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Blog Dicas de Saúde

Casos de dengue aumentam no verão

Os casos de dengue aumentam com a chegada do verão devido especialmente à quantidade maior de chuva no período.  O cuidado e a precaução por parte da população ainda são os melhores remédios para evitar a dengue.  A forma de prevenção da doença é evitar o acúmulo de água em locais onde o mosquito possa se reproduzir.

Transmissão da Dengue

A dengue pode ser transmitida por duas espécies de mosquitos (Aedes aegypti e Aedes albopictus). Eles se reproduzem dentro ou nas proximidades de habitações, em recipientes onde se acumula água limpa (vasos de plantas, pneus velhos, cisternas, etc.).

Como prevenir a dengue

De acordo com o programa Paraná contra a Dengue, há várias formas de evitar e combater a dengue.  Veja o que você pode fazer:

- Mantenha fechados caixas, tonéis e barris de água.
- Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira sempre fechada.
- Não jogue lixo em terrenos baldios.
- Não deixe a água da chuva acumulada sobre a laje.
- Encha os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda.
- Lave com frequência, com água e sabão, os recipientes utilizados para guardar água.

Sintomas e Tratamento da dengue

Conforme o site Paraná contra a Dengue após a picada do mosquito da dengue, do 3º ao 15º dia ela fica em período de incubação, para depois começar a aparecer os seguintes sintomas:

Sintomas da Dengue Clássica

- Febre alta com início súbito;
- Dor de cabeça;
- Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento deles.
- Perda do paladar e apetite;
- Náuseas e vômitos;
- Tonturas;
- Extremo cansaço;
- Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo;
- Moleza e dor no corpo;
- Dores nos ossos e articulações.

Sintomas da Dengue Hemorrágica

Já os sintomas da dengue hemorrágica no início são os mesmos da dengue comum, entretanto acontecem com maior frequência e, quando acaba a febre, começam a surgir outros sintomas. O quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, o que pode levar a pessoa à morte em até 24 horas.

- Dores abdominais fortes e contínuas.
- Vômitos persistentes.
- Pele pálida, fria e úmida.
- Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
- Sonolência, agitação e confusão mental.
- Sede excessiva e boca seca.
- Pulso rápido e fraco.
- Dificuldade respiratória.
- Perda de consciência.

O que fazer em caso de suspeita de dengue?

Qualquer pessoa que estiver com suspeita de dengue deve procurar imediatamente a Unidade de Saúde ou Posto de Saúde mais próximo à sua residência. O diagnóstico rápido é fundamental para o seu tratamento.

Para consultar o telefone da Secretaria de Saúde de seu município, clique aqui.

Evite a intoxicação alimentar nas férias de verão

Neste verão evite a intoxicação alimentar e aproveite mais suas férias. Nessa época é comum o consumo de alimentos em praias, clubes e em locais que não garantem a higiene necessária para sua conservação e preparo.

A intoxicação alimentar é uma infecção causada por alimentos contaminados com bactéria patogênica, toxinas, vírus, príons (modificações de proteínas normais do corpo) ou parasitas. Essa contaminação geralmente acontece devido ao modo inapropriado de manusear, preparar ou estocar os alimentos.

A Nutricionista e conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas (Bahia e Sergipe), Lindanor Santana Neta, alerta que as temperaturas mais elevadas do verão, quando associadas com outros fatores como a higiene inadequada, criam condições propícias para a multiplicação de microrganismos. “Os agentes patogênicos se multiplicam no alimento sem deixar sinais da sua presença, ou seja, não alteram cor, odor e sabor dos alimentos. Por isto, esses agentes patogênicos são perigosos em potencial para a infecção, intoxicação e toxinfecção em quem o consome” explica.

Conforme a nutricionista é importante observar a higiene do ponto de venda, utensílios e de quem os prepara, pois dessa maneira é possível minimizar e até eliminar os riscos de contaminação.

O que é infecção, intoxicação e toxinfecção?
De acordo com a nutricionista há diferenças entre infecção, intoxicação e toxinfecção.

A infecção ocorre quando se ingere alimentos contaminados que contenham microrganismos patogênicos, eles se multiplicam no trato intestinal agredindo-o, podendo causar dor e febre.

A intoxicação é causada pela ingestão de venenos (toxinas) produzidos pelos microrganismos patogênicos durante sua multiplicação nos alimentos, o que causa vômitos a quem os consome.

Já a toxinfecção é causada pela ingestão em conjunto dos microrganismos e seus venenos produzidos no alimento antes do consumo causando um somatório de desconfortos para quem consome como, por exemplo, dor de cabeça, vômito, febre, dor, diarréia, entre outros sintomas.

Lindanor ressalta que esses sintomas podem aparecer em um período de horas ou levar dias após o consumo de alimentos contaminados.

Sintomas da intoxicação alimentar
Os sintomas da intoxicação alimentar podem ser náuseas, dores abdominais, vômitos, diarréias, febre, dor de cabeça e cansaço. A intoxicação alimentar ainda pode resultar em problemas de saúde permanentes ou até a morte, geralmente em bebês, mulheres grávidas (e o feto), idosos, pessoas doentes ou com o sistema imunológico fraco.

