Você está em

Blog Dicas de Saúde

Fumar aumenta chances de câncer na bexiga

Atenção mulheres fumantes! Ao que parece, o câncer de pulmão não é o único tipo de tumor cuja incidência aumenta com o tabagismo. Uma pesquisa publicada na primeira semana de agosto no Journal of the American Medical Association revela uma forte associação entre mulheres que fumam e o câncer de bexiga, uma doença que teoricamente é duas vezes mais frequente no homem.

O estudo, realizado pelo Instituto de Câncer americano (NCI), analisou dados de saúde e dieta de 450.00 pessoas entre os anos de 1995 e 2006 e demonstrou que pessoas que fumam têm quatro vezes mais chance de desenvolver um tumor na bexiga que um não-fumante.

Concluíram, ainda, que mais da metade dos casos de câncer de bexiga ocorridos em mulheres tinham relação com o hábito de fumar. Essas descobertas foram importantes, pois atualizam os dados de um estudo anterior, que relacionava o tabaco como causa de 20 a 30% dos tumores de bexiga em mulheres e estimava em três vezes apenas o risco de um fumante de desenvolver a neoplasia.

Avanços prejudiciais

 

Uma explicação de porque o câncer de bexiga está cada vez mais relacionado com o tabagismo seriam, segundo a pesquisa, as modificações na composição química que os cigarros sofreram nos últimos anos. Embora algumas substâncias tenham tido seu teor reduzido, como foi o caso do alcatrão e da nicotina, outras como o beta-naftilamina, agente cancerígeno que atua especialmente na bexiga.

De acordo com dados estatísticos do Instituto Nacional de Câncer (Inca), previa-se para o ano de 2009 13.110 novos casos de câncer de bexiga no Brasil. No mundo, cerca de 350.000 pessoas são diagnosticadas com essa doença a cada ano.

Câncer bucal é combatido em São Paulo

Diversas cidades do estado de São Paulo lançaram nos últimos meses campanhas para rastrear e prevenir o câncer de boca, o sétimo mais frequente do Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Em estimativa, o instituto afirmou que cerca de 14 mil pessoas serão vítimas da doença em 2010. A previsão é muito mais preocupante para os homens: do número total fornecido pelo Inca, estima-se que pouco mais de dez mil serão do sexo masculino.

O câncer bucal engloba qualquer tumor originado na região da boca, entre língua, lábios, gengiva e céu da boca. Segundo o chefe substituto da Seção de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Inca, Roberto Netto Soares, a doença surge como uma pequena lesão ou inflamação localizada que não melhora com tratamentos locais. Mas, existem outras formas da doença: “Outro tipo mais específico são lesões esbranquiçadas, chamadas leucoplasias, que são consideradas lesões pré-malignas pelo potencial que elas têm de se tornarem malignas com o tempo”, avalia.

O médico ressalta que o diagnóstico precoce da doença é fundamental para um tratamento mais eficaz. Por isso, ele explica que são importantes as campanhas de prevenção e rastreamento. As razões são também econômicas: “as lesões que atualmente são tratadas nos hospitais especializados são lesões avançadas em que o custo do tratamento é alto e os pacientes são submetidos a procedimentos em que ficam incapacitados para sua recolocação no mercado de trabalho”, explica o médico sobre os procedimentos para controlar o tumor, como quimioterapias e intervenções cirúrgicas. Porém, ele afirma que até hoje nenhum país foi totalmente bem sucedido com campanhas de prevenção da doença e cita como exemplo Cuba e a campanha brasileira realizada em Vitória, no Espírito Santo, por meio do curso de medicina da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Ainda de acordo com Soares, os principais comportamentos de risco para o desenvolvimento do câncer bucal são o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, além de má higienização bucal. “O perfil do paciente mais comumente acometido é de classes sociais menos desfavorecidas, nas quais se encontram com mais facilidade o somatório desses fatores”, informa. Por isso, ele argumenta que, aliada às medidas de prevenção, as campanhas de combate ao tabagismo e ao alcoolismo são de extrema importância na diminuição de casos da doença. “Campanhas para procurar o profissional de saúde o mais precocemente possível também teria resultado positivo na curabilidade das lesões”, completa.

Parar de fumar é meta de mais da metade de brasileiros

Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou o cenário do tabagismo no Brasil.

Em meio a diversas campanhas e leis anti-fumo que se espalham pelo país, o IBGE divulgou o resultado da Pesquisa Especial de Tabagismo (Petab) feita em mais de 50 mil domicílios durante o ano de 2008. Entre os dados coletados, um dos que mais se sobressai é o número de brasileiros que deseja parar de fumar: de acordo com a pesquisa 52,1% dos fumantes dizem que pensam em parar.

