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Blog Dicas de Saúde

Defesa vulnerável

 

Se o sobrenome Hodgkin pode não soar muito familiar, com certeza o mesmo não acontece com o nome Gianecchini. O ator Reynaldo Gianecchini, que há algumas semanas anunciou para toda a imprensa que estava “pronto para a luta”, é mais um brasileiro a enfrentar um tipo não tão raro de câncer, chamado de linfoma de não-Hodgkin.

Linfomas são tumores malignos que se originam nos gânglios e afetam células e outros órgãos do sistema linfático. A gravidade da doença está justamente por atingir esse sistema, que desempenha importante papel na imunidade e defesa do organismo e combate às infecções.

Hodgkin e não-Hodgkin

 

Para entender melhor o linfoma que acomete o ator Gianecchini e que também atingiu a presidente Dilma Rousseff em 2009; é preciso conhecer a classificação entre essas neoplasias, que se dividem em linfoma de Hodgkin e as demais, ou linfoma de não-Hodgkin.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o linfoma de não-Hodgkin é o mais comum, responsável por 90% dos casos. Ambos os tipos de linfoma possuem diversas subdivisões, conforme o estágio em que se encontra e tipo de linfócito que é afetado.

“A caracterização do linfoma de Hodgkin e não-Hodgkin é feita pela patologia. O linfoma de Hodgkin é originado do linfócito B e possui um tipo de célula chamada célula de Reed Sternberg. O linfoma não-Hodgkin pode ter origem nos linfócitos B, T e NK”, explica a coordenadora da onco-hematologia do Hospital Sírio Libanês, Yana Novis.

Tratamento e chances de cura

 

Os especialistas têm se demonstrado otimistas com o avanço da medicina para a cura de linfomas. Yana Novis vê nos anticorpos monoclonais o maior avanço no tratamento de linfomas. “O mais comumente usado é o Rituximab. Esta droga é um anticorpo que ataca uma proteína na superfície das células dos linfomas B. As chances de cura para a maioria dos linfomas é sempre muito boa. Os linfomas considerados agressivos têm uma maior chance de cura quando comparamos aos linfomas indolentes”, afirma.

Já no caso de linfomas indolentes, quando não há uma boa resposta aos anticorpos, uma boa indicação é o transplante de medula óssea, que devolveu a vida à atriz Drica Morais este ano, que padecia de leucemia.

Pesquisadores questionam o benefício do ômega 3

O aparecimento do câncer está aliado a uma série de fatores, ambientais, hereditários e até sociais de cada pessoa. Daí a importância de se adotar hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação balanceada, tendo como objetivo prevenir o aparecimento de neoplasias. E um dos aliados dessa dieta é o ômega 3, um ácido graxo de grande importância tanto para a saúde cardiovascular em geral como para a prevenção do câncer.

Porém, os pesquisadores do Centro de Estudos do Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, divulgaram em abril de 2011 um estudo em que questionam se altas porcentagens de ômega 3 no sangue não podem aumentar as chances de incidência de câncer de próstata agressivo de alto grau. O estudo, porém, ainda não é conclusivo, como afirmam os próprios pesquisadores. Ainda há necessidade de novas pesquisas que corroborem a tese para que se possa afirmar que ômega 3 em excesso causa câncer de próstata agressivo.

Análise com cautela

Para o nutricionista da área de alimentação e câncer do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Fábio Gomes, estudos como este do Centro de Estudos do Câncer Fred Hutchinson devem ser analisadas com cautela: “São necessários mais estudos com resultados semelhantes para tirarmos conclusões. Devemos trabalhar com o conjunto de evidências”.

Os próprios pesquisadores do centro americano evidenciam essa necessidade: “As gorduras ômega 3 afetam outros processos biológicos. Pode ser que esses mecanismos desempenhem um papel no desenvolvimento de certos cânceres da próstata”, disse Theodore Brasky, um dos responsáveis pelo estudo. “Esta é certamente uma área que necessita de mais pesquisas”, pondera.

