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Entenda o hemograma

O hemograma é o exame de sangue mais solicitado pelos médicos. Mas você sabe o por quê? É ele quem detecta vários problemas de saúde, como anemias e deficiências de minerais, além de casos mais sérios – como infecções e doenças crônicas do sangue. A pediatra Milene Geiger Frey, assessora médica do laboratório Champagnat Medicina Diagnóstica, de Curitiba (PR), explica que o hemograma analisa a quantidade e o formato das células do sangue. “São três linhagens: os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas”, afirma.

“Os glóbulos vermelhos transportam o oxigênio e o ferro pelos tecidos. Os glóbulos brancos são as células de defesa do organismo. Já as plaquetas são as responsáveis pela coagulação“, conta Milene. De acordo com a médica, qualquer alteração nesses componentes sanguíneos pode significar problemas de saúde. “A alteração nos glóbulos brancos, por exemplo, pode significar que o corpo está frente a uma infecção. O hemograma não diz qual é a infecção, mas indica que existe algo de errado com o organismo”, exemplifica.

De acordo com a médica, qualquer alteração nos glóbulos vermelhos – seja quantitativa ou qualitativa – é indício de anemia e problemas de oxigenação nos tecidos. “Já quando o número de plaquetas é abaixo do ideal o paciente apresenta problemas de sangramento e coagulação”, afirma Milene.

O hemograma também é o principal aliado na hora de determinar doenças da medula óssea. “Todos os componentes sanguíneos são produzidos na medula óssea, e alterações na quantidade de cada um deles indica a necessidade de uma investigação mais profunda”, conta a médica. Um exemplo é a leucemia – quando a medula óssea produz mais glóbulos brancos do que é necessário – em que um simples hemograma identifica o alto número das células e o médico pode solicitar novos exames para confirmar o diagnóstico.

“É importante que a avaliação dos resultados do exame seja sempre feita por um médico”, ressalta Milene. “Vários fatores podem interferir na quantidade de células sanguíneas, como medicamentos, viroses e alimentação, porém apenas um médico poderá avaliar cada item do hemograma e indicar o tratamento, caso seja necessário”. A periodicidade do exame deve ser determinada por esse médico – o exame normalmente é solicitado uma vez ao ano, no checkup tradicional.

Molécula antioxidante pode ajudar a combater a leucemia

A medicina que se destina a pesquisar tratamentos e curas para a leucemia acaba de ganhar mais uma importante aliada. Cientistas italianos, do Conselho Nacional de Pesquisa (CNP) do país, anunciaram que a quercetina, uma molécula com propriedades antioxidantes naturais, pode intensificar os efeitos dos medicamentos usados para combater a doença, se usado como complemento dos fármacos.

Segundo informações da agência France Presse, Gian Luigi Russo, pesquisador responsável pelo estudo, afirmou que “a molécula é capaz de bloquear o processo de transformação de uma célula normal em um tumor, ou de inverter se ele já estiver em curso”, em citação do comunicado do CNP. Russo conduziu as pesquisas no Instituto de Ciências da Alimentação de Avellino, no sul da Itália.

Presente naturalmente em alimentos como maçãs, cebolas, vinho tinto, alcaparras, chá verde e aipo, a quercetina é um flavonóide que, além de propriedades antioxidantes, é também antiviral, anti-inflamatória, anti-histamínica, entre outros benefícios. Russo destaca a importância de se ter descoberto mais uma qualidade da quercetina: “é um grupo de moléculas de origem vegetal com uma atividade quimiopreventiva. Pela primeira vez, demonstramos que a quercetina é eficaz contra as células tumerosas de pacientes que sofrem de leucemia linfóide crônica“.

“A molécula é bem tolerada, mesmo em doses elevadas”, acrescentou o pesquisador, mas adverte: “doses massivas de antioxidantes, incluindo a quercetina, absorvidas livremente sob a forma de suplementos dietéticos por pessoas saudáveis e sem controle médico, podem se tornar perigosas para a saúde”.

