Um estudo, realizado em São Paulo pela Huntington Medicina Reprodutiva, aponta que o uso de antibióticos e anti-inflamatórios no tratamento de homens com alteração do DNA espermático, ajuda a melhorar a qualidade do material reprodutivo.
O estudo foi realizado com o uso do ciprofloxacino e etoricoxibe em pacientes por 15 dias. Segundo o urologista e um dos autores do estudo, Mauro Bibancos, “Os medicamentos diminuem possíveis focos inflamatórios na próstata e/ou no epidídimo, órgãos pelos quais os espermatozóides passam antes de serem ejaculados”. Ainda segundo o médico “Essa transição pode interferir na qualidade espermática e, consequentemente, afetar a fertilidade do homem”.
Como foi realizada a pesquisa
A pesquisa foi realizada com 33 homens, com idade próxima aos 37 anos. O teste apresentou uma redução média nas taxas absolutas de fragmentação do DNA espermático de 30% para 20%. “Mais de 90% dos pacientes apresentaram redução das taxas”, afirma Bibancos.
Infertilidade masculina X Fragmentação DNA
A infertilidade masculina pode estar atrelada à varicocele (varizes no testículo) e também à fragmentação do DNA espermático. Segundo o urologista quando o espermograma aponta mais de 20% de fragmentação, as chances de se conseguir uma gestação são reduzidas e o número de abortos praticamente dobra.
Tratamentos
Fertilização in Vitro (FIV) por ICSI – O espermatozóide é introduzido no óvulo maduro, em laboratório, por meio de uma injeção microscópica.
Fertilização in Vitro (FIV) – Na primeira fase, ocorre a estimulação ovariana. Em seguida, os óvulos são maturados. A terceira fase consiste em reunir o óvulo maturado ao espermatozóide, em laboratório, para a formação de embriões para sua implantação no útero.
Inseminação artificial – Consiste em concentrar e introduzir o esperma diretamente no interior do útero. A técnica é utilizada quando o volume ou a concentração de espermatozóides não é suficiente, ou quando a mobilidade dos gametas decresce.