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23/09/2011

Soro em pó é usado em teste rápido de sífilis e Aids


 A Fundação Americana Melinda & Bill Gates financiou uma pesquisa no Brasil (Amazônia) que analisou o uso de um tipo de soro liofilizado – em pó – que não tem a necessidade de ser refrigerado para testes rápidos de sífilis e Aids em indígenas, oferecendo resultados em apenas 20 minutos. A primeira fase do estudo foi aprovada e recebeu investimento de aproximadamente R$ 790 mil.

Para a médica coordenadora do estudo, Adele Benzaken, do Hospital Alfredo da Matta, em Manaus (AM), o resultado da pesquisa vai servir de base para a realização de testes rápidos de sífilis e Aids em todo o país. Segundo Adele, se a tecnologia sobreviveu às condições em regiões tão remotas pode considerar que ela passou no teste para qualquer outra viagem.

O teste poderá ser usado pela Rede Cegonha, do governo federal, levando em consideração que uma das maiores preocupações em relação à sífilis é o fato de ela ser transmitida da mulher grávida para o bebê.

 

 

A Rede Cegonha

 

É composta por um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê. As medidas previstas na Rede Cegonha, que são coordenadas pelo Ministério da Saúde (MS) e executadas pelos estados e municípios, que deverão aderir às medidas, abrangem a assistência obstétrica com foco na gravidez, no parto e pós-parto como também a assistência infantil.

Alta ocorrência de sífilis em tribos do Amazonas e de Roraima

 

Dos 45.600 mil indígenas, de 195 etnias examinados nos últimos dois anos, ou 54% da população sexualmente ativa das áreas pesquisadas, 1,47% foi diagnosticado e tratado de sífilis. O HIV teve uma incidência menor, 0,1% da população pesquisada. Os testes foram feitos por agentes da Secretaria Especial de Saúde Indígena.

No caso da sífilis, o resultado chegou quase à média nacional, que é de 1,6% da população sexualmente ativa. Segundo Adele, o número é bastante alto, se analisados os resultados em cada aldeia. As doenças sexualmente transmissíveis são uma das maiores causas de mortes entre indígenas. A profissional atribui essa realidade ao fato da tribo desconhecer as doenças e, ainda, à resistência ao uso de preservativos.

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