
Um grupo de astrônomos, ao estudar a composição de estrelas e buracos negros, garante ter feito uma descoberta que poderia ser aplicada em um método mais seguro e mais efetivo de radioterapia sendo, então, capazes de colaborar com o desenvolvimento de novos tratamentos contra o câncer.
Os profissionais aplicaram física e química básicas para compreender o que estava ocorrendo com as estrelas e se mostram entusiasmados para usarem o mesmo conhecimento na área da saúde. A ideia surgiu durante uma análise de substâncias que compõem as estrelas. Em simulação computadorizada, os astrônomos detectaram como metais pesados absorvem diferentes níveis de radiação.
Radiação menor
Através da pesquisa que inicialmente tinha como o foco o estudo das galáxias, foi possível descobrir que metais como o ferro e o ouro emitem elétrons de baixa energia quando expostos a raios X em algumas situações específicas. Para os astrônomos, o conceito poderia ser usado na destruição de tumores, com a vantagem de a carga de radiação em células saudáveis ser menor do que a utilizada em aparelhos atuais.
A partir daí, os cientistas chegaram à possibilidade de se injetar nanopartículas de metais pesados dentro e ao redor dos tumores, que receberiam uma carga curta e concentrada de radiação para combater o câncer.
Para os astrônomos, com a espetroscopia – levantamento de dados físico-químicos através da transmissão, absorção ou reflexão da energia radiante incidente em uma amostra – de raios X é possível dizer quais as energias necessárias e quais átomos ou moléculas são mais efetivas em cada tratamento. As conclusões desse estudo foram apresentadas no dia 24 de julho de 2011 durante o Simpósio Internacional de Espectroscopia Molecular.