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Convivendo com a alergia

Espirros, nariz vermelho, coriza, pruridos, restrições alimentares. A vida de um alérgico não é nada fácil. “O indivíduo dorme mal, espirra, tosse e tudo isso acaba afetando a sua qualidade de vida, inclusive com casos de depressão relacionados à alergia”, relata João Negreiros Tebyriçá, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI Nacional). Portanto, conviver com a alergia requer um certo equilíbrio.

Enquanto algumas substâncias podem ser completamente evitadas, outras estão presentes em todos os ambientes. “Você pode passar a vida sem comer camarão e evitar o problema, por exemplo, e isso não afeta a sua qualidade de vida. Mas existem substâncias que estão presentes em todos os ambientes, como os ácaros da poeira e pelos de animais”, explica Tebyriçá. Para esses casos, a indicação é o tratamento com vacinas que aumentam a tolerância do indivíduo a essas substâncias. Ele continua alérgico a elas, mas as reações não são tão severas, o que melhora a sua qualidade de vida.

Alergia e reação alérgica

Embora alergia e reação alérgica estejam intimamente ligadas, o fato de um indivíduo ser alérgico nem sempre indica que ele passou por um processo de reação alérgica – e é a reação alérgica que atrapalha seu estilo de vida. “Alergia é a possibilidade da pessoa desenvolver reações alérgicas. Reação é a manifestação da alergia. Uma pessoa pode ter alergia a pelo de gato mas nunca ter desenvolvido reação alérgica porque não teve contato intenso com a substância”, explica Tebyriçá.

Reações fatais

A intensidade das reações alérgicas varia conforme o indivíduo, o grau de exposição à substância que causa alergia e a via de entrada. “A reação por algo que entra em contato via derme é diferente de algo que entra no organismo via oral ou via injetável”, explica o alergologista.

Um dos maiores perigos de quem convive com alergia é sofrer choque anafilático – causado por um contato intenso com a substância que causa alergia. Pois o choque, se não for tratado imediatamente, pode levar à morte.

Brasileiros aguardam aprovação de medicamento contra mieloma múltiplo

Os pacientes com mieloma múltiplo aguardam com grande expectativa a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do medicamento lenalidomida. Trata-se de um agente imunomodulador que melhora a qualidade de vida e a sobrevida de uma maneira geral. Comercializado sob o nome de Revlimid, medicamento de dose oral, ele teve seus benefícios confirmados para pacientes com o mieloma múltiplo por meio de dois estudos desenvolvidos pelo MD Anderson Cancer Center, dos Estados Unidos, e mais outro, que contou com a participação de pesquisadores da Europa, Austrália e Israel.

Os resultados foram animadores em relação à síndrome mielodisplásica: um estudo multicêntrico em pessoas dependentes de transfusão que usaram o fármaco constatou que 45% tiveram resposta citogenética completa e independência de transfusão por período prolongado.  Os pacientes também relataram uma redução significativa de neuropatias periféricas, como a perda de sensibilidade nas extremidades dos dedos.

Enquanto o laboratório aguarda a aprovação pelo órgão fiscalizador brasileiro, o Revlimid já foi aprovado em outros 55 países, inclusive com o aval da European Medicines Agency (Emea), responsável pela fiscalização de medicamentos da União Europeia; e da Food and Drug Administration (FDA), órgão dos Estados Unidos.

O Revlimid é indicado para tratamento de portadores de mieloma que não tiveram sucesso em pelo menos uma terapia anterior. Na próxima edição do congresso da American Society of Hematology (ASH), que ocorrerá em dezembro de 2010, em Orlando, nos Estados Unidos, serão apresentados novos estudos que procuraram comprovar a vantagem do Revlimid em comparação a outras terapias.

Como envelhecer com qualidade de vida

Nós envelhecemos porque os hormônios caem. Esta afirmação é do Dr. Amílcar Bettini, médico ginecologista especialista em Medicina Anti-Aging, ou medicina antienvelhecimento.

Segundo ele, biologicamente falando, nós, seres vivos, fomos feitos para nascer, crescer, procriar e morrer. Teoricamente, não estaríamos programados para envelhecer. No entanto, o que se vê na prática é a expectativa de vida aumentar consideravelmente a cada ano, principalmente nos países desenvolvidos. “Viver mais tem um preço” alerta o especialista.

Comparando o nosso organismo com uma conta bancária, ele explica que até os 20 anos são efetuados apenas depósitos. Entre 20 e 30 anos há um equilíbrio entre saques e depósitos e, a partir dos 30, os saques predominam. Esses “saques” seriam, basicamente, pausas hormonais, como as já famosas andropausa e menopausa. Por isso, recomenda-se que, por volta dessa idade, a pessoa passe a ficar atenta aos sinais do organismo, inclusive a alterações de humor e comportamento, que de alguma maneira possam prejudicar sua qualidade de vida.

Ter uma vida equilibrada é fundamental

O estilo de vida que levamos interfere diretamente na qualidade de vida que teremos na velhice. Para Dr. Amílcar Bettini ter uma vida equilibrada é fundamental. “É preciso manter-se longe dos excessos, para mais ou para menos” diz. E acrescenta que é preciso ter foco e planejamento. “A pessoa deve saber para onde quer ir”.

