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22/07/2009

Olaparib pode ser uma nova opção para tratamento de câncer

Um estudo liderado pelo Institute of Cancer Research e publicado no New England Journal of Medicine, apresenta um novo tipo de tratamento para o câncer. Segundo os pesquisadores os resultados preliminares da fase I de uma triagem clínica são promissores.

O teste foi realizado com o medicamento Olaparib, do laboratório AstraZeneca, em 20 pacientes com tipos hereditários específicos de câncer de mama, câncer de ovário e câncer de próstata causados por mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. Em doze pacientes o tumor foi reduzido ou estabilizado.

O Olaparib faz parte da classe de “inibidores da enzima PARP – 1″, que tem como alvo células cancerígenas preservando as células saudáveis do organismo.

Olaparib e o câncer de mama

De acordo com a Chefe do departamento de Oncologia Clínica do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer – IBCC, Célia Tosello de Oliveira, no Brasil a incidência de câncer mama causado por mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 é de 20%. Para ela o Olaparib é uma nova abordagem terapêutica para o tratamento deste tipo de câncer, com menos efeitos colaterais. No entanto, Célia acrescenta que ainda é necessário que sejam realizados mais estudos clínicos apresentando seus resultados no organismo.

Segundo a oncologista um dos tipos de câncer de mama mais agressivo e de difícil tratamento é o denominado triplo negativo. ”Este tipo de câncer é negativo para hormonioterapia e para a proteína cerbB2, as duas opções de tratamento que existem atualmente” explica. Os tumores de mama com genes mutados BRCA1 e BRCA2 são mais frequentemente do tipo triplo negativo e, portanto, se enquadram em tumores de difícil tratamento.

Um dos principais benefícios do Olaparib é que ele elimina os efeitos secundários derivados dos tratamentos tradicionais, pois destrói as células cancerígenas sem afetar as demais células saudáveis. “O medicamento poupa as células normais, ou seja, que não possuem as alterações relacionadas com o tumor observadas nas mutações BRCA1 e BRCA2, apresentando menos efeitos colaterais no paciente” observa a oncologista.

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