Homens, na região Sul, na área rural, menos escolarizados e os de menor rendimento domiciliar per capita são os grupos que concentram o maior número de fumantes. A maior parte deles começou a fumar com 17 a 19 anos de idade, e, dentre os que fumavam diariamente, o mais comum era consumir de 15 a 24 cigarros por dia.

Confira outros dados da pesquisa sobre o tabagismo no Brasil em 2008:

•    24,6 milhões de brasileiros de 15 anos ou mais de idade, ou seja, 17,2% da população nessa faixa etária, fumavam derivados de tabaco, sendo 14,8 milhões homens (21,6% do total de 15 anos ou mais de idade) e 9,8 milhões mulheres (13,1% do total nesse grupo etário);
•    Dos fumantes, 21,5 milhões (87,4%) fumavam todos os dias. Apenas cerca de 3 milhões (equivalentes a 12,2% do contingente de fumantes) fumavam ocasionalmente;
•    40,8% das pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo começaram a fumar antes dos 15 anos de idade;
•    93% dos fumantes afirmavam saber que o cigarro pode causar doenças graves;
•    65% dos fumantes informaram que as advertências nos rótulos dos cigarros os fizeram pensar em parar de fumar;
•    Entre os não fumantes (118,4 milhões de pessoas), 78,1% nunca haviam fumado;
•    Os ex-fumantes (26 milhões de pessoas) eram 18,2% da população de 15 anos ou mais de idade;
•    O percentual de fumantes de tabaco era maior na zona rural (20,4% ou 4,4 milhões de pessoas) que na urbana (16,6% ou 20,1 milhões de pessoas).
•    O grupo etário de 45 a 64 anos tinha a maior concentração de fumantes (22,7% das pessoas nessa faixa);

A pesquisa foi realizada em parceria com o Ministério da Saúde, com a atuação técnica do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Tratamentos para quem quer parar de fumar

No Brasil, 16% da população acima dos 15 anos fuma.  O cigarro, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é responsável por cerca de 200 mil mortes por ano; ocasionando mais de 27 mil casos de câncer de pulmão e mais de 14 mil casos de câncer na cavidade oral todos os anos.

Existem hoje, no Brasil, cerca de 800 unidades de atendimento gratuito com programas para quem pretende parar de fumar, distribuídas em 500 municípios. Em 2010, estima-se que serão 3,3 mil postos de atendimento, distribuídos em 1,2 mil cidades, segundo informações do Ministério da Saúde.

Para muitos fumantes parece impossível parar de fumar, pois acreditam que isso é possível somente por força de vontade. Esses fumantes tentam parar inúmeras vezes sem ajuda terapêutica, sofrem demasiadamente e não conseguem, ou conseguem por um determinado tempo, mas acabam voltando. “A grande maioria dos fumantes, bem como não fumantes e também muitos profissionais da saúde, infelizmente não encaram o tabagismo como dependência química. No entanto, para parar de fumar é preciso mais do que força de vontade, ou simples decisão, é preciso tratamento especializado. Somente com tratamento adequado é possível parar de fumar definitivamente, sem sofrimento e com tranquilidade”, explica Dra. Ana Luiza Oliveira Prado Souza, uma das coordenadoras do Programa de Abandono do Tabagismo com Acompanhamento Científico “Viva Livre”.

O tabagismo é uma doença?

O tabagismo é um importante fator de adoecimento, sendo um dos principais motivos da aposentadoria precoce e uma das principais causas evitáveis de mortes prematuras no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“O tabagismo é uma doença porque a nicotina, uma das substâncias presentes no cigarro, é uma droga que causa dependência química e psíquica”, esclarece a coordenadora do programa “Viva Livre”. O fumante fuma com regularidade em busca da dose diária de nicotina. Na ausência da substância (nicotina) no organismo do fumante, iniciam-se sinais e sintomas da síndrome de abstinência química e psíquica, extremamente desconfortáveis como falta de concentração, irritabilidade, alteração na pressão arterial, ansiedade, que leva o fumante a necessariamente ter que acender um novo cigarro para entregar mais nicotina ao organismo e amenizar os sintomas da abstinência. Torna-se um ciclo, e a intensidade e frequência varia de acordo com o grau de dependência de cada fumante.

