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Blog Dicas de Saúde

25% dos operados com câncer têm menos de 50 anos

Uma pesquisa realizada pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), apontou que 25% dos pacientes oncológicos operados na unidade têm menos de 50 anos. O estudo mostra ainda que, do total de cirurgias oncológicas, a maioria é realizada em mulheres, somando 51,5%. Na análise exclusiva dos que tem até 49 anos, o público feminino também é maioria, representando 64% dos casos.

Jovens também são atingidos pelo câncer

O estudo mostra ainda que 30% dos pacientes submetidos a uma cirurgia de câncer têm mais de 70 anos; 27% têm entre 60 e 69 anos; e 24% têm entre 50 e 59 anos. Considerados jovens, os pacientes com menos de 50 anos somam 25% de todos os operados. A maior parte deles está concentrada na faixa etária de 40 a 49 anos (14%), seguida por aqueles que têm entre 30 e 39 anos (6%). Pacientes com idade entre 20 e 29 anos correspondem a 4% dos que foram submetidos à cirurgia e os que têm até 19 anos representam 2% dos operados.

“Esse levantamento mostra claramente que a ideia de que o câncer afeta somente os pacientes mais velhos está errada. É um número expressivo e por isso é sempre muito importante que as pessoas, independente da idade, façam os exames de rotina regularmente e procurem o médico de sua confiança sempre que notarem alguma anormalidade com a saúde”, alerta o oncologista e diretor geral do Icesp, Paulo Hoff.

Urologia atinge 28% de utilização

De acordo com o levantamento, a principal especialidade cirúrgica utilizada é a urologia, responsável por 28% de todos os procedimentos realizados. Em seguida, estão: especialidades de cabeça e pescoço (11%), aparelho digestivo (8,5%), ginecologia (8,5%), mastologia (7%), torácica (5%) e ortopédica (2%). Além disso, cirurgias plásticas reparadoras são responsáveis por 8% dos procedimentos cirúrgicos.

Diferenças e semelhanças entre os vírus HIV-1 e HIV-2

Uma das principais dificuldades de se combater o vírus HIV, agente causador da Aids, é a sua grande capacidade de mutação. Isso se deve a uma enzima presente no vírus chamada transcriptase reversa. “Esta enzima é responsável pela conversão para uma fita dupla de DNA do material genético viral originalmente na forma de fita simples de RNA. Este passo é necessário para que o vírus possa ser integrado ao DNA da célula, o que permite que o vírus se multiplique utilizando-se de mecanismos celulares”, explica Fábio Eudes Leal, infectologista da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids Santa Cruz, também de São Paulo.

Tipos de vírus HIV

São dois tipos de vírus HIV reconhecidos pela literatura, o HIV-1 e o HIV-2. Embora o tipo 1 seja o de maior incidência em todo o mundo, já existem ocorrências do vírus tipo 2, que é igualmente letal, embora tenha uma taxa de replicação menor, ou seja, produz menos células de si mesmo. Produzindo menos partículas virais no organismo, diminuem as chances de transmissão desse tipo de vírus para outra pessoa.

Os vírus HIV-1 e HIV-2 são variações do mesmo vírus. Isso implica em que haja várias semelhanças entre eles, como:

  • o modo de transmissão é o mesmo (relação sexual, agulhas infectadas, transmissão de sangue etc); e
  • as pessoas contaminadas com um ou outro vírus estão sujeitas às mesmas infecções.

Porém há também algumas diferenças entre os dois, como:

  • a incidência de HIV-2 e HIV-1 varia nas diferentes regiões do mundo;
  • pessoas infectadas com HIV-2 têm menos capacidade de transmitir a doença na sua fase inicial que as pessoas infectadas com o HIV-1; e
  • a frequência de pacientes assintomáticos contaminados com HIV-2 por maiores períodos de tempo é maior se comparada com pacientes de HIV-1.

No entanto, uma das grandes preocupações sobre o vírus HIV-2 é a sua resistência aos aintirretrovirais existentes. “O HIV-2 é intrinsecamente resistente a duas classes de medicações usadas no tratamento do HIV-1. Os não-análogos da transcriptase reversa e os inibidores de fusão/entrada.  Portanto, estas drogas não devem ser usadas no tratamento de pacientes portadores de HIV-2”, alerta o especialista.

