No mês de setembro, as primeiras doses da vacina para prevenir a gripe causada pelo vírus A (H1N1) foram entregues pelo grupo farmacêutico suíço Novartis aos Estados Unidos.
A previsão é que a vacinação contra a gripe suína no Brasil ocorra no primeiro semestre de 2010. O objetivo do governo brasileiro é que o país possa manter um estoque de vacinas confortável, caso venha a enfrentar uma segunda onda da doença no próximo inverno.
O governo comprará parte da vacina do Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e parte de laboratórios do exterior. Em agosto, o instituto recebeu a cepa do vírus A (H1N1) atenuado que permitirá o início da produção da vacina brasileira. Essa cepa inicialmente será injetada em ovos embrionados para a reprodução do vírus. A previsão é que, no primeiro semestre de 2010, sejam produzidos cerca de 30 milhões de doses da nova vacina. Conforme informações da assessoria do Ministério da Saúde, a vacina produzida no país está em fase de testes clínicos.
Segundo declarações do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, será feita uma licitação nacional para a aquisição de vacinas, que suplementarão a capacidade de entrega do Instituto Butantan. A princípio, a vacina contra a gripe suína não será disponibilizada no mercado privado.
No entanto, mesmo com toda a expectativa da população em relação à vacina contra a gripe suína, o alerta quanto às outras medidas de prevenção, como manter a higiene pessoal e evitar aglomerações, continuará valendo.
Profissionais de saúde terão prioridade
O Ministério da Saúde ainda estuda quais os grupos que terão prioridade em receber a vacina. A única definição é que os profissionais da área da saúde serão os primeiros a serem vacinados para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde.
Recursos extras
No dia 27 de setembro, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforçou a importância da liberação de R$ 2,18 bilhões em crédito suplementar. Os recursos extras serão utilizados na aquisição de 73 milhões de doses da vacina contra a gripe A (H1N1) e compra de mais 11,2 milhões de tratamentos, além de equipamentos para hospitalização, material de diagnóstico, aumento no número de leitos de UTI, capacitação dos profissionais e ampliação dos turnos nas unidades de saúde.
