De acordo com profissionais de saúde, homens ainda apresentam resistência a atendimento médico. O papel da mulher é fundamental nesses casos. São elas as responsáveis pelas visitas deles ao médico. "99% dos homens só vão a uma consulta médica porque a mulher manda e vai junto", diz o sexólogo Ricardo Cavalcanti, coordenador da área técnica da saúde masculina do Ministério da Saúde, que prepara uma política de atenção a esse público.
O psiquiatra José Carlos Zepellini explica que a dificuldade dos homens em ir ao médico e aceitar a doença envolve o pensamento de que eles são onipotentes. "A simples ameaça de uma doença o deixa abalado, fragilizado. Ir ao médico com a mulher o deixa mais seguro, ameniza um pouco o medo, a insegurança", analisa o médico.
O urologista Miguel Srougi, professor titular de urologia da Universidade de São Paulo (USP), também recorre ao sentimento de invulnerabilidade para explicar a aversão masculina aos médicos. "Os homens crescem com o conceito da evolução de que só os fortes sobrevivem e que, para se impor, precisam ter saúde", observa.
Fonte: Folha Online