Infecção conjunta

Ainda que o índice de transmissão do HIV-2 seja menor que o do HIV-1, é de suma importância não descuidar com os cuidados com a prevenção, mesmo entre pessoas portadoras de um ou outro vírus, para evitar o que se chama de infecção conjunta ou superinfecção. Os especialistas são unânimes em afirmar que mesmo em relações entre pessoas soropositivas, a camisinha deve ser usada.

Tratamentos para ejaculação precoce

Estima-se que 30% da população masculina mundial sofra de ejaculação precoce, um problema identificado como sendo a dificuldade de controlar a ejaculação o tempo suficiente para desfrutar do ato sexual, ou seja, o homem ejacula antes que gostaria. A ejaculação precoce é a mais frequente disfunção sexual masculina, ocorrendo com maior incidência em adolescentes no início da atividade sexual, fase em que ele está se descobrindo sexualmente e ainda não tem controle sobre seu corpo, tendendo a desaparecer ao longo dos anos.

Não existe um tempo adequado para se medir a ejaculação e classificá-la como precoce ou não. Cientificamente, define-se ejaculação precoce como sendo aquela que ocorre com a mínima estimulação, antes, durante ou logo após a penetração vaginal ou ainda como sendo a incapacidade de retardar e controlar a ejaculação pouco antes ou durante a penetração.

Diagnóstico e possíveis causas

O diagnóstico da ejaculação precoce é feito clinicamente, com uma análise do histórico do paciente. Segundo o urologista Mário Paranhos, da Divisão de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o problema não acontece uma única vez, mas sim acompanha o indivíduo por um longo tempo.

O urologista explica que a ejaculação precoce pode estar presente em todas as ejaculações de uma relação sexual, ou apenas na primeira. “Há casos em que a segunda vez durante a mesma relação a ejaculação é mais demorada”.

São várias as causas que podem ser atribuídas à ejaculação precoce, sendo mais comuns as de fundo psicológico, como insegurança, uma parceira nova, ansiedade, urológicas (disfunção erétil e prostatites) e endócrinas (problemas hormonais).

Tratamento

Existem vários tipos de tratamento para ejaculação precoce, como técnicas que podem ser feitas inclusive com a parceira, como a stop-squeeze, em que a parceira aplica uma pressão manual na glande do pênis até ocorrer redução da vontade de ejacular. Outras maneiras de tratamento são o apoio psicológico, já que muito da doença pode derivar de algum trauma ou ocasião psicológica.

Por fim, há os medicamentos. Os principais são antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina, que aumentam o nível de serotonina no cérebro e isso leva a um consequente retardo na ejaculação. Em contrapartida, esse tipo de medicamento é de uso contínuo e a interrupção no tratamento sem supervisão médica pode levar a uma série de efeitos adversos.

Diagnóstico tardio da Aids aumenta o índice de mortalidade do paciente

Embora os números relacionados à Aids no Brasil tenham, num panorama geral, se estabilizado nos últimos anos, um dado publicado em janeiro de 2011 pela Universidade de São Paulo (USP) ainda é preocupante. Segundo pesquisa conduzida pelo especialista, Alexandre Grangeiro, 40% da mortalidade de Aids está relacionada ao diagnóstico tardio da doença.

Ainda que os dados do Ministério da Saúde (MS) mostrem que a sobrevida de pacientes com Aids tenha dobrado nos últimos anos – saltou de quatro anos e nove meses em 1995 para nove anos em 2008, e que a epidemia siga estável no país, com uma média de 20 casos a cada 100 mil habitantes, com uma especial redução de casos entre crianças menores de cinco anos – a detecção tardia da enfermidade ainda é um fator que precisa ser combatido.

Diagnóstico de risco

De acordo com a pesquisa da USP, o perfil dos pacientes que recebem o diagnóstico tardio da doença é em sua maioria homens, com faixa etária acima de 40 anos, residente nas regiões Norte e Nordeste.

Contribuem para o diagnóstico tardio tanto a dificuldade em acesso a alguns serviços de saúde por parte da população, em especial pelo perfil traçado no estudo, e a consequente demora no retorno do exame e a resistência que a sociedade ainda tem em procurar ajuda médica pelo estigma que a doença ainda envolve, conforme afirma o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco.

Tarde demais

Traduzindo em números, uma pessoa que inicia tardiamente o tratamento tem 49 vezes mais chances de morrer do que alguém que inicia no tempo adequado. De acordo com a mecânica usada na pesquisa, é considerado tardio o diagnóstico do paciente que já apresenta um comprometimento do sistema imunológico, uma contagem das células CD4 inferior a 200 células/mm³ ou uma doença associada à Aids.