A leucemia linfóide crônica é a forma mais comum da doença entre adultos. Também conhecida como leucemia linfocítica crônica ou LLC, a doença afeta o linfócito B, que é responsável por combater as infecções e está presente nos linfonodos, sendo originado na medula óssea. De acordo com dados da France Presse, a neoplasia atinge de uma a seis pessoas a cada cem mil.

Sangue do cordão umbilical pode salvar vidas

Nos últimos anos, a tecnologia para registrar, armazenar e transplantar medula óssea evoluiu consideravelmente. Sendo um dos tratamentos mais eficazes para tratar doenças do sangue como leucemias, linfomas e anemias, o transplante de medula é hoje uma realidade no Brasil. O fato se deve a campanhas de mobilização e a criação de bancos de dados, como o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e o Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme), ambos sob responsabilidade direta do Centro de Transplantes de Medula Óssea do Instituto Nacional do Câncer (Cemo/Inca). Segundo o diretor do Cemo, Luiz Fernando Bouzas, o Redome conta hoje com cerca de 1,6 milhão de doadores e hoje é o terceiro maior registro do mundo.

Um dos grandes avanços da área foi a descoberta da relevância do sangue presente no cordão umbilical e placenta, ricos em células-tronco hematopoiéticas, que são responsáveis por formar no feto o sistema sanguíneo e imunológico. O material, que era descartado, passou a ser armazenado na Rede Nacional de Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas (BrasilCord). O órgão administra os dados do Registro Nacional de Sangue de Cordão Umbilical (Renacord), criado em 2008 e também sob o comando do Cemo/Inca. Esse registro funciona integradamente com o Redome para facilitar a busca por doadores.

Bouzas explica a vantagem desse tipo de sangue: “o sangue de cordão umbilical e placentário (Scup) tem menores exigências de compatibilidade por serem células adultas, porém mais jovens que as obtidas da medula óssea, desta forma provocam menos reações de rejeição e a chamada doença do enxerto contra o hospedeiro, complicação que é frequente após o transplante”.

Entretanto, existem algumas variáveis que podem comprometer o sucesso do transplante que utiliza o Scup. O médico esclarece que a eficácia do tratamento depende principalmente da idade do paciente, do estágio da doença, do tempo de espera para se fazer o transplante e da qualidade do material — além da compatibilidade, é feita uma relação entre o peso do paciente e a quantidade de células-tronco presentes na amostra. “Em geral, a sobrevida média é de 50% a longo prazo, ou seja, sobrevivem mais do que cinco anos”, acrescenta.

O diretor do Cemo explica ainda que as chances de compatibilidade entre doador e receptor é maior quando os dois pertencem à mesma etnia e, por isso, é importante que o Brasil tenha um banco de dados próprio: “a existência de um registro forte e da rede BrasilCord diminui nossa dependência de buscar material em bancos estrangeiros. Além disto, devido à miscigenação intensa de nossa população, fica mais fácil encontrar doadores para brasileiros nos sistemas nacionais que no estrangeiro”.

Armazenamento

O sistema de armazenamento do Scup é gratuito e aberto ao público nas maternidades conveniadas. As mães preenchem um termo de consentimento e passam por um rigoroso critério de seleção, e o material coletado é armazenado em equipamentos de última geração. Infelizmente, de acordo com Bouzas, o sistema BrasilCord ainda não está completo, e por enquanto só existem oito bancos de armazenamento, para os quais estão cadastradas duas ou três maternidades cada. “A Rede BrasilCord estará completa até 2011 com 13 bancos e em cinco anos armazenará 65 mil unidades de Scup”, garante.