Nutrientes do bem

Para não restar dúvidas, o nutricionista Fábio Gomes sugere optar por nutrientes que conhecidamente são benéficos para a saúde. “De repente não vale a pena investir num alimento que é benéfico para a saúde cardiovascular por um lado, mas pode ser prejudicial ao organismo por outro. A estratégia da prevenção pode ir por outro caminho, como alimentos ricos em licopeno, de cor avermelhada. O tomate é um bom exemplo”, complementa o especialista.

Café e câncer de mama: uma ligação peculiar

Quem gosta de café tem agora um motivo a mais para justificar sua paixão. Um novo estudo divulgado em maio de 2011 na revista especializada Breast Cancer Research afirma que mulheres que bebem café têm menores possibilidades de desenvolver câncer de mama do tipo agressivo, aquele câncer com receptores de estrogênios negativos e que não respondem a certos fármacos.

O estudo foi levado a cabo pelo Instituto Karolinska de Estocolmo, na Suécia, observou 6 mil mulheres que entraram na menopausa. Levou em consideração a quantidade de café ingerida: as que bebiam cinco ou mais xícaras de café ao dia mostraram um risco 57% menor de desenvolver esse tipo de câncer que as que bebiam menos de uma xícara. Porém, não foi divulgada qual a propriedade do café que estava causando tal benefício.

Alimentos do bem

A interação do café com o corpo humano vem sendo analisada há muitos anos. São inúmeras pesquisas que levantam seus benefícios para prevenir doenças, mas também apontam potenciais riscos para a saúde, pela alta dose de cafeína que a bebida contém. Segundo o nutricionista da área de alimentação e câncer do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Fábio Gomes, um dos maiores problemas é a dependência que a cafeína causa. “O Comitê Olímpico Internacional já considera a cafeína, acima de certas doses, uma droga para alguns atletas. Apesar de estimular, ela compromete a coordenação motora fina”, alerta.

Ainda de acordo com o especialista, existem outros alimentos com os mesmos compostos benéficos do café, mas sem as consequências que ele causa, como o própolis e outras frutas e verduras. “Excepcionalmente, não foi possível inferir da pesquisa do instituto de Estocolmo qual a substância do café que ajuda a prevenir o câncer de mama, para que se possa fazer uma análise e dizer que em tal alimento também é possível encontrar essa substância, ou qual modo de beber o café ajuda a prevenir o câncer”, ressalta o nutricionista.

Nutrição e saúde

Na visão dos especialistas em nutrição e profissionais da saúde, o mais importante para manter um corpo saudável e livre de doenças é ter hábitos de vida saudáveis. E isso inclui uma alimentação diversificada. Fábio Gomes ressalta que não existem alimentos milagrosos. “É importante evitar valorizar um alimento como superalimento, como aquele que vai salvar a pátria”, alerta.

Isso cabe também para as frutas e verduras. De nada adianta uma dieta rica em vegetais se eles não são variados: “se você consume só um alimento, o efeito dele no organismo é menor. Tem que consumir em conjunto com outros para fazer uma combinação benéfica e potencializar a sua ação”, complementa o nutricionista.

Cerveja e variação genética podem levar a maiores riscos de câncer gástrico

A tradicional cervejinha do happy hour pode não ser tão amistosa quanto parece. Um estudo espanhol, publicado em abril de 2011, revelou que a combinação de consumo de cerveja em excesso e uma variação genética específica pode levar a um risco maior de desenvolver câncer de estômago.

O estudo, realizado pelo Instituto Catalão de Oncologia, na Espanha, foi apresentado na 102ª Reunião Anual da Associação Norte-Americana de Pesquisa do Câncer, em Orlando, na Flórida.

