Estudo conduzido na Universidade de São Paulo (USP) detectou que casais que enfrentam câncer de mama juntos permanecem mais unidos. A proposta da autora, a psicóloga Cintia Ferreira, era observar a perspectiva do par que vivencia a enfermidade. "Notamos que os casais entrevistados conseguiram superar a doença sem ajuda profissional, baseados em valores típicos da moral que rege os relacionamentos no século XX. O que não quer dizer que isso possa ser generalizado, já que cada um lida à sua maneira com as situações", informa.
A especialista entrevistou separadamente 14 pessoas de sete casais que permaneceram juntos durante a enfermidade e após um ano do tratamento. A média de idade era de 62 anos. Foram averiguadas a relação com a doença em si, que inclui o diagnóstico e o tratamento, e a vida a dois no câncer. Os casais relataram mais proximidade após a doença, mas também disseram que os sentimentos mais íntimos em relação à patologia não foram divididos. De acordo com a psicóloga, essa ocultação foi apontada como uma medida para não afetar os laços conjugais.
Fonte: USP