O que evitar consumir nessa época
Lindanor alerta que é importante evitar certos alimentos de rua nessa época, tais como:

- Salgados;

- Sanduíches com maionese;

- Cachorro quente e seus acompanhamentos;

- Churrasco e espetinhos;

- Queijos coalho;

- Amendoins cozidos;

- Frutos do mar;

- Saladas de frutas.

Segundo a nutricionista esses alimentos apresentam riscos para a saúde pública, pois raramente os ambulantes os conservam em condições adequadas. “O consumidor pode evitar surpresas fazendo uma “inspeção” antes de consumir, olhando se o local, os utensílios, a roupa, o ambulante, e os alimentos têm aspecto de limpos, mas, ainda assim, isto não garantirá que o alimento não esteja contaminado. Não tendo opção, a preferência dever ser por alimentos cozidos, assados ou fritos e que, de preferência estejam ainda bem quentes” orienta.

O ideal nessa época é se alimentar com coisas leves como frutas, verduras e legumes, adequadamente e higienicamente preparados e também priorizar a ingestão de líquidos.

Cuide de seu ouvido neste verão

No verão as pessoas frequentam mais as piscinas e o mar, mas poucos sabem do risco de sofrer uma dor de ouvido. Por ser um órgão quente, úmido e escuro, o ouvido é bastante vulnerável a inflamações e infecções por fungos ou bactérias.

O Otorrinolaringologista Eric Thuler explica como a dor de ouvido acontece: “a infecção de ouvido mais comum do verão é a otite externa, onde o processo infeccioso acontece no canal de entrada do ouvido, chamado conduto auditivo externo. Esta infecção está sempre associada ao contato com água, principalmente rio e mar, que são águas contaminadas.  Depois de nadar, a água pode ficar acumulada no conduto auditivo externo da pessoa, deixando o ambiente úmido e propício para o crescimento de bactérias. Esse processo gera inchaço e dor no canal do ouvido, podendo haver saída de secreção”, explica.

De acordo com o otorrinolaringologista o tratamento é realizado com analgésicos, antiinflamatórios e antibiótico.

Como prevenir
- Com uma toalha seque bem os ouvidos após sair da piscina ou do mar.

- Evite nadar em águas poluídas.

- Procure escorrer a água de dentro do ouvido inclinando a cabeça.

- Não introduza objetos como cotonete e canetas no ouvido.

- Não coce o ouvido.

- Nadadores com otite externa devem usar protetores auriculares.

- Jamais pingue qualquer produto ou remédio no ouvido sem a recomendação de seu médico.

- Quando estiver com dor de ouvido procure um médico.

Evite as doenças de pele no verão

No verão as doenças de pele tornam-se mais comuns principalmente devido à exposição ao sol e ao contato com a água do mar e da piscina. Conforme a dermatologista, Paula Penna, as doenças de pele mais comuns dessa época são:

- Acne solar – São lesões semelhantes a pequenas bolinhas endurecidas com pus, elas aparecem devido à exposição intensa ao sol. Para evitar o aparecimento de acnes, é indicado o uso de filtro solar com base não oleosa e a não exposição excessiva ao sol.

- Fitofotomelanose – São queimaduras de pele, acontecem quando as pessoas manipulam produtos como limão, tangerina, laranja ou até mesmo perfume e ficam expostas ao sol. Nessa doença surgem manchas escuras nas áreas afetadas.

- Foliculite – É uma infecção causada por bactérias, geralmente acontece espontaneamente, entretanto o excesso de umidade, suor, raspagem de pelos e depilação podem contribuir.

- Furúnculo – É uma infecção bacteriana da pele que provoca necrose.

- Herpes labial – É uma infecção causada pelo Herpes simplex vírus.

- Impetigo – É uma infecção bacteriana da pele. A doença caracteriza-se pelo surgimento bolhas com pus que rapidamente se rompem.

- Larva migrans (bicho geográfico) – É uma doença causada por parasitas intestinais do cão e do gato.

- Miliária (brotoeja) – É a erupção cutânea relacionada com as glândulas sudoríparas (que produzem o suor), são “bolinhas avermelhadas” no corpo. Para prevenir deve-se evitar o sol, ambientes e banhos muitos quentes.

- Pitiríase versicolor (micose de praia) – É uma doença causada por fungo, ela provoca manchas no corpo.

- Tinea cruris (micose na virilha) – Micose causada pelo crescimento de fungo na região da virilha.

A dermatologista orienta que, ao perceber qualquer um destes sinais, a pessoa deve procurar um especialista para que o diagnóstico e o tratamento sejam corretos.

Dicas para prevenir doenças de pele

Algumas dicas ajudam na prevenção dessas doenças de pele, leia as orientações da dermatologista:

- Utilizar sempre filtro solar.

- Sempre enxugar bem o corpo após o banho.

- Evitar ficar com roupas molhadas.

- Evitar andar descalço em clubes e praias.

- Não manipular limão e perfumes e depois ficar exposto ao sol.

- Não tomar banho muito quente.

