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Exposição à luz elétrica durante a noite pode estar relacionado ao surgimento de câncer

A vida agitada da cidade grande muitas vezes obriga que a jornada de um dia na vida das pessoas seja estendida noite adentro, atitude pouco difundida antes da invenção da luz elétrica. Com as cidades cada vez mais iluminadas por lâmpadas de alta potência, a escuridão se torna opcional.

Mas uma recente pesquisa da Universidade de Haifa, em Israel, alerta para um risco dessa exposição demasiada à luz. Segundo o estudo, a exposição à luz de alta potência durante a noite (LAN, sigla em inglês para light at night) pode estar relacionado ao câncer.

A explicação para isso, segundo Abraham Haim, coordenador do projeto, é a de que as lâmpadas de alta potência atribuem uma espécie de “poluição ambiental da luz” ao local. Essa luz teria influência direta em nossa produção de melatonina, um hormônio fabricado pela glândula pineal durante a fase escura do ciclo 24 horas e que está diretamente relacionado com a atividade cíclica do corpo. Quando esse hormônio é suprimido, há uma incidência de elementos cancerígenos.

O novo estudo reforça pesquisas anteriores, que apontavam que cidadãos que residiam em regiões com maior iluminação noturna tinham maiores chances de desenvolver câncer de próstata, nos homens, ou câncer de mama, nas mulheres. Para essa nova pesquisa, os cientistas realizaram testes com grupos de camundongos, nos quais foram injetados compostos cancerígenos. Eles foram divididos em quatro grupos e cada grupo recebeu uma exposição diferente à luz de alta potência.

Além de descobrir a relação entre a luz e o aparecimento do câncer, os responsáveis pelo projeto também confirmaram que a supressão da melatonina está diretamente ligada ao desenvolvimento do tumor. Camundongos expostos a dias longos que foram tratados com melatonina tiveram uma progressão do tumor mais vagarosa do que aqueles que não receberam o hormônio.

“A exposição à LAN atrapalha nosso relógio biológico e afeta o ritmo cíclico, desenvolvido ao longo de milhões de anos desprovidos de LAN. A poluição da luz como um problema ambiental está ganhando consciência de todo o mundo, e a Agência de Pesquisa do Câncer da Organização Mundial da Saúde (IARC), já classificou que os trabalhadores dos turnos da noite apresentam um maior grau de risco de câncer”, ressaltou Haim.

Ministério da Saúde anuncia mais de R$ 400 milhões na área de oncologia

O Ministério da Saúde anunciou em agosto de 2010 um investimento de pouco mais de R$ 400 milhões em procedimentos para tratar o câncer. Ao todo, serão nove práticas que passarão a ser incluídas no Sistema Único de Saúde (SUS), além de outras 66 que tiveram seu valor de tabela reajustado pela primeira vez em dez anos. A maior parte do investimento está na reestruturação da assistência oncológica da rede pública. Com esse recurso, o gasto global do ministério com o câncer será de R$ 2 bilhões, 25% a mais que o montante investido em 2009, que foi de R$ 1,6 bilhão.

Os novos procedimentos cobertos pelo SUS incluem cinco tratamentos quimioterápicos para câncer de mama, leucemia aguda e linfoma, três tratamentos para o câncer de fígado e radioterapia. Além disso, os valores de 66 procedimentos, dos quais 20 são radioterápicos e 46 quimioterápicos, serão aumentados.

Na radioterapia, por exemplo, serão somados quase R$ 155 milhões aos R$ 164 milhões já injetados, totalizando um valor 94% superior ao aplicado no ano anterior. Os tratamentos quimioterápicos terão um reajuste ainda mais elevado. O valor coberto pelo SUS da sessão para leucemia linfótica crônica, linha 1, que era de R$ 47,10, passará a ser de R$ 407,50, um aumento de 765%.

Segundo declarações do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o aumento nos valores permitirá remunerar melhor os procedimentos e colocar à disposição dos pacientes novas técnicas e tecnologias. De acordo com dados do ministério, o Brasil conta hoje com pelo menos um hospital oncológico em cada estado e no Distrito Federal.