De acordo com o líder da pesquisa, Eric Duell, os resultados apontaram que o risco de desenvolver câncer gástrico também é elevado, ainda que não significativo, para aquelas pessoas que não apresentam a variante genética identificada como rs1230025, porém consumem uma quantidade excessiva de cerveja e para aqueles não-bebedores, mas que possuem as variações rs1230025 ou rs283411.

“Ter esses dois fatores de risco – consumo elevado de cerveja e a variante genética rs1230025 – parece ser pior em termos de risco de câncer gástrico do que ter apenas um ou nenhum”, afirma o pesquisador

Aparentemente inocente

Embora comparativamente a cerveja tenha menor teor alcoólico que uma dose de uísque ou taça de vinho – 5% da cerveja contra 40% do uísque e 12% do vinho, a dosagem consumida dessa bebida é bem maior que a das outras. “A cerveja é teoricamente inocente”, afirma o clínico geral do hospital Sírio Libanes, Alfredo Salim Helito. “Enquanto você consome uma dose de 140ml de vinho que tem 14% de álcool, uma lata de cerveja tem 355ml. E raramente as pessoas tomam apenas uma latinha”.

O médico alerta ainda para os outros perigos da cerveja: “é um alimento altamente calórico, o que favorece a obesidade e a formação da gordura abdominal, que é uma gordura perigosa para o organismo, em especial para o sistema circulatório. Além de câncer no estômago, a cerveja e o álcool também podem contribuir para o aparecimento de câncer no fígado e no esôfago”, complementa Salim Helito.

Pesquisa na prática

A pesquisa analisou pessoas com idades entre 35 e 70 anos, durante os anos de 1992 a 1998. Observou-se o tipo de álcool consumido (cerveja, vinho ou outro tipo de álcool) e sua relação com o câncer gástrico. Os cientistas concluíram que aqueles que bebiam mais de 60g de álcool proveniente de cerveja por dia tinham um risco 65% maior de desenvolver o tumor que as pessoas que consumiam até 5g de álcool por dia. Para se ter uma idéia, uma lata de cerveja tem, em média, 14g de álcool.

Quando analisada, a cerveja demonstrou ser potencialmente mais nociva à saúde do que as demais bebidas alcoólicas, pois tem maior risco de ocasionar câncer. “Quem é bebedor crônico de cerveja e ainda ​​possui o rs1230025 corre um risco 700 vezes maior de desenvolver câncer de estômago em comparação com as pessoas sem a variação do gene que consomem menos de um drinque por dia”, enfatizou o pesquisador Eric Duell.

O câncer de estômago é uma enfermidade que atinge em sua maioria homens, na faixa etária de 70 anos. No Brasil, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tumor do estômago aparece em terceiro lugar na incidência entre homens e em quinto, entre as mulheres.

Já nos Estados Unidos, apenas em 2010, o câncer de estômago causou 10.570 mortes, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer.

A relação entre câncer e o consumo excessivo de álcool já vem sendo estudada há muito tempo, inclusive no Brasil, através de estudos de caso-controle.

Mulheres com filhos são menos propensas a desenvolver câncer de mama

Embora os estudos não sejam totalmente conclusivos sobre o papel da gravidez no câncer de mama, ter filhos após determinada idade é considerado um fator de risco para o desenvolvimento da doença. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos constitui um fator de risco inclusive maior que o próprio histórico familiar.

Saiba mais sobre a radioterapia

Entre os tratamentos mais comuns para se combater o câncer está a radioterapia. Especialidade médica que envolve o uso de radiações ionizantes para atingir células específicas, a radioterapia é aplicada para tratar especialmente tumores malignos, podendo, em alguns casos, ser usada para o tratamento de doenças benignas como quelóides e pterígios.

O tratamento pode ser usado em todos os tipos de câncer, sem distinção, porém com diferentes finalidades: curativa ou paliativa, para aliviar os sintomas da doença, conforme explica o médico Carlos Manoel Mendonça de Araújo, chefe do Serviço de Radioterapia do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Pode ser usada, também, de maneira isolada ou em conjunto com a quimioterapia.

