doenças passíveis de serem identificadas, foram realizados testes com mais pacientes, para aumentar a precisão dos resultados.

Foram analisados 177 voluntários, entre elas pessoas com câncer e saudáveis. Por meio dos exames, os pesquisadores puderam identificar diversos compostos químicos emitidos pelas células cancerosas, e relacioná-las aos quatro tipos de câncer, independentemente do sexo ou idade dos pacientes.

“Este estudo mostra que um ‘nariz eletrônico‘ pode distinguir uma respiração saudável de uma maligna, assim como detectar os diferentes tipos de câncer”, disse o professor Abraham Kuten, do Instituto Tecnológico Technion. “Se pudemos confirmar estes resultados preliminares com estudos mais profundos, esta nova tecnologia poderia se tornar uma ferramenta simples para um diagnóstico precoce”, concluiu. Entretanto, o professor ressalta que, para que esse nariz eletrônico possa servir para complementar os métodos atuais de detecção de câncer, é preciso realizar estudos com maior abrangência de pacientes e variantes.

Cientistas entendem relação entre o consumo de brócolis e o câncer de próstata

O brócoli é um alimento que, além de saudável, também tem se mostrado eficiente para combater diversas doenças, como câncer de mama, asma e outras doenças respiratórias. Há pouco tempo, foram iniciados alguns estudos para validar o benefício do brócoli no combate ao câncer de próstata. Entretanto, o princípio ativo dessa proteção não havia sido entendida até agora. Um recente estudo realizado no Reino Unido, no Instituto de Pesquisas Alimentares da Inglaterra, decifrou esse mecanismo. Segundo os cientistas, coordenado pelo especialista Richard Mithen, há uma substância no brócoli, denominada sulforafano, que tem ligação direta com o retardo do desenvolvimento da doença. O estudo foi publicado na revista Molecular Cancer.

O sulforafano é um composto químico que interage com determinadas células que não possuem um gene denominado PTEN, um gene supressor do tumor. “A deleção ou inativação do gene pode iniciar a carcinogênese prostática, ou aumentar a probabilidade de progressão do câncer. Nós demonstramos aqui que o sulforafano tem efeitos diferentes dependendo se o gene PTEN está presente ou não”, afirma Richard Mithen. De fato, a pesquisa demonstrou que o contato do sulforafano com células que possuem o gene não produz efeito algum.

Para verificar como o brócoli atuava no organismo, os cientistas realizaram experiências com tecidos da próstata humana e com animais com câncer de próstata. Por meio dessas amostras, puderam constatar a interação entre a expressão do gene PTEN e a função do sulforafano. Foi verificado que o composto químico torna menos competitivas as células que não expressam o gene, o que explicaria, em nível molecular, como prevenir ou impedir o desenvolvimento do câncer de próstata.

Mulheres diabéticas têm mais chances de desenvolver câncer, diz estudo

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Tel Aviv, em Israel, mulheres com diabetes tipo 2 apresentariam 25% a mais de chances de se desenvolver câncer de cólon e de órgãos genitais. O estudo envolveu mais de 17 mil pacientes diabéticos e constatou-se que apenas as mulheres sofriam com essa relação. Já para os homens foi averiguada uma relação inversa: os pacientes diabéticos teriam menos chances de desenvolver câncer de próstata do que pessoas saudáveis, o que demonstra que a relação entre diabetes e a neoplasia não é verificada para todas as formas da doença.

Entretanto, o estudo por enquanto está em fase inicial e são necessários estudos futuros para se comprovar essa relação com eficácia. É o que diz Ivan Ferraz, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Ele conta que a relação entre diabetes e câncer não foi completamente explicada e que outros estudos estão sendo realizados em paralelo a esse: “recentemente, no Congresso Americano de Diabetes, realizado junho de 2010, em Orlando, nos Estados Unidos, foi apresentada uma conferência sobre o assunto. Destacaram-se os fatores metabólicos, tais como a resistência insulínica, tanto na gênese do diabetes  como também podendo ter importante papel no desenvolvimento de células tumorais”. Quanto aos tipos de cânceres relacionados à doença, o médico acredita que os resultados possam variar: “podem sofrer alguma modificação de acordo com as regiões analisadas e estarão relacionados com aspectos étnicos e com hábitos como alimentação, tabagismo e alcoolismo”. De fato, em maio de 2010, outra pesquisa, desenvolvida pelo German Cancer Research Center, na Alemanha, estudou diabéticos hospitalizados na Suécia e constataram um risco aumentado para 24 tipos diferentes da neoplasia.

De acordo com Ivan Ferraz, existem três formas de diabetes: o diabetes gestacional, que ocorre durante a gestação de algumas mulheres, o diabetes tipo 1, que acomete principalmente crianças e adolescentes, e o diabetes tipo 2, relacionado a questões de obesidade e hereditariedade. “O diabetes tipo 2 representa 90% dos casos da doença”, afirma.

