Pesquisadores da Clínica Mayo em Jacksonville, na Flórida, criaram um novo modo de ação que promete ser eficaz no tratamento e prevenção do Alzheimer. Eles concluíram que determinados agentes químicos fármacos, usados como medicamentos para o mal de Alzheimer, podem acelerar a destruição das proteínas beta-amiloide (beta-A), que formam placas no cérebro dos pacientes com a doença de Alzheimer.
Até o momento, o foco das pesquisas era encontrar uma maneira de bloquear a produção inicial da beta-A. Este novo estudo, no entanto, buscou saber o que ocorre com a beta-A depois que é produzida. Nos testes os pesquisadores descobriram dois elementos químicos que podem acelerar a atividade de uma molécula, chamada enzima degradadora de insulina (IDE – insulin-degrading enzyme), que ajuda a destruir as proteínas beta-A.
Eles descobriram o agente Ia1, que aumenta a atividade da IDE em cerca de 700%, e o agente Ia2, que soma a atividade da IDE em quase 400%. Como a IDE também destrói excessos de insulina no corpo, os ativadores de pequenas moléculas podem ser úteis no controle do diabetes, acreditam os pesquisadores.
Esta pesquisa é importante, pois se a partir dela for possível desenvolver medicamentos, para uso humano, que estimulem a atividade da IDE, esses agentes poderão oferecer benefícios terapêuticos para a prevenção e o tratamento da doença de Alzheimer.