Pacientes com apneia do sono possuem parasonias, ou seja, apresentam comportamentos incomuns como sonambulismo ou pesadelo, com maior frequência. É o que sugere estudos realizados pela Dra. Nidhi Undevia, professora assistente de pneumologia e terapia intensiva da Loyola University Medical Center de Chicago (Illinois) e pela Dra. Mari Viola-Saltzman, da University of Washington. Os resultados deste estudo foram divulgados no SLEEP 2009: 23rd Annual Meeting of the Associated Professional Sleep Societies.
Apneia obstrutiva do sono
Apneia do sono é uma síndrome metabólica cuja principal característica é a obstrução da passagem do ar na orofaringe durante o sono, fazendo com que a pessoa desperte várias vezes durante a noite, prejudicando a qualidade do sono inclusive com consequências diurnas.
A maioria das parasonias ocorre na infância e parece estar relacionada à imaturidade cerebral. Já a apneia está relacionada ou a sobrepeso ou a alterações morfológicas faciais ou da orofaringe, explica Dr. Geraldo Rizzo, neurologista, presidente da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia.
Normalmente os adultos não se queixam da apneia do sono e nem das parasonias, basicamente porque não presenciam esses eventos, os quais são relatados pelos acompanhantes ou cuidadores, esclare Rizzo.
As alterações comportamentais durante o sono normalmente não são perigosas, mas o sonambulismo pode provocar ferimentos ou acidentes.
O tratamento depende de como a parasonia se manifesta, mas em geral é com uso de benzodiazepínicos. Já o tratamento da apneia quase nunca é medicamentoso, mas sim mecânico com o uso de aparelhos.
Mais informações sobre o Dr. Geraldo Rizzo: neurologista, autor do livro “Vamos Dormir?”, presidente da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia, membro das Associações Americana e Brasileira de Distúrbios do Sono e representante da América do Sul no Conselho da National Sleep Foundation, em Washington. Em Porto Alegre, dirige o SONOLAB – Laboratório do Sono. FONE- (51) 3311.9521 ou (51) 3230.2569 ou (51) 3230-2733.