Você está em

Central do Conhecimento

01/11/2010

Novas linhas de pesquisa para tratar o câncer de mama triplo negativo

O câncer de mama triplo negativo é uma das variações mais graves da doença, resistente aos tratamentos convencionais. É diagnosticada quando o tumor não apresenta três receptores de hormônios: o de estrogênio, o de progesterona e o receptor HER-2, que são usados para determinar o tratamento para outras formas da neoplasia. Agora, porém, pode haver mais esperanças para as pacientes desse tipo de câncer.

Pesquisadores da Ohio State University Comprehensive Cancer Center, nos Estados Unidos, estão preparando ensaios clínicos para testar novos agentes que, combinados com a quimioterapia, podem combater o câncer de mama triplo negativo. Mulheres com a neoplasia estão sendo recrutadas. “Lançamos um grande ensaio clínico-laboratorial e um esforço de investigação para desenvolver novas terapias que sejam eficazes para tratar esta difícil doença”, afirmou Charles Shapiro, diretor de oncologia do centro.

Os cientistas desenvolveram duas linhas de pesquisa, com dois agentes distintos, para avaliar a melhor maneira de tratar o câncer triplo negativo. O primeiro é um agente inibidor da poli (ADP-ribose) polimerase (PARP), enzima que toma parte no processo de reparação de danos nos DNAs. As PARPs reparam o DNA das células tumerosas, impedindo que a quimioterapia derrote o câncer. Os inibidores da enzima, acreditam os cientistas, deixariam os tumores mais vulneráveis ao tratamento quimioterápico.

O segundo agente estudado é um inibidor de gamma secretase, um complexo protéico que bloqueia a proteína Notch, responsável por guiar a formação do tecido mamário e controlar o número e o desenvolvimento das células tronco no tecido. Uma grande ativação de Notch auxilia a proliferação dos tumores, e por isso, a inibição dessa proteína reduziria seus efeitos sobre a neoplasia.

Dados da American Cancer Society apontam que, em 2010, quase 195 mil mulheres americanas serão diagnosticadas com câncer de mama, das quais pouco mais de 40 mil serão vitimadas pela doença. O câncer triplo negativo representa cerca de 15% dos casos, sendo as mulheres jovens e afro-descendentes as mais propensas a desenvolver esse tipo de tumor.

Comentários

  1. Tenho 50 anos, não sou afro-descendentes, tenho cancer triplo negativo, invasiso e muito agressivo, praticamente não respondeu ao quimioterápico, e fiz amigas que tbm, não são tão jovens nem afro descendentes.
    e para agravar fiquei em uma fila para operar, meu tumor está com 12 cm, quando iniciei as quimios estava com 14, reduziu a 5 cm, e agora 12, dificil sobreviver neste país.

Poste seu comentário também:

Para continuar é preciso informar:



*
*
*
Reload Image CAPTCHA Image

Indique para um amigo

Medicamentos
Por nome
Por especialidades
Por doenças
Por princípio-ativo
Pacientes
Blog Saúde em Foco
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Prof. de Saúde
Central do Conhecimento
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Laboratórios
Vantagens
Meu Cadastro
Central de Ajuda
MEDICSUPPLY
Notícias
Contato
Pacientes
Profissionais de saúde
Laboratórios
Trabalhe conosco
BlogBlogs.Com.Br