Nozes podem prevenir câncer de próstata

O combate ao câncer de próstata — segundo tipo de câncer mais frequente entre os homens, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) — pode ganhar mais um aliado importante. Um estudo da Universidade da Califórnia apresentado no Encontro Nacional da American Chemichal Society aponta uma diminuição considerável do tamanho e da evolução dos tumores de próstata em ratos com uma dieta rica em nozes. Geneticamente estimulados a desenvolver a doença, os ratos apresentaram tumores 50% menores e 30% mais lentos quando alimentados com 70g  diárias de nozes, em comparação a outros ratos que não tiveram a mesma dieta.

Embora o estudo esteja ainda em um estágio muito pouco avançado e que, para comprovar o benefício do alimento, seja necessário um estudo com humanos, as propriedades das nozes já eram conhecidos pelos cientistas. Dentre os componentes desejáveis do fruto está o ômega-3, importante para prevenir doenças do coração. O chefe do Departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Marcos Dall’Oglio, “alimentos com taxa de ômega-3 elevada apresentam efeito protetor contra o câncer de próstata, como é possível observar no salmão, por exemplo”. Entretanto, os cientistas responsáveis pela pesquisa com os ratos estão verificando ainda como o alimento interage com o organismo, por meio de um chip para examinar as mudanças nos níveis de genes do tumor.

O Dall’Oglio acredita que, se o estudo for comprovado, as nozes poderão oferecer um efeito protetor para pessoas que querem evitar o câncer e para pacientes com a doença, já que o consumo retardaria o crescimento dos tumores. Além das nozes, o urologista afirma que existem outras substâncias que podem ajudar a prevenir a neoplasia: “alimentos que provavelmente interfiram em alterações da glândula prostática são vegetais como a soja, tomate, brócolis, espinafre, couve-flor, abóbora e melancia”.

A SBU recomenda um acompanhamento urológico regular para homens com mais de 45 anos. Para pacientes com histórico familiar de câncer de próstata, o acompanhamento deve começar mais cedo, aos 40. “A partir de uma consulta individualizada, elaborar estratégias de prevenção e acompanhamento”, completa o médico.

Nova opção para tratar o câncer

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, anunciaram uma nova forma de matar células cancerosas: ao invés de investir em drogas tóxicas, o novo tratamento é molecular, ou seja, força a célula a envelhecer e morrer.

Praticamente todas as células do corpo humano passam por um processo conhecido como senescência, que é quando a célula para de se dividir e envelhece. A exceção é a célula cancerosa, que possui o gene Skp2, responsável pelo crescimento infinito do câncer. “O novo tratamento busca bloquear esse gene”, explica a coordenadora do setor de Oncologia Clínica do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) Maria Del Pilar Estevez Diz. “Essa descoberta irá ajudar muito no sentido de aumentar o arsenal terapêutico contra o câncer”, avalia Pilar.

O novo medicamento está na primeira fase de testes em humanos, mas a etapa experimental (realizada em camundongos) mostrou resultados promissores: a comparação foi feita entre animais geneticamente modificados, portadores do gene Skp2 inativo, e culturas de laboratório de células de câncer de próstata. Nos dois casos o bloqueio do Skp2 por meio de medicamentos resultou no envelhecimento e lentidão na divisão das células doentes.

“Por enquanto o tratamento só foi testado em casos de câncer de próstata, então ainda não sabemos em que situações ele poderá ser usado”, avalia a médica do Icesp. “Agora, com os testes clínicos, teremos mais informações: inclusive definir as doses suportadas por humanos e possíveis efeitos colaterais”, afirma.

Medicamento contra câncer de próstata é testado com sucesso

Uma vacina desenvolvida pela Dendreon, empresa de biotecnologia de Chicago, contra o câncer de próstata, foi testada com sucesso. O medicamento para combater o câncer prolongou a vida dos homens que participaram de um teste clínico decisivo.

Segundo o oncologista clínico, André Deeke Sasse, os resultados dos testes ainda são preliminares e foram apenas apresentados em um congresso médico. Para ele, a vacina parece ser viável, sendo mais uma opção para tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático que não respondem a outros tratamentos atualmente disponíveis.

O medicamento receberá a marca Provenge e será a primeira “vacina” terapêutica contra o câncer a obter licença nos Estados Unidos, depois de sucessivos fracassos em testes de medicamentos para esse tipo de doença. Essas vacinas terapêuticas têm como objetivo prevenir o câncer, elas “treinam” o sistema imunológico do corpo para atacar o câncer, estimulando as defesas do corpo.

Sasse comenta que a vacina não deve substituir outros tratamentos, pois ela se mostrou apenas capaz de controlar temporariamente o câncer de próstata, quando outros tratamentos não forem mais eficazes.

Mais de 40% dos pacientes de câncer de próstata tratados reduziram em 50% a concentração de PSA (antígeno prostático específico) no sangue, indicando uma regressão do câncer em apenas três messes de acompanhamento. Esse teste foi realizado em 30 pacientes em estágio avançado da câncer, que já haviam passado por todos os tipos de tratamentos. 13 pacientes tiveram queda superior a 50% na concentração da proteína.

Segundo o oncologista os resultados são positivos, porém é necessário que sejam feitas novas pesquisas comparando a utilização desta vacina com os tratamentos hoje considerados padrão.

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