Exame de hálito pode detectar até quatro tipos de câncer em estágio inicial

Os métodos de detecção de câncer estão cada vez mais independentes de amostras pouco acessíveis ou de difícil manuseio e conservação. Um grupo de cientistas do Instituto Tecnológico Technion, de Haifa, em Israel, estão desenvolvendo um exame de hálito tão barato quanto o exame de alcoolemia, também conhecido como teste do bafômetro, capaz de detectar câncer em estágios iniciais. Segundo artigo publicado na revista The British Journal of Cancer, o exame servirá para identificar os cânceres de mama, próstata, pulmão ou intestino.

O estudo é uma continuação da descoberta do exame, anunciada há cerca de um ano, pelos mesmos pesquisadores. Naquela época, apenas alguns estudos preliminares foram feitos e o câncer de pulmão foi o único detectado. Agora, além de ampliar a gama de doenças passíveis de serem identificadas, foram realizados testes com mais pacientes, para aumentar a precisão dos resultados.

Foram analisados 177 voluntários, entre elas pessoas com câncer e saudáveis. Por meio dos exames, os pesquisadores puderam identificar diversos compostos químicos emitidos pelas células cancerosas, e relacioná-las aos quatro tipos de câncer, independentemente do sexo ou idade dos pacientes.

“Este estudo mostra que um ‘nariz eletrônico‘ pode distinguir uma respiração saudável de uma maligna, assim como detectar os diferentes tipos de câncer”, disse o professor Abraham Kuten, do Instituto Tecnológico Technion. “Se pudemos confirmar estes resultados preliminares com estudos mais profundos, esta nova tecnologia poderia se tornar uma ferramenta simples para um diagnóstico precoce”, concluiu. Entretanto, o professor ressalta que, para que esse nariz eletrônico possa servir para complementar os métodos atuais de detecção de câncer, é preciso realizar estudos com maior abrangência de pacientes e variantes.

Cientistas entendem relação entre o consumo de brócolis e o câncer de próstata

O brócoli é um alimento que, além de saudável, também tem se mostrado eficiente para combater diversas doenças, como câncer de mama, asma e outras doenças respiratórias. Há pouco tempo, foram iniciados alguns estudos para validar o benefício do brócoli no combate ao câncer de próstata. Entretanto, o princípio ativo dessa proteção não havia sido entendida até agora. Um recente estudo realizado no Reino Unido, no Instituto de Pesquisas Alimentares da Inglaterra, decifrou esse mecanismo. Segundo os cientistas, coordenado pelo especialista Richard Mithen, há uma substância no brócoli, denominada sulforafano, que tem ligação direta com o retardo do desenvolvimento da doença. O estudo foi publicado na revista Molecular Cancer.

O sulforafano é um composto químico que interage com determinadas células que não possuem um gene denominado PTEN, um gene supressor do tumor. “A deleção ou inativação do gene pode iniciar a carcinogênese prostática, ou aumentar a probabilidade de progressão do câncer. Nós demonstramos aqui que o sulforafano tem efeitos diferentes dependendo se o gene PTEN está presente ou não”, afirma Richard Mithen. De fato, a pesquisa demonstrou que o contato do sulforafano com células que possuem o gene não produz efeito algum.

Para verificar como o brócoli atuava no organismo, os cientistas realizaram experiências com tecidos da próstata humana e com animais com câncer de próstata. Por meio dessas amostras, puderam constatar a interação entre a expressão do gene PTEN e a função do sulforafano. Foi verificado que o composto químico torna menos competitivas as células que não expressam o gene, o que explicaria, em nível molecular, como prevenir ou impedir o desenvolvimento do câncer de próstata.

Exame de saliva pode detectar câncer

Cânceres muito difíceis de serem detectados podem passar a ser identificados rapidamente. As universidades de Keio, no Japão, e da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram juntas uma técnica que possibilita reconhecer a probabilidade de alguns tipos de câncer — principalmente os de boca, pâncreas e mama — por meio de um teste de saliva.

