Um estudo feito por pesquisadores do Jefferson University Hospitals, nos Estados Unidos, aponta que elevados níveis de colesterol e de gordura na dieta influenciam no desenvolvimento e na proliferação do câncer de mama.
Para a realização da pesquisa, os cientistas utilizaram o modelo do rato PYMT, por ele ter semelhança com a patogênese do câncer de mama humano. Parte dos animais foi submetida a uma dieta ocidental, que continha 21,2% de gordura e 0,2% de colesterol. Um grupo controle de ratos PYMT foi alimentado com uma ração normal, com apenas 4,5% de gordura e quantidades insignificantes de colesterol.
No grupo alimentado com a dieta enriquecida com gordura e colesterol, o número de tumores dobrou com relação aos outros ratos. Além disso, eles se desenvolveram com maior rapidez e tinham um tamanho 50% maior que o observado nos outros animais. Os resultados do estudo revelam que ratos alimentados com uma dieta ocidental e predispostos a desenvolver tumores mamários podem desenvolver tumores maiores, de crescimento mais rápido e mais fácil metástase, se comparados a animais com uma dieta controlada.
Opinião dos pesquisadores
Para o biólogo Philippe G. Frank, que liderou a equipe responsável pelo estudo, o consumo de uma dieta ocidental resultou no aparecimento acelerado de tumor e aumento na incidência do tumor, na multiplicidade, e na carga. “Os resultados sugerem que o colesterol tem um papel importante na formação do tumor”, afirma Frank.
Os pesquisadores acreditam também que os resultados deste estudo oferecem novos caminhos para a prevenção, rastreio e tratamento do câncer de mama. Segundo eles, a pesquisa sugere que o uso de drogas para baixar o colesterol, como as estatinas, podem tanto proteger contra o câncer de mama como tratar pacientes portadores de tumores.
Câncer de mama
Estudos têm mostrado um aumento na incidência de câncer de mama em populações de imigrantes que se movem de uma região com baixa incidência. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres no Brasil.
Ainda segundo o Inca, os maiores fatores de risco para o câncer de mama são: hereditariedade, menarca precoce, menopausa tardia, a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter filhos).