Tratamento para parar de fumar

Existem inúmeras propostas de tratamento para tabagismo, porém, hoje, a mais indicada e recomendada pelos centros de referência de saúde nacional, como Instituto Nacional de Câncer (Inca), e internacional, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a associação de terapia cognitivo comportamental (que tem como objetivo identificar e corrigir padrões de pensamento conscientes e inconscientes) associada à terapia medicamentosa.

Média de gastos para o tratamento

Para um tratamento particular, o fumante gastará em torno de R$ 2.500 a R$ 2.900 reais, estando incluso o valor da consulta com o profissional que conduzirá o tratamento, consulta com Pneumologista, exames e todo o conteúdo do protocolo de acompanhamento profissional semanal, quinzenal e mensal num período total de 06 meses. O valor da medicação se encontra entre R$ 300,00 e R$ 900,00 reais. Entretanto, se você tiver plano de saúde deve entrar em contato com a prestadora de serviço e verificar o que seu plano cobre; pois alguns planos cobrem consultas e exames. Se achar o investimento caro, uma opção é procurar unidades de saúde das prefeituras que oferecem tratamentos gratuitos.

Média de tempo para uma pessoa parar de fumar

A média de tempo vai depender de qual tratamento será feito. No programa de tratamento do tabagismo Viva Livre o fumante para de fumar antes do término do primeiro mês de tratamento. O tratamento completo acontece em seis meses, sendo os dois primeiros a fase de tratamento e os quatro últimos como manutenção.

Lei Antifumo

Entrou em vigor em 2009 a lei antifumo, a qual já funciona em pelo menos quatro estados do país. A lei antifumo incentivou parte da população a procurar tratamentos para deixar o vício. A proibição do fumo em locais públicos, segundo especialistas, levou muita gente a acreditar na capacidade de deixar o cigarro.

“Com relação à lei que restringe o fumo em locais fechados, públicos e privados, a mídia tem procurando ouvir a população sobre o que ela pensa a respeito. Parece que uma grande parcela de pessoas não fumantes, profissionais da saúde e os próprios políticos do poder legislativo, acredita que com o vigor da lei, além da melhoria da qualidade do ar em locais fechados, os fumantes de certa forma serão favorecidos, pois devido à dificuldade para fumar e até o constrangimento por terem que fumar em calçadas ou em lugares pouco confortáveis, vão enfim se decidir pelo abandono do vício”, conta. Segundo pesquisas, mais de 80% dos fumantes atualmente desejam parar de fumar, porém menos de 3% conseguem sem tratamento.

Para a maioria da população e inclusive para muitos profissionais da área da saúde, o ato de parar de fumar ainda é uma simples questão de escolha, força de vontade ou de decisão de quem fuma. “Como profissional da saúde,  coordenando em Curitiba o Programa de Tratamento do Tabagismo “Viva Livre”, considero que a colocação em vigor dessa lei, como todas as outras que restringem o fumar, podem sim, contribuir para que o fumante evolua num processo de tomada de decisão pelo parar de fumar. Porém, considero que efetivamente o que fará com que o fumante se decida pelo parar de fumar é, primeiro, ter conhecimento, reconhecer o tabagismo como nicotinodependência, como uma doença, e entender que o parar de fumar é muito mais do que uma simples questão de força de vontade, é uma questão de tratamento especializado”, enfatiza doutora Ana Luiza.

Locais que oferecem tratamentopara parar de fumar

No Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas em São Paulo, o tratamento oferecido desde 1996 é um pouco diferente do proposto pelo “Viva Livre”. Como parte do tratamento do Incor são realizados encontros em grupo e acompanhamento psicológico.

O Programa Antitabágico do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) existe desde 2004 e é aberto a qualquer pessoa.

Em Curitiba há 22 unidades de saúde habilitadas para o tratamento gratuito ao cidadão, entre elas Bairro Novo, Osternack, Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) Boa Vista, Cajuru, entre outros. Os endereços podem ser encontrados no site da prefeitura ou pelo telefone 0800 644 0041.

O Serviço de Check-up do Hospital Santa Cruz, em Curitiba, oferece o  Programa de Abandono do Tabagismo com Acompanhamento Científico “Viva Livre”,  que através de Metodologias Preconizadas e Recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, tem por objetivo tratar quem deseja parar de fumar.

Mais informações:
Viva Livre – Tratamento do Tabagismo
Dra. Ana Luiza Oliveira Prado Souza
Dra. Andréa Carraro de Oliveira Badin
(Coordenadoras do Viva Livre)

41 33123999 Curitiba
43 33451921 Londrina
08004001921 São Paulo

Tomar Aspirina regularmente faz mal ou bem?