Segundo dados divulgados pela agência France Presse no final de junho de 2010, os pesquisadores analisaram amostras de saliva de 215 voluntários, entre os quais estavam pacientes com câncer. Com essas amostras, conseguiram identificar 54 substâncias diferentes cuja presença pode indicar a neoplasia. Com uma avaliação que demoraria, em média, meio dia, os resultados superaram a expectativa da comunidade médica: 99% dos casos de câncer de pâncreas, 95% dos de mama e 80% dos de boca foram passíveis de ser detectados pelo exame.

Assim como o sangue, a saliva também sofre diversas alterações de acordo com o estado do organismo e, por isso, pode indicar diferentes condições fisiológicas, inclusive doenças. Rica em proteínas — a literatura específica aponta um número próximo de mil — e moléculas de RNA, responsáveis por fazer a ponte entre o gene e a proteína codificada. A estas qualidades, os pesquisadores responsáveis pelo estudo acrescentam a facilidade de se extrair uma amostra de saliva, além da facilidade de manuseio, pelo fato de não coagular e não expor os analistas às doenças transmitidas pelo sangue.

Na França, os testes com saliva se tornaram mais populares em 2008, para detectar a presença de drogas no organismo de condutores de veículos pesados, junto com o teste do bafômetro. Em 2004, a Food and Drug Administration (FDA), órgão norteamericano que regula medicamentos e substâncias, aprovou o uso de um exame de saliva para detectar o vírus do HIV.

Tomoshi Soga, professor da universidade de Keio, afirmou que, com este exame — que permite detectar mais de 500 substâncias diferentes na saliva — será possível identificar com muito mais facilidade os cânceres de boca e de pâncreas. Ele lembrou que a taxa de mortalidade dessas neoplasias são grandes, justamente, porque os sintomas demoram a surgir, dificultando o diagnóstico precoce. O chefe das pesquisas da universidade, Masaru Tomita, completou dizendo que gostaria de usar essa tecnologia para fazer o diagnóstico de outras enfermidades.

Vacina contra câncer de mama é testada com sucesso em ratos

A comunidade médica deu um importante passo na direção da prevenção ao câncer. Cientistas do Cleveland Clinic Learner Research Institute, nos Estados Unidos, realizaram um primeiro estudo não-clínico em ratas para avaliar a eficácia de uma possível vacina contra o câncer de mama.

Os animais receberam agentes potencializadores da neoplasia e, enquanto um grupo recebeu o placebo de controle, o outro recebeu o medicamento a-lactalbumina. O resultado foi satisfatório: nenhuma rata que recebeu a vacina desenvolveu a doença. O mastologista, Luis Gebrim, diretor do hospital Pérola Byington, de São Paulo, explica que esse foi o primeiro grande resultado na área imunológica preventiva: “a grande significância estatística encontrada poderá viabilizar o emprego da vacina em humanos”.

Ainda de acordo com o médico, o próximo passo da pesquisa é desenvolver antígenos compatíveis com o organismo humano, para que a vacina possa ser testada em mulheres com alto risco de câncer de mama. “Mulheres que já tiveram câncer numa das mamas poderão ser incluídas com intuito de prevenir o câncer na mama oposta”, exemplifica.

A empreitada, entretanto, não é fácil. “Vacinar o corpo contra o crescimento excessivo de células significa vacinar o paciente contra suas próprias células”, afirma Gebrim, que acrescenta que vírus causadores do câncer de mama já foram comprovados em ratos, mas não em humanos, o que dificulta ainda mais o estudo clínico.

Além de ser mais difícil, o ensaio com humanos também é mais lento. O diretor do hospital explica que a doença demora em média cinco anos para se desenvolver, e, diferentemente dos ratos, não é ético usar estimulantes da doença em mulheres. E, muito embora os animais não tenham apresentado reações adversas à vacina, ele explica que é possível haver, em mulheres mais jovens, alguma incompatibilidade entre aquelas que desejem engravidar e amamentar.