Como funciona

Os raios de alta energia usados no tratamento radioterápico combatem o câncer de duas maneiras: “A primeira é atingindo as células doentes e provocando um dano letal com  o consequente desaparecimento do tumor. A segunda é impedindo o crescimento do tumor e, portanto, controlando o avanço da doença”, explica o médico.

Os raios atingem todas as células da região, saudáveis ou não. A diferença é que as células saudáveis se recuperam facilmente, enquanto as células doentes são destruídas ou lesadas, afetando assim a sua capacidade de se reproduzir. “A aplicação do tratamento é simples indolor e rápida, normalmente demora de um a três minutos. O paciente fica durante esse tempo de aplicação em uma sala, monitorado por câmeras de vídeo e imediatamente quando termina o tratamento ele pode retornar a suas atividades normais, ir as compras, ao trabalho ou seja o que for. Não há necessidade de isolamento para a maioria dos tratamentos com radiação nem restrição de contato com adultos ou crianças”, comenta o chefe do serviço de radiologia do Inca.

Efeitos colaterais

Como todo tratamento médico, a radioterapia também está sujeita a causar alguns efeitos colaterais, que variam conforme o local que está sendo tratado – diferentemente da quimioterapia, por exemplo. “Quando tratamos o intestino, por exemplo, o paciente pode ter diarréia. Se o local tratado é a cabeça, o cabelo pode cair. Se o tratamento é na boca pode-se esperar redução temporária do paladar ou redução da salivação”, exemplifica Araújo.

Panorama brasileiro

O tratamento radioterápico é oferecido pela maioria das empresas de seguro privado e também pelo Sistema Único de Saúde (SUS), porém nem todos hospitais estão cobertos com equipamentos de radioterapia oferecidos pelo governo. “O custo de instalação de um serviço de radioterapia é muito alto porque não existem equipamentos nacionais. Desta forma, um tratamento feito sem o suporte do SUS ou de uma empresa de convênio é caro para a maioria das pessoas. Este ano são esperados no Brasil perto de 500 mil novos casos de câncer e perto de 300 mil dessas pessoas vão precisar de radioterapia. O número de serviços existentes, apesar dos esforços do governo, ainda não é suficiente para atender a toda a população que precisa desse tratamento”, afirma Carlos Manoel Mendonça de Araújo.

Número de sobreviventes ao câncer quadriplica

Uma esperança para quem sofre da segunda doença que mais mata no mundo: o câncer. De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, quadriplicou o número de sobreviventes ao câncer naquele país. As informações, divulgadas no começo de março de 2011, deram conta que em 2007, 11,7 milhões de pessoas sobreviveram a algum tipo de neoplasia. Em 1971, esse número era de apenas três milhões de pacientes, enquanto que em 2001 os sobreviventes totalizavam 9,8 milhões de pessoas.

O aumento da taxa de sobrevivência ao câncer se deve, sobretudo, aos avanços na detecção da doença. Isso se mostra pelos próprios dados publicados: do total de pacientes, 4,7 milhões haviam recebido seu diagnóstico há dez anos ou mais. Outro fator que contribui para esse incremento é a melhoria nos métodos de diagnóstico.

O diagnóstico precoce é um dos fatores que mais contribui para a cura do câncer atualmente. Quanto mais cedo for diagnosticada a neoplasia, maior a probabilidade de cura. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais da metade dos casos de câncer já tem cura.

De acordo com o relatório norte-americano, o câncer de mama foi a neoplasia com maior taxa de sobrevivência (22%), seguida por câncer de próstata (19%) e câncer colorretal (10%).

Uma nova chance

Para Glacira Oliveira Mesquita, psicóloga do Centro Oncológico de Recuperação e Apoio (Cora), um centro que há 24 anos atende pacientes, familiares e sobreviventes de câncer, aqueles que se curam de uma neoplasia acabam revendo seus conceitos. “Uma pessoa que tinha uma vida robotizada, sem tempo para nada, após superar uma doença como essa acaba revendo seus valores, tirando tempo para um café, por exemplo”, diz a psicóloga.

