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Câncer infantil pode estar relacionado a variações genéticas

Publicado na revista Nature, um estudo do Hospital Infantil da Filadélfia (EUA) descobriu que variações comuns no gene LMO1 aumentam a probabilidade de desenvolver uma forma agressiva de neuroblastoma. Essa doença atinge o sistema nervoso simpático, geralmente como um tumor sólido no abdômen, e estima-se que ela cause 10% das mortes por câncer durante a infância.

De acordo com John Maris, líder do estudo e diretor do Centro para Pesquisa do Câncer Pediátrico do Hospital Infantil da Filadélfia, os genes relacionados ao LMO1 já haviam sido identificados como envolvidos em outros tipos de câncer, porém só agora foi relacionado ao neuroblastoma. “Descobrimos que, além de colocar uma criança em risco de desenvolver o neuroblastoma, ele atua como um oncogene, dirigindo as mudanças biológicas que proporcionam o crescimento e a metástase dos tumores” explica.

Pesquisa

Com a colaboração de uma equipe internacional, foram analisadas amostras de DNA de 2.251 pacientes além de mais de seis mil amostras de controle. Com isso, a equipe conseguiu relacionar de forma significativa como neuroblastoma se associa com o gene LMO1, localizado no cromossomo 11, detectando o sinal mais forte entre os pacientes com a forma agressiva da doença. Depois disso, eles encontraram alterações do número de duplicações ou supressões de trechos do DNA onde, novamente, o gene LMO1 apresentou trechos duplicados que tendem a ocorrer em uma porcentagem significativa de tumores.

Para apurar a atividade desse gene, a equipe de pesquisadores usou ferramentas genéticas para diminuir a atividade do LMO1 e conseguiram provar que esta substância inibiu o crescimento das células de neuroblastoma em cultura. Já o aumento da atividade desse mesmo gene fez com que as células tumorais se proliferassem, ou seja, teve o efeito contrário.

Normalmente o papel do gene LMO1 está relacionado com a regulação da transcrição do gene no sistema nervoso, onde a informação codificada DNA é convertida para o RNA e o gene desempenha funções biológicas. “As alterações que tenho encontrado neste gene resultam em atividade anormalmente aumentada, dirigindo uma superprodução de células em um tumor” completa Maris.

O pesquisador também ressalta que o estudo do genoma relacionado à identificação de alterações genéticas representa alto potencial no desenvolvimento de novos tipos de terapias e tratamentos.

Câncer: uma doença da atualidade

A segunda doença mais fatal da sociedade moderna, o câncer, pode ter sua origem numa fonte muito familiar: o próprio homem. De acordo com estudos conduzidos pela Universidade de Manchester, no Reino Unido, e da Universidade de Villanova, nos Estados Unidos, a doença atinge mais pessoas hoje em dia do que na Antiguidade. Uma causa provável é o estilo de vida atual do homem, com uma dieta inadequada e envolto em um meio ambiente poluído, que pode ter contribuído para o crescimento da incidência da doença.

Para comprovar essa teoria, os estudiosos analisaram restos mortais de quase mil múmias do Egito Antigo e comprovaram que apenas duas possuíam resquícios de tumores. Além das múmias, foi investigada a evidência de câncer em fósseis de animais, porém raros registros foram localizados e nenhum se assemelhou aos tumores encontrados no homem.

O pesquisador Michael Zimmerman, da Universidade de Villanova, afirma que a baixa incidência de câncer nas múmias da Antiguidade sugere que os fatores que desenvolvem a doença são relacionados a sociedades industrializadas. “A impressionante raridade de casos em antigos vestígios físicos pode indicar que o câncer era raro na Antiguidade, o que levanta a questão sobre o papel de fatores cancerígenos no meio ambiente nas sociedades modernas”, afirma o pesquisador no trabalho publicado na revista Natures.

O argumento de que a sociedade pós-Revolução Industrial apresenta uma expectativa de vida maior – e quanto mais se vive maiores as chances de desenvolver doenças, câncer inclusive – é contrapesado com o fato do aumento da incidência de tumores infantis.

A conclusão que se chega é a de que os hábitos da vida moderna, em especial após a Revolução Industrial, contribuíram para o aumento de casos da doença. Estresse, alimentação inadequada e poluição são fatores relativamente novos se comparados aos estilos de vida atual e das amostras analisadas nos estudos. São informações extremamente úteis que podem ajudar no tratamento e prevenção dessa doença que mata 7,6 milhões de pessoas por ano.

