A saúde pública brasileira tem um grande desafio para este ano: a vacinação da população contra a Influenza H1N1. O Ministério da Saúde pretende fazer 90 milhões de aplicações em quatro etapas a partir de março. A primeira, que começou no dia 8, imunizou profissionais do setor de saúde e as comunidades indígenas que vivem em aldeias do país.
A segunda etapa tem início no dia 22 e será destinada a gestantes, pessoas com doenças crônicas e crianças com idade de 6 meses a 2 anos, que receberão a primeira dose. Em entrevista à grande mídia, o ministro da saúde, José Gomes Temporão afirma que o plano de vacinação pretende proteger os grupos mais frágeis e aqueles que têm maior risco de adoecer e morrer. A vacinação de gupos prioritários segue os parâmetros da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Os adultos, com idade entre 20 e 29 anos, podem tomar a vacina na terceira etapa do processo compreendido entre 5 e 23 de abril e os últimos a serem contemplados são os idosos com doenças crônicas como obesidade de grau três, diabetes, pessoas imunodeprimidas, asmáticos graves, cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas, entre outros. Estes serão vacinados do dia 24 de abril a 7 de maio. Além da dose contra o vírus H1N1, eles serão imunizados no mesmo dia contra a gripe sazonal, como parte da campanha anual contra a gripe comum. Após esta data, de 10 a 21 de maio, o restante da população (30 a 29 anos) pode tomar a vacina.
Internet
O Ministério da Saúde tomou a decisão de utilizar a Internet para informar a população a respeito da vacinação contra a gripe suína. No site da campanha (www.vacinacaoinfluenza.com.br) o internauta pode se cadastrar informando a faixa etária e solicitar que seja avisado por e-mail da data de sua vacinação. Além deste serviço, o site traz informações atualizadas sobre o andamento da vacinação e formas reforçar as medidas de prevenção da doença.
Mito sobre a vacina
Circula um boato na Internet de que a vacina contra a gripe suína é prejudicial à saúde devido à presença de mercúrio. No entanto, esta informação está equivocada. Gregory Hartl, porta-voz da OMS, diz que o metal é usado nas vacinas como um conservante e não oferece risco à saúde. De acordo com ele, a organização considera a vacinação a principal arma contra a propagação da epidemia de gripe A.
