Especialistas garantem que os resultados dos medicamentos disponíveis no Brasil para tratar a disfunção erétil dependem do paciente e das causas do problema. A estimativa é que os remédios atuantes como inibidores da enzima PDE-5 (fosfodiesterase tipo 5) funcionem em 70% dos casos.
Diretor da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), André Cavalcanti, afirma que antes de estabelecer o grau de eficácia é preciso definir se a disfunção erétil é causada por questões orgânicas ou mentais. "Existe sempre um componente psicológico no paciente de disfunção erétil. Nestes casos, o medicamento também pode ser útil", completa.
Segundo Gilvan Neiva Fonseca, chefe do serviço de urologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, os diferentes radicais farmacológicos encontrados no mercado atuam de maneira parecida. "A diferença está na forma como atuará em cada pessoa. A preferência depende do resultado no paciente", afirma. Ele lembra que, em algumas ocasiões, as drogas podem inibir um tipo de fosfodiesterase diferente do tipo 5, causando efeitos colaterais.
Fonte: Folha Online