Um estudo realizado na Inglaterra com mais de 170 mil pacientes revelou que os exames de reto e de cólon sigmóide podem ajudar a reduzir a mortalidade por câncer colorretal em 43%, em pacientes com idades entre 55 e 64 anos. A pesquisa, divulgada no periódico científico britânico The Lancet, foi iniciada em 1994 e indicou que um único exame de retossigmoidoscopia — que examina tanto o reto como a última parte do cólon — diminui em um terço a incidência de novos casos da doença.
Um dos principais exames na detecção desse tipo de câncer é a sigmoidoscopia, que consiste na introdução de um tubo flexível no ânus para verificar a existência de tumores na parte final do intestino grosso. Por esse mesmo método é possível retirar alguns desses tumores após o exame. Embora a sigmoidoscopia só permita visualizar o final do intestino, o exame é eficaz para identificar a doença, pois a maior incidência de câncer colorretal se dá nesta parte do órgão.
O câncer colorretal é hoje um dos mais frequentes entre a população brasileira. Segundo estimativas do Inca (Instituto Nacional do Câncer), em 2010, cerca de vinte e oito mil pessoas desenvolverão a doença, sendo as mulheres um pouco mais afetadas do que os homens. O instituto também explica que o câncer se origina a partir de pólipos, que são lesões benignas que crescem nas paredes do intestino. A doença é tratável e as chances de cura são grandes se o diagnóstico for precoce, o que justifica a importância do exame: retirando-se os pólipos no estágio inicial, o câncer não se espalha para outros órgãos.
O Inca aponta alguns fatores de risco para a doença, como obesidade, sedentarismo, baixo consumo de cálcio, idade acima de 50 anos e histórico de câncer na família. Recomenda-se uma dieta rica em laticínios e vegetais e a prática de atividades físicas para prevenir o câncer colorretal.