Cães farejadores podem detectar câncer de próstata

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, querem utilizar o olfato dos cães — pelo menos cinquenta vezes mais potente que o do ser humano — para detectar câncer de próstata em estágios iniciais. Os cientistas entraram com o pedido de financiamento e, caso seja aprovado, terão o auxílio do famoso treinador de cães, Charlie Clarricoates.

A ideia de utilizar o faro canino surgiu a partir de sinais dados pelos próprios animais. Registros de casos de cães de estimação que alertaram seus donos sobre pintas cancerosas ou tumores ainda ocultos sugerem que, se treinados corretamente, podem ajudar a detectar a presença do câncer de próstata por meio de amostras de urina dos pacientes. A ONG Foundation Dogs Against Cancer for Life realiza um trabalho semelhante com cães da raça Border Collie, desde 2007. Esta, porém, é a primeira vez que este tipo de detecção é reconhecido pela comunidade científica.

Atualmente, o teste de albumina, um dos exames para detectar a neoplasia, não é completamente confiável. Não é raro que os exames apresentem falsos negativos e falsos positivos e esse problema é agravado pelo fato de que a próxima etapa para confirmar o diagnóstico é uma biópsia múltipla.

Segundo o treinador Charlie Clarricoates, os cães têm a capacidade de detectar em epiléticos a iminência de um ataque, graças ao odor provocado pela mudança hormonal e de temperatura do paciente. Por isso, apostam os pesquisadores, se houver alguma alteração no odor da urina causada pelo tumor, os animais poderão identificá-la.

Clarricoates já iniciou seus trabalhos com um Labrador e um Pastor Alemão. Ele acredita que, com todos os recursos disponíveis e depois que testes forem feitos para demonstrar a eficácia do faro dos animais, os cães estarão aptos a identificar câncer após seis meses de treinamento.

Câncer infantil pode estar relacionado a variações genéticas

Publicado na revista Nature, um estudo do Hospital Infantil da Filadélfia (EUA) descobriu que variações comuns no gene LMO1 aumentam a probabilidade de desenvolver uma forma agressiva de neuroblastoma. Essa doença atinge o sistema nervoso simpático, geralmente como um tumor sólido no abdômen, e estima-se que ela cause 10% das mortes por câncer durante a infância.

De acordo com John Maris, líder do estudo e diretor do Centro para Pesquisa do Câncer Pediátrico do Hospital Infantil da Filadélfia, os genes relacionados ao LMO1 já haviam sido identificados como envolvidos em outros tipos de câncer, porém só agora foi relacionado ao neuroblastoma. “Descobrimos que, além de colocar uma criança em risco de desenvolver o neuroblastoma, ele atua como um oncogene, dirigindo as mudanças biológicas que proporcionam o crescimento e a metástase dos tumores” explica.

Pesquisa

Com a colaboração de uma equipe internacional, foram analisadas amostras de DNA de 2.251 pacientes além de mais de seis mil amostras de controle. Com isso, a equipe conseguiu relacionar de forma significativa como neuroblastoma se associa com o gene LMO1, localizado no cromossomo 11, detectando o sinal mais forte entre os pacientes com a forma agressiva da doença. Depois disso, eles encontraram alterações do número de duplicações ou supressões de trechos do DNA onde, novamente, o gene LMO1 apresentou trechos duplicados que tendem a ocorrer em uma porcentagem significativa de tumores.

Para apurar a atividade desse gene, a equipe de pesquisadores usou ferramentas genéticas para diminuir a atividade do LMO1 e conseguiram provar que esta substância inibiu o crescimento das células de neuroblastoma em cultura. Já o aumento da atividade desse mesmo gene fez com que as células tumorais se proliferassem, ou seja, teve o efeito contrário.

Normalmente o papel do gene LMO1 está relacionado com a regulação da transcrição do gene no sistema nervoso, onde a informação codificada DNA é convertida para o RNA e o gene desempenha funções biológicas. “As alterações que tenho encontrado neste gene resultam em atividade anormalmente aumentada, dirigindo uma superprodução de células em um tumor” completa Maris.

O pesquisador também ressalta que o estudo do genoma relacionado à identificação de alterações genéticas representa alto potencial no desenvolvimento de novos tipos de terapias e tratamentos.

Câncer pode induzir depressão

Pesquisas realizadas pela Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) revelaram que a depressão em pacientes com câncer está diretamente relacionada com os tumores. O que os cientistas querem descobrir agora, é como isso funciona. Pesquisas realizadas com ratos de laboratório com câncer de mama induzido constataram que essas cobaias apresentaram comportamento depressivo mesmo quando o tumor não manifestou sintomas.

