Uma análise em larga escala sobre o uso de antibióticos na gravidez detectou que era mais provável que as mães de crianças com problemas congênitos tivessem tomado antibióticos – sulfa ou nitrofurantoínas – que as mães de crianças saudáveis. Entre os problemas que, segundo o estudo, parecem estar associados a estes antibióticos estão malformações cardíacas, fendas na face, problemas de intestino e anencefalia.
Testes em animais com drogas à base de sulfa já haviam revelado problemas para a gravidez. Porém, as nitrofurantoínas eram tidas pelos médicos como seguras para o tratamento de infecções urinárias em gestantes. Já a penicilina, eritromicinas e cefalosporinas foram consideradas seguras, não sendo associadas aos defeitos de nascimento.
O tratamento das infecções durante a gravidez, no entanto, continua sendo fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê.
O estudo foi realizado pela geneticista Krista Crider, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. Ela analisou o uso de antibióticos na gravidez de 13.155 mulheres que tiveram filhos com uma das mais de 30 malformações congênitas e comparou com os resultados de 4.941 mulheres selecionadas aleatoriamente, que viviam na mesma região, e tiveram filhos saudáveis.
O estudo foi publicado na revista especializada Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine.