Uma investigação internacional que envolveu um cientista português encontrou uma esperança de cura para a leucemia mielóide através de medicamentos. A conclusão de que o transplante de medula não é a única cura para a doença surge através de um modelo matemático.
O pesquisador do Departamento de Matemática e Aplicações da Universidade do Minho, Jorge Pacheco, obteve como resultado de sua pesquisa que a ingestão das substâncias ativas imatinib, dasatinib ou nilotinib desde o diagnóstico da doença é capaz de curar o paciente, ao contrário do que se pensava.
O estudo do cientista é ousado e pode levar a uma mudança de paradigmas entre os médicos. De acordo com ele, a única forma de cura admitida atualmente é o transplante de medula óssea, mas que não é totalmente segura, pois envolve previamente rádio ou quimioterapia. Pacheco afirma que consegue descrever as características mais gerais do modelo e ainda prever certos efeitos que até então não eram conhecidos.
Leucemia Mielóide Aguda
A leucemia mielóide aguda é resultado de uma alteração genética adquirida no DNA de células em desenvolvimento na medula óssea. Os pacientes apresentam sintomas relacionados à diminuição da produção de células normais da medula e com isso sua redução na circulação sanguínea. Ocorre a redução dos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas levando o doente a apresentar anemia com palidez, cansaço e sonolência, manchas roxas em locais não relacionados a traumas e sangramentos prolongados em pequenos ferimentos.
O principal objetivo do tratamento é atingir a remissão, ou seja, ausência de células blásticas no sangue e na medula óssea e a restauração do número de células sanguíneas aos níveis normais.