Para Iolanda de Assis Galvão, psicóloga clínica da pediatria e cuidados paliativos do Hospital Erasto Gaertner em Curitiba, “Todo paciente acometido pelo câncer sente tristeza, pois de alguma forma, em função do tratamento, há uma ruptura no curso normal da sua vida. A sua imagem corporal fica alterada e o medo da morte está muito presente dado o estigma ainda existente em torno da doença do câncer”.  No entanto, a psicóloga, que trabalha há 14 anos com pacientes oncológicos, diz que somente uma porcentagem destes pacientes (aproximadamente 25%) vai desenvolver um quadro depressivo, pois esta doença depende das características individuais e se há a ocorrência de outros distúrbios concomitantes.

Os cientistas identificaram uma alta concentração de citocinas pró-inflamatórias nas cobaias, assim como já se sabia a alta concentração de citocinas em pacientes humanos com câncer e depressão, sendo razoável que a fisiologia de cobaias e humanos com tumor seja semelhante, o que é um grande avanço para a pesquisa do câncer. Alguns quimioterápicos influem na produção de citocinas e, portanto, podem impactar quadros de depressão.

“Vários estudos vêm investigando a relação das citocinas com quadros depressivos, no entanto não há como desconsiderar a singularidade do sujeito e o seu repertório psíquico para lidar com situações adversas. Cada indivíduo é único e a instalação de qualquer patologia, seja de ordem física ou psíquica, deve ser avaliada e tratada de forma individualizada”, esclarece Iolanda de Assis Galvão.

Mas como ajudar o paciente depressivo?
Em primeiro lugar é preciso compreendê-lo. O que não significa o “fazer pelo” paciente, mas o “fazer com” o paciente. Entender que a melhora não é mágica e não vêm de fatores externos. Muitas vezes o paciente é incentivado a sair, passear no parque, ir ao cinema. No entanto, há que se considerar que na maioria das vezes, isso não depende do paciente. No momento, a sua tristeza atingiu um marco que ele não consegue melhorar só com o incentivo ou conselhos de familiares e amigos. Desta forma surge a necessidade de acompanhamento psicoterápico.

Não confunda depressão com tristeza

È importante diferenciar “tristeza” da “depressão”. Estar triste ou estar melancólico não significa estar deprimido. Depressão é doença. No entanto, assim como outras doenças, a depressão pode ser tratada com sucesso, em geral com psicoterapia e muitas vezes com acompanhamento de um psiquiatra para avaliação de suporte medicamentoso.

Alguns sintomas podem indicar a instalação de um quadro depressivo, tais como: transtornos do sono e do apetite, cansaço ao menor esforço, sentimento de menos valia, auto-estima rebaixada, labilidade (oscilações da pressão arterial) e, num estágio mais avançado, estes sintomas podem vir acompanhados de idéia suicida.

Leucemia: Componente do chá verde pode ajudar na luta contra o câncer

O chá verde está se tornando cada vez mais conhecido entre as pessoas e consequentemente tem chamado a atenção de pesquisadores.

Cientistas da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, fizeram inúmeras pesquisas e descobriram que uma substância ativa do chá, o polifenol EGCG (galato de epigalocatequina), pode ajudar no tratamento de leucemia. Seu composto antioxidante mostrou ser um potente agente anticâncer, com efeitos sobre a leucemia, e também no câncer de pulmão, câncer de próstata, câncer cólon e câncer de mama; e ainda nas doenças do coração.

O EGCG se liga a uma proteína comum em tumores denominada GRP78, que impede a morte celular e inibe a sua função, ajudando assim na morte da célula tumoral. Desse modo, verificou-se que o composto é um inibidor de tirosiquinase, ou seja, ele consegue interromper o ciclo de reprodução do câncer. Na pesquisa, a substância induziu a morte de oito das dez amostras testadas.

Segundo os pesquisadores, os testes indicaram que altas doses de EGCG são bem toleradas por pacientes com leucemia linfóide aguda (mais comum em idosos) e podem levar muitos deles a terem algum grau de regressão da doença; eliminando as células cancerosas do sangue. Entretanto, esses resultados por enquanto só foram obtidos em laboratório.

O componente do chá verde foi administrado em forma de cápsula, e, com ele, a maioria dos indivíduos que entraram no estudo com aumento nos linfonodos (pequenos órgãos que atuam na defesa do organismo e produzem anticorpos), viram uma queda de mais de 50% em seu tamanho. A contagem dos linfócitos foi reduzida em um terço dos participantes.

A pesquisa já entrou em fase de testes clínicos, com 33 participantes, o mesmo número da pesquisa anterior, entretanto, esses pacientes receberam doses maiores – 2000 mg, duas vezes ao dia.

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