Novidade promissora na medicina moderna, as nanopartículas vêm sendo utilizadas em pesquisas recentes em busca de tratamentos para tumores. Um estudo realizado nas Universidades da Califórnia e de Santa Barbada em San Diego, nos Estados Unidos, a ser publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra o uso de um sistema em que nanopartículas diferentes trabalham juntas para encontrar e destruir tumores.
Os testes da pesquisa, realizada inicialmente em ratos, utilizaram em um coquetel dois tipos de nanopartículas: uma projetada para encontrar os tumores e se aderir a eles e outra para destruí-los. O primeiro tipo de nanomaterial infiltra-se nos vasos sanguíneos e se acumula nos tumores, cobrindo-os completamente após três dias circulando na corrente sanguínea. As primeiras nanopartículas podem funcionar como pequenas antenas que, controladas por um laser infravermelho, aquecem os tumores. Aquecido, o tumor pode ser encontrado e destruído pelas outras nanopartículas, compostas por cadeias de óxido de ferro ou lipossomos carregados com doxorrubicina, uma droga anticâncer.
Embora as pesquisas ainda não tenham sido realizadas em humanos, os testes em ratos mostraram boas respostas e minimização de danos colaterais no resto do corpo.