Bancos de Scup em funcionamento:

  • INCA
  • Hospital Albert Einstein
  • Hospital Sírio-Libanês
  • Hemocentro, em Campinas
  • HC de Ribeirão Preto
  • HEMOSC, em Florianópolis
  • HC do Distrito Federal
  • HEMOCE, em Fortaleza

Conheça a mielodisplasia

O que a princípio parece um simples caso de anemia pode na verdade ser algo muito mais grave. A mielodisplasia é uma doença detectada na análise da medula óssea. De origem morfológica na hematopoiese, o processo de formação e desenvolvimento dos elementos do sangue, pode ser assintomática, percebida somente em alterações no exame de sangue. É o que explica Silvia Magalhães, vice diretora de defesa de classe da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH). Ela diz que a doença pode ser primária — desenvolvida a partir de várias condições benignas, como doenças autoimunes anemias e doenças infecciosas — ou secundária, por meio de exposição a agentes tóxicos e alguns medicamentos. “Pode ainda ser devida à condição neoplásica (câncer) denominada síndrome mielodisplásica (SMD)”, completa e acrescenta que a SMD e a mielodisplasia têm seus termos frequentemente usados indistintamente.

O diagnóstico da SMD é feito por exclusão de outras condições, pois não há uma característica biológica marcante na doença, diz a especialista. “Pacientes que apresentam anemia isolada ou acompanhada de outras citopenias (deficiência em outros componentes do sangue), refratária e inexplicada, devem ter sua medula óssea analisada, através do mielograma e biópsia óssea”. Ela explica ainda que o principal grupo de risco da SMD primária são os pacientes com mais de 60 anos e a frequência da doença aumenta conforme a idade. Já na SMD secundária, o grupo de risco são ex-pacientes que passaram por processos químio ou radioterápicos, sendo mais agressiva nesses casos e acometendo pessoas mais jovens.

Tratamento

Ainda de acordo com ela, uma série de exames laboratoriais pode indicar se a doença tem potencial de evoluir para uma leucemia, e, dependendo do risco, muda-se o tratamento. “Para pacientes considerados de baixo risco, o tratamento tem como objetivo a melhora hematológica. Já para os de alto risco, o tratamento visa modificar a evolução natural da doença. Até os dias atuais, apenas o transplante de medula óssea é a opção terapêutica com potencial curativo”, explica. Mas, ressalta que o transplante é contraindicado para a maioria dos pacientes, devido à idade avançada e outras doenças comuns da velhice. Por isso, a médica aponta outras opções de tratamento da doença de alto risco, como quimioterapia e alguns medicamentos recentemente regulados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esta patologia.

Sintomas e falta de estimativas precisas

Como a mielodisplasia tem diferentes graus de agressividade, sintomas podem ou não aparecer. Silvia afirma que os sintomas, quando existem, são associados aos da anemia: fraqueza, falta de energia para esforços físicos habituais, dispnéia de esforço, palpitações e até dor precordial nos pacientes portadores de algum grau de insuficiência coronariana. “A neutropenia (deficiência de neutrófilos no sangue) predispõe à infecção, com febre e os sinais de localização do processo infeccioso. A plaquetopenia (deficiência de plaquetas), quando acentuada, resulta em manifestações hemorrágicas de pele e mucosas que, a depender da intensidade, podem ser secundárias a trauma ou espontâneas”. Por essas razões, ela salienta que toda anemia em pessoa idosa deve ser investigada atentamente.

Silvia Magalhães complementa que não há estimativas precisas da incidência da SMD no Brasil. “Em sua publicação ‘Estimativa 2010 – Incidência do Câncer no Brasil’, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), não estima a incidência da SMD, apenas de um grande grupo intitulado conjuntamente leucemias”. Em compensação, ela afirma que está sendo criado um Registro Brasileiro de Síndromes Mielodisplásicas, formado por 12 grandes centros de pesquisa do país. Em um primeiro momento, o grupo está sendo destinado a fazer estudos preliminares sobre a idade média dos brasileiros com a doença, além da coleta e análise de dados de 490 pacientes diagnosticados com mielodisplasia entre 2003 e 2007.

