A vacina contra a hepatite B, adotada em mais de 80 países, além de evitar o contágio da doença pode proteger também contra o câncer de fígado.
Um estudo feito em Taiwan constatou que vacinar crianças contra a hepatite B no nascimento reduz a incidência do câncer de fígado. Entre as crianças que receberam a vacina, apenas 64 desenvolveram a doença, contra 444 no grupo que não foi vacinado. E dos poucos que desenvolveram o câncer de fígado, apesar da vacina, pesquisadores descobriram que muitos não receberam as dosagens suficientes.
A vacinação é altamente eficaz e quase não tem complicações, apenas uma reação local. A vacina é dada em três doses, num período de 180 dias a partir do nascimento.
Estágio crônico da hepatite B pode evoluir para um câncer de fígado
A infecção da hepatite B pode limitar-se a uma fase aguda, geralmente combatida pelas próprias defesas imunológicas, ou pode atingir uma fase crônica, a qual está associada a duas complicações que são a cirrose e o câncer.
A infecção na idade adulta e na adolescência tem menos probabilidade de tornar-se crônica, do que nos casos em que a infecção é adquirida no nascimento ou nos primeiros anos de vida. As crianças que adquirem o vírus no início da vida geralmente não apresentam sintomas durante muitos anos, mas podem, tardiamente, apresentar cirrose ou câncer de fígado.
Sintomas da hepatite B:
- Mal-estar
- Febre baixa
- Dor de cabeça
- Fadiga
- Dor abdominal
- Náuseas, vômitos e aversão a alguns alimentos
- Pele amarelada
