O mel, alimento produzido pelas abelhas, já era um conhecido aliado da saúde. Rico em minerais, ácidos orgânicos, aminoácidos e vitaminas (B, C, D e E), o mel é constantemente associado a propriedades terapêuticas, e frequentemente consumido como adoçante. Agora, uma nova pesquisa, publicada na edição de julho de 2010 do periódico médico da Federation of American Societies for Experimental Biology (Faseb) descobriu como atua um dos atributos benéficos do alimento.
De acordo com dados do veículo eletrônico Diário da Saúde, pesquisadores descobriram que as abelhas produzem uma proteína chamada defensina-1. Ela é naturalmente adicionada ao mel e possui potentes propriedades antibacterianas. Se produzida artificialmente, ou mesmo isolada, a defensina-1 poderá ser usada futuramente para tratar infecções de pele e queimaduras, além de ser usada para desenvolver novos medicamentos capazes de combater as bactérias mais resistentes aos tratamentos antibióticos convencionais.
Sebastian Zaat, pesquisador do Centro Médico Acadêmico de Amsterdã, na Holanda, e responsável pelo estudo, afirmou que ele e seus colegas de projeto decodificaram por completo a base molecular da atividade antibacteriana de um tipo de mel e, que isso, contribui para a aplicabilidade do alimento na medicina.
Os pesquisadores colocaram um tipo de mel, já usado medicinalmente, em tubos de ensaio contendo grupos de bactérias causadoras de doenças e resistentes aos antibióticos e desenvolveram um método para neutralizar seletivamente as propriedades antibacterianas já conhecidas e determinar suas contribuições individuais. A partir daí, concluíram que a defensina-1 era responsável pela maior parte do fator antibacteriano do mel. “O mel, ou componentes isolados derivados do mel, poderão ser de grande valia para a prevenção e o tratamento de infecções causadas por bactérias resistentes aos antibióticos”, disse Zaat.
A descoberta das propriedades da defensina-1 também poderá auxiliar os pesquisadores a entenderem o funcionamento do sistema imunológico das abelhas, permitindo aos criadores criarem espécimes mais saudáveis.