Estudos in vivo têm mostrado que radical livre conhecido como tempol desativa oxidantes agressivos, protegendo o organismo contra doenças associadas a processos inflamatórios. Por isso, cientistas da Universidade de São Paulo (USP) decidiram compreender o processo.
Eles estudaram a interação do tempol com a mieloperoxidase (MPO), abundante no sistema imune e relevante em processos inflamatórios. Essa enzima atua contra microganismos invasores. Ao eliminar esses organismos, ela produz oxidantes, podendo lesar os tecidos. Os autores lembram que os níveis da MPO podem ser marcadores de risco de doenças cardiovasculares.
"Estudamos como o tempol inibe nitração de proteínas mediada pela mieloperoxidase. Esse processo indica que está havendo uma superprodução de óxido nítrico no organismo. Concluímos que o efeito protetor do tempol ocorre principalmente porque ele desativa os oxidantes produzidos pela MPO", explicam os autores. Os pesquisadores informam que os estudos agora devem concentrar em direcionar o composto para evitar efeitos adversos, já que se trata de um radical livre.
Fonte: Fapesp