O estresse, a vida sedentária, o consumo de alimentos industrializados e o imediatismo estão entre os vilões do envelhecimento. De acordo com o médico, não é incomum jovens chegarem ao consultório com reclamações e alterações hormonais atípicas para a idade.

Como a Medicina Ati-Aging atua

Na Medicina Anti-Aging o foco são os hormônios. O tratamento é personalizado, ou seja, cada paciente recebe uma indicação específica de acordo com suas necessidades. Dr. Amílcar explica que através de exames é possível fazer uma varredura de toda a parte hormonal e identificar as pausas que estão afetando o organismo daquele paciente. Ele adverte, porém, que “o médico olha para a pessoa além dos exames”. Ou seja, o profissional avalia todo o estado clínico da pessoa e não apenas a quantidade de hormônios, e procura agir para melhorar exatamente o que está prejudicando sua qualidade de vida.

O tratamento inclui a reposição de hormônios bioidênticos, os quais, apesar de serem sintéticos, são exatamente iguais aos produzidos pelo nosso organismo, sendo seguros e bem aceitos pelo nosso corpo.

Entre os hormônios mais comumente utilizados na reposição estão:

- Estrogênio: hormônio feminino responsável pela menopausa.
- Testosterona: hormônio masculino responsável pela andropausa.
- Cortisol: hormônio que regula o estresse (adrenopausa).
- T4 e T3: hormônio da tireóide.
- GH ou Hormônio do Crescimento: responsável por regular a composição corporal e o bem-estar.
- Melatonina: hormônio responsável por regular o sono.
- Pregnenolona: hormônio da memória.

Mais informações:
Dr. Amilcar Martins Bettini
E-mail: bettini@longevidadesaudavel.com.br

Rio de Janeiro
Av. das Américas, 3500 bloco 4
Edifício Toronto 3000 – Port 1 – gr. 606 Barra da Tijuca – RJ
Fone: 21 – 3282-5222/ Fax: 21 – 3282-5333

Av. Alfredo Baltazar da Silveira, 580 sl 108D
Centro Médico do Shopping Barra World – Recreio dos Bandeirantes – RJ
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São Paulo
Rua Itapura, 300 sl 807 Tatuapé – SP
Fone: 11 – 3445-8454 / 11 – 7862-6368

Artrite reumatoide pode levar à incapacidade

A artrite reumatoide é uma doença crônica e sua origem ainda é desconhecida. A principal característica da artrite é a inflamação articular nas mãos, pés, punhos, tornozelos e joelhos, podendo provocar ataque do coração, irritações nos olhos e pele. Ela também pode ocasionar destruição de ossos, cartilagens, tendões e ligamentos.

Os sintomas iniciais são a fadiga, a deformidade nas articulações e a incapacidade de realizar simples movimentos, como escovar os dentes ou até mesmo amarrar os sapatos. No entanto, o que mais interfere na qualidade de vida dos pacientes não é o desconforto físico e sim os prejuízos emocionais. Conforme uma pesquisa do Instituto Opinion Health em seis países, 42% das pessoas que têm a doença se sentem sozinhas e mais de um terço acha que a família não entende como a doença afeta a sua vida. Sendo assim, muitos pacientes se sentem discriminados e deprimidos.

Como controlar a artrite

Não há prevenção nem cura para a artrite reumatoide, entretanto existem alguns cuidados para controlar a doença. É importante que o diagnóstico seja feito no início, pois é muito importante que ela seja tratada quando ainda não existe nenhuma lesão. Outro meio de controlar a doença é a combinação de uma dieta balanceada com a prática de exercícios físicos. A alimentação ajuda a combater a osteoporose e os exercícios diários contribuem para fortalecer a musculatura ao redor das articulações, diminuindo assim o desconforto.

Como avaliar a dor

Pesquisadores da Universidade Northwestern (EUA) estão desenvolvendo uma escala capaz de sistematizar a linguagem da dor, da fadiga, da depressão e da ansiedade. A nova escala é chamada PROMIS (Patient-Reported Outcome Measurement Information System).

A dor é um dos mais importantes sintomas que os médicos medem ao diagnosticar o problema de um paciente ou acompanhar se um tratamento está dando certo. Por outro lado, um dos grandes problemas encontrados hoje é a diversidade com que os dados da dor são computados; o que dificulta a comparação.

A nova escala criada para avaliar a dor fará com que os médicos padronizem a intensidade e forma de dor. Desta maneira, um mesmo dado pode ser compreendido da mesma maneira por todos e será possível até mesmo comparar os resultados de diversos pacientes.

Através desta escala os pesquisadores acreditam que a medicina poderá dar mais atenção à qualidade de vida das pessoas na prática, sobretudo em relação à longevidade.

Mais de 1.000 cientistas do mundo todo já se inscreveram para testar a nova escala para avaliar a dor. Os testes serão computadorizados e disponibilizados gratuitamente.

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