Pesquisadores conseguiram frear o crescimento de tumores, nos quais a proteína p53 havia sido destruída, por meio da produção da TAp63 – pertencente a uma classe de proteínas produzidas pelo gene p63.
Mais da metade de todos os cânceres humanos desabilita a p53. Esta proteína é importante, pois controla a maior parte das operações no interior da célula que a protegem do câncer. Quando as células perdem a p53, os tumores crescem agressivamente e frequentemente o câncer não pode mais ser tratado.
A pesquisa identificou que a proteína TAp63, uma irmã mais velha da p53, geralmente permanece intacta e não sofre mutações na maioria dos cânceres.
Durante o experimento os cientistas fizeram com que os tumores produzissem a TAp63 utilizando um composto químico chamado doxiciclina. Eles acreditam que a senescência das células chama a atenção do sistema imunológico, conseguindo desta maneira destruir as células tumorais.
Os cientistas dizem que a ativação intensiva da TAp63 pode ser uma estratégia viável para combater o câncer no futuro. Alternativamente, descobrir formas de estabilizar a TAp63 que já está sendo produzida ou bloquear as rotas que combatem a ação da proteína também poderá ser uma estratégia válida.
No entanto, a descoberta verificou também que, enquanto as versões TAp63 previnem o câncer, outras três proteínas codificadas pelo p63 promovem atividades que podem levar ao desenvolvimento de um câncer.
O estudo deverá ser publicado na revista científica Nature Cell Biology.