Entenda a leucemia, doença que acometeu a atriz Drica Moraes

No início de fevereiro a atriz Drica Moraes foi internada com problemas de saúde. Após uma bateria de exames os médicos confirmaram o diagnóstico da atriz: leucemia. Imediatamente ela começou o tratamento com sessões de quimioterapia e desde então seu quadro tem melhorado.

De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a atriz é um dos 9.580 brasileiros que vão desenvolver este tipo de câncer em 2010. Quando uma figura pública revela que está com leucemia surge uma dúvida: o que é, realmente, essa doença?

Leucemia

Para entender como a leucemia ataca o corpo humano, precisamos entender o nosso sangue. Existem três tipos de células na corrente sanguínea: os glóbulos vermelhos (ou hemácias, que transportam oxigênio para todo o corpo), os glóbulos brancos (responsáveis pela defesa do organismo contra agentes estranhos) e as plaquetas (que cuidam da coagulação do sangue). Essas células são produzidas dentro da medula óssea – um tecido localizado no interior dos ossos – a partir de células-tronco.

A leucemia acontece quando existe um desequilíbrio durante essa produção: as células-tronco se multiplicam sem controle e glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas ainda muito imaturos acabam caindo na corrente sanguínea. Como as células não estão prontas para exercerem suas funções, o organismo fica predisposto a desenvolver infecções, hemorragias e anemia.

Como identificar a doença

Por se manifestar de várias formas, a leucemia não é uma doença fácil de ser identificada. Os sintomas – como manchas arroxeadas pelo corpo, sangramentos, anemia e infecções – manifestam-se após o desenvolvimento do câncer, quando as células imaturas já estão em circulação pelo organismo. “Normalmente o diagnóstico é feito quando o hemograma apresenta alterações – número de leucócitos muito alto ou muito baixo, anemia, plaquetas baixas”, explica a médica Yana Novis, coordenadora do Serviço de Onco-Hematologia do Hospital Sírio-Libanês. A partir desse momento o paciente deve buscar a orientação de um médico hematologista, especializado em doenças sanguíneas, que irá indicar exames específicos para detalhar a doença e iniciar o tratamento.

Tratamento

O tratamento da leucemia varia de acordo com a forma como a doença se manifesta. No entanto, possui um ponto em comum: todo o tipo de leucemia é tratado a partir da quimioterapia, que vai destruir as células leucêmicas, para que a medula volte a produzir células normais. Existem, basicamente, dois tipos de leucemia: a Leucemia Linfoide Aguda (LLA) e a Leucemia Mielóide Aguda (LMA), mas o tratamento sempre parte da quimioterapia, afirma Yana Novis.

Inca traça panorama do câncer em crianças e jovens no Brasil

O Instituto Nacional de Combate ao Câncer (Inca) traçou o panorama da incidência e da mortalidade do câncer em crianças e adolescentes brasileiros. O ponto mais importante da pesquisa, que será publicada neste mês de fevereiro em uma revista internacional, foi a descoberta de que a leucemia é o tipo de câncer que mais afetou a faixa analisada – crianças e jovens de 0 a18 anos.

Além de mais frequente, a doença também apresenta maior índice de mortalidade (35%). As mais efetadas foram as crianças de 1 a 4 anos com 31,6% dos casos registrados. O estudo foi feito entre 1991 e 2006 e teve grande abrangência nacional. Fizeram parte da pesquisa dezenove estados e o Distrito Federal. O percentual médio de incidência de leucemia no país foi de 29%. Cuiabá e Curitiba foram as cidades que apresentaram as maiores taxas, com 90,6 e 69,9 casos para cada 1 milhão de pessoas, respectivamente.

Sintomas da leucemia

Os sintomas da leucemia estão relacionados com a produção reduzida de células normais da medula óssea. Entre eles destacam-se:

- Diminuição da produção de glóbulos vermelhos (hemoglobina), gerando anemia e consequente, palidez, sonolência e cansaço.
- Diminuição na produção de plaquetas. Este sintoma pode ser percebido através de manchas roxas na pele que ocorrem em locais não relacionados a traumas, pontos vermelhos na pele (chamados petéquias) ou sangramento abundante resultante de pequenos ferimentos.
- Diminuição de glóbulos brancos, o que aumenta consideravelmente o risco de infecções.
- Dor óssea. As crianças pequenas podem mancar ou recusar-se a andar.