O mastologista é otimista e acredita que a vacina pode vir a ser eficaz em humanos, além de ser um precedente importante para facilitar a descoberta de outros tipos de câncer. Ele explica que, como existem dezenas de diferentes cânceres de mama, a vacina funcionará, a princípio, apenas para tratar de alguns, mas que é normal, nesse tipo de pesquisa, que um estudo que demorou décadas para ser realizado pode ser refeito para outras células, aumentando sua abrangência. E arrisca: “é possível prever que sua eficácia possa ser estendida a outros tipos de câncer como o de ovário, de intestino grosso e de próstata, pela semelhança entre os fatores estimuladores do câncer de mama”.

Câncer de mama é combatido com beta-bloqueadores

Um recente estudo apresentado na European Breast Cancer Conference, em Barcelona, na Espanha, pode revolucionar o tratamento do câncer de mama. Segundo a pesquisa, neurotransmissores, por meio de receptores beta-2 adrenérgicos, estariam induzindo a migração de células cancerosas. Por isso, um tratamento com medicamentos do tipo beta bloqueadores impediriam a formação de metástase nas mamas e garantiriam maior eficácia na cura desse tipo de câncer.

De acordo com a mastologista, Dra. Maria de Fátima Gaui, essa era uma hipótese que já havia sido cogitada para diversos tipos de tumores, mas pela primeira vez um estudo observacional foi realizado para tentar comprová-la. Ela adverte, porém, que ainda é muito cedo para que essa descoberta seja aplicada no tratamento. “O nível de evidência gerado por um estudo observacional é muito baixo. Para uma droga se tornar eficaz na terapêutica de uma determinada patologia é necessário um ensaio clínico”, explica.

Beta-bloqueadores

Os beta bloqueadores, ou bloqueadores beta adrenérgicos, são um grupo de medicamentos que atuam obstruindo a chegada de noradrenalina aos receptores beta, presentes ao longo do organismo e responsáveis por algumas reações do sistema nervoso simpático, como arritmia e dilatação das pupilas. Esse tipo de fármaco era utilizado mais comumente para tratar pacientes que passaram por infartos do miocárdio e outros problemas cardíacos, além de tratamentos de hipertensão. Porém, seu uso foi restringido seriamente ou substituído por outras drogas por aumentar o risco do paciente desenvolver diabetes mellitus tipo II. Alguns outros tratamentos menos comuns, como antidepressivos, também usam beta bloqueadores.

O estudo

A pesquisa, apresentada na sétima edição do European Breas Cancer Conference, analisou 466 pacientes com tumores operáveis nas mamas. Noventa e dois desses pacientes estavam recebendo anti-hipertensivos. Dentre esses pacientes, 43 estavam recebendo beta bloqueadores no momento do diagnóstico do tumor. Os pacientes que estavam sob esse medicamento apresentaram aumento na taxa de sobrevida e uma redução significativa na produção de metástases e na recorrência local do tumor, além de queda de 71% no risco de mortalidade específica para câncer de mama.

Novo tratamento para câncer de mama evita queda de cabelo

Recentemente foi divulgado nos Estados Unidos, por pesquisadores da Mayo Clinic, que a combinação de três medicamentos específicos pode ser uma opção promissora para o tratamento de câncer de mama HER2+ com metástase. A vantagem é que este tratamento de quimioterapia não causaria a queda de cabelo.

Os medicamentos usados são a capecitabina, a vinorebina e a trastuzumabe. No estudo clínico que observou a combinação dos medicamentos, 45 pacientes participaram, sendo que 67% responderam de forma positiva ao tratamento, com uma redução do tamanho dos tumores em pelo menos 30%. Quatro pacientes tiveram uma resposta completa e não houve outra evidência de tumores metastáticos.

A combinação de medicamento mais usada por pacientes com câncer de mama HER2 + é a dos medicamentos paclitaxel ou docetaxel com trastuzumabe, que sempre causa a perda de cabelo.

Metformina pode se tornar a futura vacina anticâncer

Uma equipe da Universidade McGill e da Universidade da Pensilvânia apresentou ao site da Nature, que o medicamento metformina, usado para tratar o diabetes mellitus tipo 2, pode ajudar as células de defesa T CD8 do organismo, melhorando a eficácia de uma vacina contra o câncer no futuro.

