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03/06/2011

Desenvolvido teste para detectar vírus em transplantados renais

Pesquisadores do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (HUCFF/UFRJ) desenvolveram um estudo que promete evitar que transplantados renais percam o órgão transplantado em decorrência de uma contaminação viral específica, pelo vírus BK.

Atualmente, cerca de 35 mil pessoas sofrem de insuficiência renal crônica no país. Porém apenas 3 mil delas têm a chance de fazer um transplante anualmente. “Sempre há um risco de rejeição do órgão transplantado e, quanto mais pudermos tratá-lo, melhor”, afirma o professor Mariano Zalis, chefe do laboratório de infectologia e parasitologia molecular da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que orientou a pesquisa do vírus BK.

Nesse estudo foi desenvolvido um teste para detectar o vírus na urina do paciente transplantado e fazer o diagnóstico logo no começo da rejeição. O objetivo é tornar disponível para transplantados renais um diagnóstico que possa ajudar a evitar uma possível perda do enxerto (órgão transplantado).

Vírus BK

Segundo o professor Mariano Zalis, o vírus BK está presente em cerca de 80% da população adulta brasileira: “é um vírus que contraído na infância e que fica em estado latente na vida adulta. Porém, quando as pessoas estão imunossuprimidas, que é o caso de transplantados, ele tende a reaparecer. E quando está ativado, esse vírus tem um tropismo pelos rins”, afirma o estudioso.

Pessoas imunossuprimidas são aquelas que estão tomando medicamentos imunossupressores, que reduzem a imunidade. Isso ocorre após os transplantes para evitar uma rejeição ao novo órgão pelo próprio corpo, porém abre caminho para o aparecimento de uma infecção viral.  Por isso, uma vez feito o diagnóstico do vírus BK, o próximo passo é o ajuste do medicamento imunossupressor para que a sua dosagem permita que o organismo aceite o novo rim mas ao mesmo tempo produza anticorpos suficientes para combater o vírus.

O estudo foi desenvolvido pela professora Ana Carolina Zalona, também do laboratório de infectologia e parasitologia molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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