Estima-se que 30% da população masculina mundial sofra de ejaculação precoce, um problema identificado como sendo a dificuldade de controlar a ejaculação o tempo suficiente para desfrutar do ato sexual, ou seja, o homem ejacula antes que gostaria. A ejaculação precoce é a mais frequente disfunção sexual masculina, ocorrendo com maior incidência em adolescentes no início da atividade sexual, fase em que ele está se descobrindo sexualmente e ainda não tem controle sobre seu corpo, tendendo a desaparecer ao longo dos anos.
Não existe um tempo adequado para se medir a ejaculação e classificá-la como precoce ou não. Cientificamente, define-se ejaculação precoce como sendo aquela que ocorre com a mínima estimulação, antes, durante ou logo após a penetração vaginal ou ainda como sendo a incapacidade de retardar e controlar a ejaculação pouco antes ou durante a penetração.
Diagnóstico e possíveis causas
O diagnóstico da ejaculação precoce é feito clinicamente, com uma análise do histórico do paciente. Segundo o urologista Mário Paranhos, da Divisão de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o problema não acontece uma única vez, mas sim acompanha o indivíduo por um longo tempo.
O urologista explica que a ejaculação precoce pode estar presente em todas as ejaculações de uma relação sexual, ou apenas na primeira. “Há casos em que a segunda vez durante a mesma relação a ejaculação é mais demorada”.
São várias as causas que podem ser atribuídas à ejaculação precoce, sendo mais comuns as de fundo psicológico, como insegurança, uma parceira nova, ansiedade, urológicas (disfunção erétil e prostatites) e endócrinas (problemas hormonais).
Tratamento
Existem vários tipos de tratamento para ejaculação precoce, como técnicas que podem ser feitas inclusive com a parceira, como a stop-squeeze, em que a parceira aplica uma pressão manual na glande do pênis até ocorrer redução da vontade de ejacular. Outras maneiras de tratamento são o apoio psicológico, já que muito da doença pode derivar de algum trauma ou ocasião psicológica.
Por fim, há os medicamentos. Os principais são antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina, que aumentam o nível de serotonina no cérebro e isso leva a um consequente retardo na ejaculação. Em contrapartida, esse tipo de medicamento é de uso contínuo e a interrupção no tratamento sem supervisão médica pode levar a uma série de efeitos adversos.