- Hidratar sempre a pele.

Exposição excessiva ao sol pode causar insolação

No verão as praias e os clubes costumam ficar lotados, sendo assim o tempo de exposição das pessoas ao sol aumenta.

Porém, ficar exposto ao sol com a pele desprotegida pode causar desidratação e queimaduras pelo corpo, o cuidado também vale para dias nublados. Mesmo sob o guarda-sol é possível ter insolação, já que a areia reflete o sol.

A exposição solar por mais de duas horas pode causar insolação, que é caracterizada por queimaduras, normalmente de primeiro ou segundo grau, e em alguns casos atinge todo o corpo da pessoa. Segundo a dermatologista Vanessa Santos Cunha, a queimadura é apenas um dos problemas, “No curto prazo a insolação é a principal consequência da exposição excessiva ao sol. No futuro, os problemas mais comuns decorrentes desta prática são envelhecimento cutâneo, manchas e câncer de pele”.

Ela adverte que o uso regular e diário do filtro solar é importante, mas que também existem outras medidas que ajudam na prevenção, como evitar ao máximo se expor ao sol entre as 10h e 16h; não esquecer da proteção física como uso de roupas adequadas, guarda-sol, bonés etc. e a reaplicação frequente do filtro.

Sintomas da insolação

Conforme a dermatologista a insolação costuma apresentar alguns sintomas sistêmicos como:

- Vermelhidão.
- Ardência.
- Aumento da temperatura do corpo.
- Dor de cabeça.
- Náuseas.
- Vômitos
- Sonolência.
- Sede e excessiva.
- Boca seca.
- Desidratação.

Ela revela que quando a fase é mais adiantada, podem surgir bolhas, inchaço e descamação nas áreas expostas.

Dicas para não ter insolação

- Use roupas leves e claras, elas ajudam a refletir os raios de sol.
- Use filtro solar.
- Consuma alimentos leves.
- Beba bastante líquido.
- Nunca use bronzeador e bloqueador solar caseiro.
- Jamais passe pomadas, pasta de dente ou gelo nas queimaduras.
- Evite ficar exposto ao sol entre 10h e 16h (11h e 17h, no horário de verão).
- Procure um médico caso esteja com insolação e preferencialmente um especialista.

Os diferentes tipos de conjuntivite no verão

Com a chegada do verão aumenta a incidência de conjuntivite devido a alergias, contaminações por bactérias, vírus ou contato com substâncias químicas. A água contaminada de piscinas e das praias, por exemplo, pode facilitar o contágio da conjuntivite bacteriana.

O oftalmologista, Daniel Wasilewski, especialista em Transplante de Córnea, Olho Seco e em Doenças Lacrimais do Hospital de Olhos do Paraná, explica que conjuntivite é qualquer inflamação na membrana ou na pálpebra que cobre o olho. Ele alerta que existe três tipos diferentes de conjuntivite.

Tipos de conjuntivite

- Conjuntivite viral – é a inflamação produzida na conjuntiva por um vírus. Sua transmissão acontece por meio de vários vírus contagiosos, incluindo muitos dos que causam o resfriado comum e também por contato direto com objetos e pessoas infectadas. Os sintomas são: vermelhidão difusa, lacrimejamento, secreção mais espessa e pálpebras inchadas, com redução da abertura da fenda.

- Conjuntivite alérgica – é a inflamação produzida na conjuntiva por alergia a substâncias como cosméticos, perfumes, depósito de proteínas na lente de contato, medicamentos, poeira e pólen de plantas. Os sintomas são: coceira, lacrimejamento.

- Conjuntivite bacteriana – é a inflamação produzida na conjuntiva causada por bactérias. Os sintomas são: olhos vermelhos e lacrimejantes, produção de secreção amarelada. Às vezes, acontece de as pálpebras estarem grudadas quando a pessoa acorda.

Como prevenir a conjuntivite

Nesse verão para se prevenir da conjuntivite alérgica é importante evitar o uso excessivo de filtros solares e bronzeadores e também sempre enxugar o suor na área dos olhos com lenços descartáveis e lavar sempre a região.

Para evitar a conjuntivite bacteriana Wasilewski recomenda tomar cuidado com a piscina e a praia “Se um a pessoa contaminada entra na piscina, ela acaba infectando toda a água e certamente outros pegaram a infecção. Já na praia é bom tomar cuidado, pois as áreas com água contaminada com coliformes fecais e esgoto podem causar a conjuntivite bacteriana”, revela. Para se prevenir também da conjuntivite viral é preciso evitar o contato próximo com pessoas e objetos que estejam infectados.

Cuidados após contrair a conjuntivite

O oftalmologista alerta para alguns cuidados básicos para tratar a inflamação:

- Evite colocar a mão na área afetada;
- Lave as mãos com frequência;
- Lave os olhos com água mineral gelada;
- Não encoste o frasco do colírio nos olhos e lave as mãos antes e após aplicá-lo;
- Outra dica muito importante é jamais se automedicar, pois segundo Wasilewski há diferentes medicamentos para o tratamento de cada tipo de conjuntivite.

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