Nos Estados Unidos um estudo descobriu que a combinação de dois medicamentos oncológicos ajuda a desacelerar a progressão do câncer de pulmão em estágio avançado. O teste foi realizado em 768 pacientes que foram tratados com Tarceva (do laboratório suíço Roche) combinado com Avastin (de sua filial americana Genentech).
O oncologista clínico, André Deeke Sasse, acredita que sejam necessários mais estudos com os medicamentos em situações diferentes, para que assim haja uma avaliação clara de seus resultados. Segundo Sasse a combinação de medicamentos oncológicos é viável, já que eles agem de maneira diferente nos tumores cancerigenos.
Efeitos do Tacerva e do Avastin
O oncologista explica que o Tarceva (erlotinibe) é uma quimioterapia administrada em forma de comprimidos e seu efeito colateral principal é na pele, provocando ressecamento e o surgimento de acne. Já o Avastin (bevacizumabe) é administrado de maneira endovenosa, e pode causar hemorragias, dificuldade de cicatrização e pressão alta.
De acordo com Sasse o tratamento do câncer de pulmão é realizado com a combinação de dois medicamentos quimioterápicos, sendo a Platina (cisplatina ou carboplatina), o segundo é administrado conforme a avaliação do médico sobre os efeitos colaterais esperados em cada um. Os medicamentos mais comuns utilizados para o tratamento de câncer de pulmão são: a gencitabina, o paclitaxel, o docetaxel e a vinorelbina.
Hoje o Tarceva é geralmente utilizado no tratamento do câncer de pulmão com metástases, após a falha de pelo menos um esquema de quimioterapia convencional. Já o Avastin é mais comumente utilizado em associação à quimioterapia, para o tratamento de pacientes com câncer de intestino grosso (cólon ou reto) com metástases.