O câncer de cérebro é uma doença rara. Entretanto, desde 2006 vem aumentando o número de casos em várias partes do mundo. No Brasil, as mortes por esse tipo de câncer já ocupou o oitavo lugar entre o patamar dos cânceres.
Uma pesquisa que faz parte da tese de doutorado da pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), Gina Torres Rego Monteiro, sobre os fatores que contribuem para o aumento de câncer de cérebro, mostra que ainda não se sabe o que provoca o crescimento da doença, nem sua origem.
Gina Monteiro realizou um estudo de caso-controle no qual entrevistou 238 pessoas com câncer de cérebro e um grupo hospitalizado por outros motivos, para observar os impactos dos solventes na cabeça desses doentes. A pesquisa detectou que a maior associação entre os dois grupos era a exposição a solventes, outro fator observado foi a história pregressa de trauma na cabeça. A pesquisa detectou que a maioria dos pacientes que tiveram traumatismo craniano desenvolveu câncer de cérebro em longo prazo.
Conforme a pesquisadora, pelo ponto de vista histopatológico, há dois grupos de câncer de cérebro, o primeiro é o das meninges (tumores na membrana que envolve o cérebro) e o segundo é o dos gliomas (que acontecem nos tecidos de sustentação do cérebro).