Ação da metformina
As células de defesa contra doenças guardam uma “memória” de infecções e vacinações, permitindo que o organismo resista mais contra doenças futuras. A metformina potencializaria este mecanismo de defesa.

Esse é o primeiro estudo a sugerir que, pelo mesmo caminho metabólico do diabetes, pode-se alterar a função do sistema imunológico. As pesquisas com vacinas contra o câncer ainda estão em um estágio inicial.

Em um outro estudo, pesquisadores espanhóis descobriram que a metformina tem um efeito anticancerígeno nos tumores de mama. Estudos anteriores já haviam demonstrado que os pacientes com diabetes tratados com este remédio tinham risco menor de sofrer um câncer de mama.

O que é a metformina?

A metformina é um antidiabético oral, utilizado em tratamentos iniciais de diabetes mellitus tipo 2, especialmente em pessoas obesas ou com sobrepeso e pessoas sem problemas renais.

Câncer pode induzir depressão

Pesquisas realizadas pela Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) revelaram que a depressão em pacientes com câncer está diretamente relacionada com os tumores. O que os cientistas querem descobrir agora, é como isso funciona. Pesquisas realizadas com ratos de laboratório com câncer de mama induzido constataram que essas cobaias apresentaram comportamento depressivo mesmo quando o tumor não manifestou sintomas.

Para Iolanda de Assis Galvão, psicóloga clínica da pediatria e cuidados paliativos do Hospital Erasto Gaertner em Curitiba, “Todo paciente acometido pelo câncer sente tristeza, pois de alguma forma, em função do tratamento, há uma ruptura no curso normal da sua vida. A sua imagem corporal fica alterada e o medo da morte está muito presente dado o estigma ainda existente em torno da doença do câncer”.  No entanto, a psicóloga, que trabalha há 14 anos com pacientes oncológicos, diz que somente uma porcentagem destes pacientes (aproximadamente 25%) vai desenvolver um quadro depressivo, pois esta doença depende das características individuais e se há a ocorrência de outros distúrbios concomitantes.

Os cientistas identificaram uma alta concentração de citocinas pró-inflamatórias nas cobaias, assim como já se sabia a alta concentração de citocinas em pacientes humanos com câncer e depressão, sendo razoável que a fisiologia de cobaias e humanos com tumor seja semelhante, o que é um grande avanço para a pesquisa do câncer. Alguns quimioterápicos influem na produção de citocinas e, portanto, podem impactar quadros de depressão.

“Vários estudos vêm investigando a relação das citocinas com quadros depressivos, no entanto não há como desconsiderar a singularidade do sujeito e o seu repertório psíquico para lidar com situações adversas. Cada indivíduo é único e a instalação de qualquer patologia, seja de ordem física ou psíquica, deve ser avaliada e tratada de forma individualizada”, esclarece Iolanda de Assis Galvão.

Mas como ajudar o paciente depressivo?
Em primeiro lugar é preciso compreendê-lo. O que não significa o “fazer pelo” paciente, mas o “fazer com” o paciente. Entender que a melhora não é mágica e não vêm de fatores externos. Muitas vezes o paciente é incentivado a sair, passear no parque, ir ao cinema. No entanto, há que se considerar que na maioria das vezes, isso não depende do paciente. No momento, a sua tristeza atingiu um marco que ele não consegue melhorar só com o incentivo ou conselhos de familiares e amigos. Desta forma surge a necessidade de acompanhamento psicoterápico.

Não confunda depressão com tristeza

È importante diferenciar “tristeza” da “depressão”. Estar triste ou estar melancólico não significa estar deprimido. Depressão é doença. No entanto, assim como outras doenças, a depressão pode ser tratada com sucesso, em geral com psicoterapia e muitas vezes com acompanhamento de um psiquiatra para avaliação de suporte medicamentoso.

Alguns sintomas podem indicar a instalação de um quadro depressivo, tais como: transtornos do sono e do apetite, cansaço ao menor esforço, sentimento de menos valia, auto-estima rebaixada, labilidade (oscilações da pressão arterial) e, num estágio mais avançado, estes sintomas podem vir acompanhados de idéia suicida.

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