Por outro lado, o fim do diagnóstico tardio traria uma grande redução na mortalidade por Aids, equivalente à obtida com o início do uso dos remédios antiaids, como avalia o pesquisador responsável pelo estudo da USP, Alexandre Grangeiro. Com os antirretrovirais, a taxa de mortalidade pela doença foi reduzida em 43%. Se o diagnóstico tardio fosse superado, essa queda poderia chegar a 62,5%. “A identificação de pacientes poderia ter poupado a vida de 17 mil pessoas em quatro anos”.

Nanocarregador pode potencializar medicamento para combater câncer de pele

Assim como desenvolver medicamentos cada vez mais eficazes é igualmente importante estudar métodos para potencializar seu uso. Nesse sentido, a nanotecnologia tem sido cada vez mais utilizada e as pesquisas brasileiras têm se destacado no uso desses processos. Agora, um novo projeto, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), busca desenvolver um sistema nanocarregador capaz de transportar fármacos utilizados no tratamento de câncer de pele até o local de ação, para melhorar sua eficácia. A possibilidade dessa tecnologia patenteada permite desenvolver carregadores para outras doenças, além de atuar em outras áreas, como em alimentos, cosméticos e produtos de higiene pessoal.

De acordo com Natália Cerize, pesquisadora do Laboratório de Processos Químicos e Tecnologia de Partículas (LPP) e uma das responsáveis pelo desenvolvimento do trabalho no IPT, “o nanocarregador desenvolvido confere proteção do princípio ativo incorporado contra a degradação, aumento da estabilidade, melhoria da biodisponibilidade e facilita a permeação na pele”.

Os dispositivos foram testados in vitro em células para verificar sua toxicidade, e, em testes animais, realizadas com o auxílio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), demonstraram que, em uma primeira fase, o agente incorporado ao nanocarregador consegue ser transportado até a lesão sem toxidade renal ou hepática. Isso contribui para a continuação dos testes e uma posterior fase clínica com cobaias humanas.

A tecnologia empregada nos nanocarregadores tem potencial de ser desenvolvido em escala industrial, o que viabilizaria em um futuro próximo o desenvolvimento de produtos em escala nanométrica.

Alecrim-pimenta pode impedir propagação da bactéria da listeriose

A planta Lippia sidoides, denominada popularmente por alecrim-pimenta, alecrim-grande ou estrepa-cavalo, é um vegetal em forma de arbusto, originário da região nordeste do Brasil. Ela é conhecida por algumas propriedades antissépticas e antimicrobianas, além de combater terapeuticamente doenças como acne, piolhos, caspa, aftas e inflamações na boca e garganta.

Agora, uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), pode acrescentar à lista de benefícios mais uma utilização do alecrim-pimenta. Estudos com o extrato vegetal da planta em tipos diferentes de pescado apresentaram uma atividade inibitória da bactéria Listeria monocytogenes, responsável pela listeriose, um tipo de infecção alimentar.

Segundo Fernanda Barbosa dos Reis, pesquisadora responsável pelo estudo, foram analisados três tipos de pescado: caldo de peptona de peixe, um meio de cultura que mimetiza o ambiente encontrado em pescados, caldo do peixe surubim, feito a partir de filés, e homogeneizado de surubim, que são amostras de filés do peixe defumado e embalado a vácuo.

Ela explica que, devido à resistência da bactéria aos mais diversos estados, foram testadas 14 condições diferentes. “Dentre as formas testadas, as amostras em que foi adicionado o extrato de alecrim-pimenta sozinho apresentaram um efeito inibitório maior no crescimento de Listeria monocytogenes, mostrando que o extrato dessa planta apresenta potencial para ser utilizado na garantia da inocuidade de alimentos prontos para o consumo, como pescados”, esclarece.

A pesquisadora explica que a Listeria monocytogenes é uma bactéria que atinge o trato intestinal e a mucosa, se ingerida oralmente, mas que também pode afetar o cérebro e fetos, passando através da placenta: “as manifestações da listeriose podem incluir septicemia, meningite, infecção intrauterina em gestantes. Podem ocorrer sintomas semelhantes a um resfriado, como febre, e também sintomas gastrointestinais, como náusea, vômito e diarreia”.

