Um novo sistema de diagnóstico molecular – chamado microarranjo líquido – capaz de examinar, ao mesmo tempo, amostras de até 100 indivíduos, para até 100 doenças diferentes está sendo desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz), o Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).
Os resultados do diagnóstico ficam prontos em cerca de 30 minutos. Este tipo de dispositivo é também conhecido como biochip. O projeto surge como desdobramento da nacionalização de insumos e testes para diagnóstico liderada pelo Ministério da Saúde para nacionalizar a produção de testes para diagnóstico molecular e de investimento no desenvolvimento de novos produtos.
Como funciona o diagnóstico molecular
O sistema é feito em uma placa de vidro, com poucos centímetros de diâmetro; com 100 minúsculas depressões. Cada poço contém 100 tipos diferentes de esferas de 5 micrômetros de diâmetro; 2 mil cópias de cada tipo de microesfera.
Um equipamento separa as microesferas individualmente, identificando o tipo de cada uma e verificando se são positivas ou negativas. No microarranjo, cada tipo de microesfera tem uma cor específica e pode ser revestido com proteínas (ou material genético) de um determinado patógeno (vírus ou microorganismos causadores de doenças). Cada tipo (ou cor) de microesfera corresponde a um determinado patógeno. Em cada poço da placa, as microesferas se misturam com o soro de um indivíduo diferente – como há 100 poços por placa, até 100 pessoas podem ser testadas por vez.
Espera-se que até final de 2009 já exista um protótipo pronto. E em 2010 serão feitos estudos piloto e multicêntrico, necessários à validação e ao registro do produto junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Mais informações em: Agência Fiocurz de Notícias