De acordo com a Dra. Ana Lucia Cornacchioni, oncologista pediátrica e membro do Comitê Científico da ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), os pais devem ficar atentos, pois os sintomas da leucemia (manchas roxas pelo corpo, palidez ou sangramento abundante resultante de ferimentos) são muito parecidos com os que se revelam em outras doenças infantis. Ela adverte que existe a possibilidade de que as crianças cheguem ao consultório com uma história de febre, palidez ou manchas roxas pelo corpo e recebam o diagnóstico de algum tipo de infecção. “Se o médico foi assertivo, as crianças reagirão bem ao tratamento e em poucos dias apresentarão sinais de melhora, mas se os sintomas persistirem, os pais devem ficar atentos para uma investigação mais criteriosa”, diz.

Linfoma

De acordo com o estudo realizado pelo Inca, o linfoma (tumor que cresce no sistema linfático) é o segundo tipo de câncer de maior incidência entre crianças e adolescentes. Os adolescentes de 15 a 18 anos são os que mais sofrem com a doença, eles representam 35,6% dos doentes. As maiores taxas foram percebidas em Campo Grande, com 51,3 casos e Natal, com 32,8 novos doentes para cada 1 milhão de pessoas.

A esperança da cura

A Dra. Ana Lucia afirma que o diagnóstico precoce de qualquer câncer aumenta muito as chances de cura, e com a leucemia e o linfoma não seria diferente. Por isso é tão importante ficar atento aos sintomas e consultar o médico com frequência. A oncologista atenta também para a evolução do tratamento com células-tronco embrionárias, que segundo ela, abrirá um leque de possibilidades para tratar não só a leucemia, mas também outros tipos de câncer.

Leucemia: Componente do chá verde pode ajudar na luta contra o câncer

O chá verde está se tornando cada vez mais conhecido entre as pessoas e consequentemente tem chamado a atenção de pesquisadores.

Cientistas da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, fizeram inúmeras pesquisas e descobriram que uma substância ativa do chá, o polifenol EGCG (galato de epigalocatequina), pode ajudar no tratamento de leucemia. Seu composto antioxidante mostrou ser um potente agente anticâncer, com efeitos sobre a leucemia, e também no câncer de pulmão, câncer de próstata, câncer cólon e câncer de mama; e ainda nas doenças do coração.

O EGCG se liga a uma proteína comum em tumores denominada GRP78, que impede a morte celular e inibe a sua função, ajudando assim na morte da célula tumoral. Desse modo, verificou-se que o composto é um inibidor de tirosiquinase, ou seja, ele consegue interromper o ciclo de reprodução do câncer. Na pesquisa, a substância induziu a morte de oito das dez amostras testadas.

Segundo os pesquisadores, os testes indicaram que altas doses de EGCG são bem toleradas por pacientes com leucemia linfóide aguda (mais comum em idosos) e podem levar muitos deles a terem algum grau de regressão da doença; eliminando as células cancerosas do sangue. Entretanto, esses resultados por enquanto só foram obtidos em laboratório.

O componente do chá verde foi administrado em forma de cápsula, e, com ele, a maioria dos indivíduos que entraram no estudo com aumento nos linfonodos (pequenos órgãos que atuam na defesa do organismo e produzem anticorpos), viram uma queda de mais de 50% em seu tamanho. A contagem dos linfócitos foi reduzida em um terço dos participantes.

A pesquisa já entrou em fase de testes clínicos, com 33 participantes, o mesmo número da pesquisa anterior, entretanto, esses pacientes receberam doses maiores – 2000 mg, duas vezes ao dia.

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