Ainda segundo ela, o tratamento para a literiose é feito basicamente com antibióticos como a penicilina e a ampicilina. “a maioria dos casos de listeriose são esporádicos, no entanto, a infecção por Listeria monocytogenes pode causar alta taxa de mortalidade. Quando ocorre meningite, a taxa de mortalidade pode chegar acima de 70%, em infecções neonatais acima de 80% e em casos de septicemia até 50% de mortalidade. Já em infecções durante a gravidez pode ocorrer aborto”, informa Fernanda.

Pesquisadores brasileiros estudam tipos de câncer cerebral

Glioma é todo o tipo de câncer originário na glia, células não-neuronais do sistema nervoso central, responsáveis pela nutrição e suporte dos neurônios. São tumores raros e classificam-se quanto ao seu aspecto e gravidade. A medicina atual conhece muito pouco a respeito do mecanismo de desenvolvimento dessa doença, assim como de outros tipos de câncer cerebral. O que se sabe é que são raros e, quase sempre, fatais.

Entretanto, recentes estudos com tecidos e pequenos animais vivos, realizados nos últimos anos por pesquisadores brasileiros, constataram que certos tipos de ácidos graxos poli-insaturados (AGPI) não só induzem a morte celular do tumor, como também inibem o crescimento do câncer e tornam a quimioterapia e a radioterapia mais eficazes.

De acordo com informações da agência Fapesp, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a partir do entendimento do metabolismo desse tipo de neoplasia, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) pretendem desenvolver medicamentos antitumorais com base em AGPIs como os eicosanóides e os ácidos gama-linoléicos. A pesquisadora Alison Colquhoun apresentou, durante o 15º Congresso da Sociedade Brasileira de Biologia Celular, um resumo dos avanços nas pesquisas de sua equipe acerca deste tema, que será discutido em um artigo publicado na edição da revista especializada Molecular Neurobiology.

A pesquisadora desenvolve estudos a respeito do metabolismo das células tumorais durante toda a sua carreira, mas, nos últimos cinco anos, o foco das pesquisas foi redirecionado aos gliomas e outros tumores cerebrais. Alison mencionou que seu interesse por essa área de pesquisa vem da dificuldade de se obter material para estudar o assunto e de tratar esse tipo de doença, o que exemplifica o avanço do Brasil nas pesquisas relacionadas ao câncer cerebral.

Estudo associa o consumo de açaí à prevenção do câncer

Nos últimos anos, o açaí, fruto originário da Amazônia, ganhou um espaço especial na dieta dos brasileiros. Conhecido por suas propriedades nutritivas e consumido por esportistas, seus benefícios vão desde sua polpa de alto valor antioxidante, a seu extrato bruto — vasodilatador que ajuda a reduzir a pressão arterial. Foi pensando nisso que a pesquisadora Ana Paula do Espírito Santo e a coordenadora Maricê Nogueira de Oliveira, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveram uma pesquisa que aponta que a incorporação do alimento ao iogurte probiótico (que contém bactérias benéficas ao organismo) pode ajudar a prevenir o câncer.

Segundo Maricê Nogueira, a ideia para o estudo veio da bibliografia específica que apontava para as propriedades do alimento. “Alguns estudos mostraram que o extrato bruto de açaí provocou a vasodilatação e consequente diminuição da pressão arterial em ratos hipertensos, provavelmente com a participação dos compostos fenólicos presentes, especialmente da classe dos flavonóides”, afirma. Ela diz ainda que há indícios significativos de que o consumo regular de alimentos ricos em flavonóides reduz o risco de morte por infarto agudo do miocárdio e de acidente vascular cerebral em idosos, sendo, portanto, mais uma propriedade benéfica do açaí.

Embora ainda faltem ensaios clínicos para confirmar o seu benefício, a coordenadora afirma que a polpa do açaí, quando associado a bactérias probióticas, estimula a produção do ácido linoléico conjugado (CLA, sigla em inglês), um ácido graxo que, em elevada concentração, ajuda a prevenir o câncer. “O consumo de iogurte com açaí, é uma alternativa muito mais saudável que o açaí na tigela”, garante.