Mas as lembranças do que um paciente enfrentou residem na memória. “Nos primeiros anos após ter se curado da doença a pessoa ainda sente uma grande ansiedade ao fazer exames de rotina, é um momento complicado para elas. Por isso necessitam de grande apoio da família e por vezes psicológico”, afirma Glacira.

Prevenção

Quem supera a doença não esquece o que passou. Além da incerteza da cura, há todo o inconveniente do tratamento, que pode ser desde uma cirurgia a algo mais agressivo, como quimio ou radioterapia. De acordo com o Inca, 80% dos casos de câncer está relacionado ao ambiente em que vivemos – e onde estão os fatores de risco, especialmente aqueles ligados ao estilo e hábitos de vida. Daí a importância de adotar hábitos de vida saudáveis como forma de prevenção ao câncer.

Álcool pode causar câncer de pâncreas

Apesar de ser considerado uma droga, o consumo de álcool já é tão aceito socialmente que para algumas pessoas chega a fazer parte da sua rotina. No entanto, a cada ano, novos estudos evidenciam os perigos que a ingestão abusiva dessa substância pode causar. Uma pesquisa realizada pela American Cancer Society, dos Estados Unidos, e publicada no periódico Archives of Internal Medicine, em março de 2011, relacionou o consumo abusivo de álcool ao câncer de pâncreas.

Sabe-se que o consumo de bebidas alcoólicas de forma não moderada está relacionado a vários tipos de enfermidades, como cirrose, pancreatite aguda e crônica e inclusive a outros tipos de câncer, como o da cavidade oral, faringe, laringe, esôfago, fígado, cólon e mama. Mas é a primeira vez que se relaciona o álcool ao câncer de pâncreas.

Embora o estudo não tenha sido conclusivo sobre qual fator desencadearia o tumor – se o consumo exagerado ou o tipo de bebida – foi enfático ao determinar que consumir três ou mais doses de bebidas com alta concentração alcoólica por dia pode aumentar em até 36% o risco de morte devido ao câncer de pâncreas.

Metodologia do estudo

A pesquisa analisou dados de mais de um milhão de voluntários, colhidos entre 1982 e 2006, fumantes e não fumantes, que preencheram um questionário sobre seus hábitos etílicos. Não foi observada uma diferença entre o desenvolvimento da doença e o consumo de substâncias destiladas ou fermentadas.

Cruzadas as variáveis entre bebedores, não bebedores, fumantes e não fumantes, observou-se que aqueles que consumiam três ou mais doses de bebidas alcoólicas por dia estavam associados a um risco maior de morte por câncer de pâncreas na população total do estudo, comparados com os não bebedores.

Tipos de bebidas

Segundo estudos do Instituto Nacional do Câncer (Inca), é irrelevante o tipo de bebida consumida – se vinho, cerveja ou vodca –, já que parece ser o etanol o agente causador do problema. É essa substância que causa a dependência, pois passa uma sensação de prazer a ser consumida, induzindo o indivíduo a repetir o seu consumo.

De acordo com o Inca, o recomendável é que as pessoas que optarem por consumir álcool, limitem seu consumo a um drinque por dia, para mulheres, e dois, para homens. Adolescentes, crianças e mulheres grávidas não devem ingerir bebida alcoólica.

Linfoma

Os linfomas são neoplasias malignas que se originam nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, conjunto composto por órgãos e tecidos – que produzem as células responsáveis pela imunidade – e vasos que conduzem estas células para todo o corpo. Esse tipo de câncer pode ser classificado como linfoma ou Doença de Hodgkin ou Não-Hodgkin e essas designações são realizadas por um especialista, o hematopatologista.

