Tabagismo, excesso de gordura, vida sedentária, obesidade, diabetes e colesterol alto são importantes fatores de risco para o infarto. A novidade é que esses fatores têm contribuído para o que o número de casos de infarto em mulheres aumente de maneira significativa.
Dois estudos publicados na revista especializada Archives of Internal Medicine constataram que, mesmo os homens tendo, historicamente, maior prevalência de infarto e doença cardíaca avançada do que as mulheres da mesma idade, essa diferença tem diminuído.
Um dos estudos avaliou mais de 8 mil pessoas com idades entre 35 e 54 anos. Os resultados demonstraram que a maioria dos fatores de risco cardíaco – incluindo colesterol total, colesterol HDL e LDL, pressão e tabagismo – permaneceram estáveis ou melhoraram entre os homens e pioraram entre as mulheres. E, embora os homens ainda apresentassem mais infartos do que as mulheres, essa diferença estaria reduzindo nos últimos anos – de 2,5% dos homens e 0,7% das mulheres no período entre 1988 e 1994; para 2,2% dos homens e 1% das mulheres no período 1999-2004.
Número de mortes por infarto diminui
O segundo estudo apresentou resultados um pouco mais animadores para as mulheres. Foram analisados dados de mais de 916 mil pessoas que sofreram infarto no período entre 1994 e 2006. A pesquisa constatou que o número de pessoas que morriam no hospital após o infarto reduziu consideravelmente entre todos os pacientes, mas principalmente entre as mulheres.