A pesquisadora acredita que esse estudo é importante em vários aspectos, tanto pela melhoria na qualidade de vida que alimentos como o açaí em conjunto com o iogurte pode proporcionar, quanto à propagação dos benefícios de frutos nativos na cultura brasileira. “O desenvolvimento de produtos alimentícios funcionais a partir de resíduos da indústria de alimentos, bem como a valorização dos frutos nativos, pode auxiliar na integração dos interesses sociais, econômicos e ambientais”, acredita.

Saiba mais sobre o neuroblastoma infantil

O neuroblastoma é uma das neoplasias infantis mais recorrentes junto com as leucemias e outros tumores do sistema nervoso central, sendo responsável por 8 a 10% dos casos de câncer em crianças. Com idade média de diagnóstico em torno dos dois anos, a doença é caracterizada por um tumor maligno localizado na crista neural, o conjunto de células do embrião que dá origem aos sistemas nervosos central e periférico. Segundo o oncologista pediátrico, Renato Nelaragno, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), o neuroblastoma é mais agressivo em adultos, mas os casos da doença em pessoas crescidas é raro. “Todos os tumores de origem embrionária, isto é, das células imaturas do embrião, acometem em geral crianças com menos de cinco anos.”, explica.
A doença possui cinco graus principais de gravidade, desde a localização do tumor ressecado até a metástase do tumor na pele, fígado ou medula óssea. Por isso, diz Nelaragno, a doença pode afetar ou não o desenvolvimento da criança. Enquanto no estágio inicial as crianças apresentam comportamento normal, em níveis avançados pode haver sequelas neurológicas. Como se trata de um câncer originado no embrião, não há meios de prevenir o neuroblastoma, nem há grupos de risco, porém, segundo o pediatra, pode haver associação com algumas síndromes genéticas, como neurofibromatose e doença de Hirschprung. Porém, as causas da doença ainda são desconhecidas.
Alguns sintomas são apontados por centros especializados. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) destaca a formação de massa ou aumento do volume no abdômen. Já o portal de Oncopediatria do núcleo de Saúde Digital do Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (LSI/ Poli-USP) aponta outros sintomas como dor nos ossos, olhos saltados com manchas escuras ao redor.
O tratamento e a cura da doença são condicionados principalmente pelo estágio e pela idade da criança, segundo Nelaragno: “em estágios iniciais ou em crianças com menos de um ano de idade as possibilidades de cura são altíssimas, já crianças maiores tem chances menores principalmente se já houver metástases.” Segundo o médico, não existem estimativas específicas sobre a incidência da doença no Brasil.

O neuroblastoma é uma das neoplasias infantis mais recorrentes junto com as leucemias e outros tumores do sistema nervoso central, sendo responsável por 8 a 10% dos casos de câncer em crianças. Com idade média de diagnóstico em torno dos dois anos, a doença é caracterizada por um tumor maligno localizado na crista neural, o conjunto de células do embrião que dá origem aos sistemas nervosos central e periférico. Segundo o oncologista pediátrico, Renato Nelaragno, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), o neuroblastoma é mais agressivo em adultos, mas os casos da doença em pessoas crescidas é raro. “Todos os tumores de origem embrionária, isto é, das células imaturas do embrião, acometem em geral crianças com menos de cinco anos.”, explica.

A doença possui cinco graus principais de gravidade, desde a localização do tumor ressecado até a metástase do tumor na pele, fígado ou medula óssea. Por isso, diz Nelaragno, a doença pode afetar ou não o desenvolvimento da criança. Enquanto no estágio inicial as crianças apresentam comportamento normal, em níveis avançados pode haver sequelas neurológicas. Como se trata de um câncer originado no embrião, não há meios de prevenir o neuroblastoma, nem há grupos de risco, porém, segundo o pediatra, pode haver associação com algumas síndromes genéticas, como neurofibromatose e doença de Hirschprung. Porém, as causas da doença ainda são desconhecidas.

Alguns sintomas são apontados por centros especializados. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) destaca a formação de massa ou aumento do volume no abdômen. Já o portal de Oncopediatria do núcleo de Saúde Digital do Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (LSI/ Poli-USP) aponta outros sintomas como dor nos ossos, olhos saltados com manchas escuras ao redor.

O tratamento e a cura da doença são condicionados principalmente pelo estágio e pela idade da criança, segundo Nelaragno: “em estágios iniciais ou em crianças com menos de um ano de idade as possibilidades de cura são altíssimas, já crianças maiores tem chances menores principalmente se já houver metástases.” Segundo o médico, não existem estimativas específicas sobre a incidência da doença no Brasil.

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