Uma pesquisa realizada pelo professor Colin Baigent, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e publicada no jornal The Lancet, mostra que o uso regular de Aspirina pode aumentar em 33% o risco de hemorragias internas em pessoas sem histórico de doenças relevantes. O estudo descobriu que as orientações gerais de apoio ao uso regular de Aspirina por indivíduos saudáveis – a chamada prevenção primária – são injustificáveis.

Segundo os resultados do estudo, o risco de eventos vasculares sérios caiu de 0,57% para 0,51% a cada ano em razão do tratamento com aspirina, mas o risco de hemorragias graves aumentou de 0,07% para 0,10% a cada ano. De acordo com os pesquisadores, isso indica que a aspirina não é, de fato, um método à prova de falhas para a prevenção primária. Foram avaliados dados de mais de 95.000 pessoas que participaram de seis avaliações clínicas aleatórias, cujo objetivo era examinar a prevenção primária com o uso de Aspirina.

O cardiologista, Dr.Renato Maruiti, concorda em parte com a pesquisa. “Existe um questionário, chamado Escore de Framingham, que tenta quantificar, em percentagem, qual o risco de que uma pessoa venha a sofrer um evento cardiovascular num período de 10 anos. Este escore leva em consideração a idade, sexo, pressão arterial, nível de colesterol, histórico de Diabetes e de tabagismo. Para as pessoas que apresentam um risco baixo, eu não vejo motivo para fazer uso regular de Aspirina. Provavelmente estas não vão se beneficiar dela e talvez ainda se incomodem com efeitos colaterais. Para os que apresentam risco alto ou risco moderado, mas já com presença de placas ateroscleróticas, mesmo discretas, detectadas em Carótidas, membros inferiores ou qualquer outro vaso, ou mesmo pessoas com Diabetes independente da pontuação do escore, estas provavelmente vão se beneficiar da Aspirina”.

O uso de Aspirina tem mais prós do que contras, segundo o cardiologista. “A Aspirina em diferentes doses pode ter ação analgésica, antiinflamatória e antiagregante plaquetária. Esta última ação é a que nos interessa para a prevenção primária e secundária de eventos cardiovasculares, em que ela vai dificultar processo de coagulação, dificultando a formação de trombos dentro dos vasos e consequentemente entupimento dos mesmos”, esclare Dr. Maruiti. A dose necessária para este efeito é baixa, cerca de 80 a 325mg por dia, diferentemente da dose analgésica que necessita de 500 a 1000mg a cada 6 horas. Por outro lado, é uma medicação que não deve ser utilizada em pessoas com Gastrite ou Úlcera Gástrica ativas, em presença de doenças que alterem a coagulação sanguínea, pessoas com plano de cirurgia ou qualquer outra situação onde haja maior risco de sangramentos.

Para a população em geral a Aspirina é tida uma medicação banal, que pode ser usada sem muito critério. Mas ao contrário, é uma medicação que não está isenta de efeitos colaterais nem mesmo de reações alérgicas. Tanto é que a sua embalagem contém uma tarja vermelha, ou seja, deveria ser vendida somente com receita médica. Devemos lembrar que o uso contínuo de qualquer medicamento pode causar tolerância no organismo e não ter a ação que deveria em alguns pacientes, ressalta o cardiologista, Dr. Everton Dombeck. A recomendação que nunca devemos esquecer é de “jamais tomar qualquer medicamento, até mesmo Aspirina, sem a orientação médica”, orienta.

Saiba mais:

Prevenção primária e secundária de eventos cardiovasculares

Prevenção primária se refere às medidas adotadas para identificar fatores de risco em pessoas até então saudáveis e prevenir que estas venham a sofrer algum evento cardiovascular ou cerebrovascular. Por exemplo, pessoas que até então se consideravam saudáveis e que descobrem que tem colesterol elevado, Diabetes Mellitus, são tabagistas, etc.

Prevenção secundária são as medidas adotadas para evitar que pessoas que já sofreram algum evento cardiovascular ou cerebrovascular venham a ter uma recidiva do evento. Neste grupo sempre há indicação ao uso de Aspirina, salvo em presença de contra-indicações.

Medicamentos
Por nome
Por especialidades
Por doenças
Por princípio-ativo
Pacientes
Blog Dicas de Saúde
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Prof. de Saúde
Central do Conhecimento
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Laboratórios
Vantagens
Meu Cadastro
Central de Ajuda
MEDICSUPPLY
Notícias
Contato
Pacientes
Profissionais de saúde
Laboratórios
Trabalhe conosco
BlogBlogs.Com.Br