De acordo com Jane Dobbin, chefe do Serviço de Hematologia do Instituto Nacional do Câncer (Inca), entre os tipos de linfomas a Doença de Não-Hodgkin é o mais incidente na infância e, por razões ainda desconhecidas, o número de casos duplicou nos últimos 25 anos. “Esse tipo de câncer é mais lento e, dependendo do seu diagnóstico, pode ser apenas controlado sem a necessidade de tratamentos” explica.

Ao contrário da Doença de Não-Hodgkin, o linfoma de Hodgkin é mais severo e exige cuidados específicos. Ele surge quando um linfócito (tipo de glóbulo branco) se transforma em uma célula maligna que cresce e se multiplica descontroladamente gerando cópias idênticas. Com o passar do tempo, essas células podem se disseminar para tecidos próximos e, não tendo tratamento, atingir outras partes do corpo.

Para evitar o desenvolvimento desse tipo de câncer, Jane ressalta que é importante as pessoas estarem atentas para possíveis alterações que caracterizam o linfoma, como inchaço em gânglios como amídalas e baço. “O gânglio aumentado nem sempre representa um linfoma. Porém, se esse inchaço não regride e ele não dói, apenas cresce, é melhor procurar um especialista para mais exames” explica.

Normalmente infecções também podem provocar aumento de gânglios, como a amídala, timo e baço. Porém, esse tipo de inflamação é caracterizado por crescimento rápido que causa dor e desconforto, enquanto o linfoma cresce de maneira lenta e discreta.

Dados do Inca revelam que em 2009 a estimativa é de que ocorreram mais de 9 mil novos casos do linfoma Não-Hodgkin e mais de 3 mil novos casos da Doença de Hodgkin.

Implante de silicone é melhor para reconstrução da mama após câncer

O Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, de Nova York, realizou um estudo para apurar a satisfação e a qualidade de vida de mulheres após a cirurgia de reconstrução mamária. Dentre os resultados, os pesquisadores concluíram que mulheres que fizeram cirurgia e receberam implante de silicone estão mais satisfeitas com a aparência dos seios das que receberam as próteses salinas.

Para levantar esses dados, os pesquisadores ouviram 176 mulheres com implantes de silicone e 306 com próteses salinas. As principais queixas apresentadas pelas pacientes com o implante salino foram a má cicatrização e o endurecimento da área ao redor da prótese. Além disso, todas as participantes tiveram apenas uma das mamas reconstruídas e as que receberam a prótese salina também apresentaram assimetria mamária.

De acordo com Ângela Maximiano, cirurgiã plástica do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a prótese salina não é mais utilizada no Brasil como método definitivo, mas apenas como forma de expandir a pele para receber a prótese de silicone. “Normalmente, vamos enchendo a prótese com soro fisiológico até atingirmos o tamanho ideal para simetria das mamas. Porém, assim que atingimos esse volume de pele aumentada, substituímos pela prótese de silicone” explica.

Além disso, a cirurgiã plástica também ressalta que a formação de rugas ou endurecimento da pele depende muito de cada pessoa e de suas características fisiológicas. “Principalmente quando a pessoa é magra, sua pele é mais fina e a borda formada pela prótese fica mais evidente, esse fenômeno é chamado de ripling” completa.

Nos Estados Unidos, grupos feministas e de consumidores proibiram a utilização de próteses de silicone por causa do risco de vazamento e do aparecimento de outros problemas de saúde que poderiam ser desencadeados pelo implante. Porém, para André Gonçalves de Freitas Colaneri, especialista em cirurgia plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), esse método já está obsoleto e no Brasil não e mais utilizado. “O silicone é um gel coeso que não se espalha em caso de vazamentos e as melhores próteses no mercado possuem uma vida útil de 20 anos” completa.

Independentemente da prótese utilizada, Ângela explica que o principal fator que influencia na recuperação do paciente é ter a disposição uma equipe de profissionais multidisciplinar para atender todas as necessidades apresentadas.

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