Você está em

Blog Dicas de Saúde

E. coli: Prevenindo-se com as mãos

Escherichia coli. O que até a alguns meses atrás poderia muito bem passar como nome de substância química, remédio ou até doença entre muita gente hoje é um nome bastante conhecido, capa de jornais e figura recente nos noticiários. Isso porque uma variante da bactéria Escherichia coli, ou E. coli, como também é chamada, foi responsável por causar mais de 40 mortes na Europa.

O caso chamou a atenção de todo o mundo pelos graves sintomas que essa bactéria causava. A E. coli, em realidade, é uma bactéria bastante comum, que pode ser encontrada nas fezes humanas e animais. Sua transmissão se dá por maus hábitos de higiene – não lavar bem as mãos ou os alimentos que são comidos crus.

No entanto, o surto europeu foi causado por uma cepa rara da E. coli, que destroi as hemácias e provoca insuficiência renal, causando o que os especialistas chamam de Síndrome Hemolítico- Urêmica. Nem todos os pacientes respondem com os mesmos sintomas graves da doença. Os especialistas ainda não sabem determinar ao certo porque alguns vão a óbito e outros sobrevivem à infecção.

Higiene é proteção

O que é certo é que o perigo de um surto mundial de E. coli não é tão provável. Embora países como Colômbia tenham emitido alerta a passageiros que desejam visitar Europa, a própria forma como a doença se transmite impede que haja um contágio mundial. Isso porque a transmissão se dá via oral, com ingestão de alimentos contaminados, secreções ou mãos contaminadas levadas à boca.

Por outro lado, como a bactéria entra no organismo pelo intestino, há um menor tempo de resposta imunológica para a infecção. As mortes ocorrem devido a complicações da doença e que pedem um serviço especializado, como hemodiálise para o caso da síndrome hemolítico-urêmica. E nem sempre os hospitais podem oferecer essa estrutura de urgência.

Pra quem vai viajar

No começo de junho, a Anvisa publicou uma nota orientativa sobre o surto de E. coli. Nela, a recomendação para quem vai viajar, em especial para a Alemanha, é de não consumir brotos crus e lavar bem as mãos. Aliás, lavar as mãos é uma ótima dica não apenas para prevenir a E. coli, mas uma série de outras doenças, em especial infecções intestinais.

Confira algumas outras dicas preventivas:

- Lave as mãos sempre: após ir ao banheiro, antes de comer e antes de cozinhar;

- Prefira alimentos cozidos aos crus;

- Se for comer alimentos crus, certifique-se que estão bem lavados;

- Procure evitar contato com criações de animais, como gado, porco ou ovelha.

Sepse mata mais do que trânsito, aponta estatística

A sepse, ou infecção generalizada, é uma reposta inflamatória que pode ser causada por diversos agentes, geralmente a uma infecção. A doença pode ser mais preocupante do que se supunha. Uma estatística publicada pelo Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, feita pela Sociedade de Terapia Intensiva do Estado do Rio de Janeiro (Sotierj), apontou que a sepse mata seis vezes mais que o trânsito no Brasil a cada ano. Os dados comparados são de 2008, quando 34.597 pessoas foram vitimadas por acidentes nas estradas do país, contra os 300 mil pacientes que morreram de infecção generalizada.

De acordo com Fábio Guimarães Miranda, chefe do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Federal dos Servidores do Estado no Rio de Janeiro, os dados sobre as mortes por sepse no Brasil não são mais precisos por falta de estrutura organizacional. Sobre o alto índice de mortalidade, ele afirma: “as causas para isso são muitas, mas a principal é o desconhecimento da doença por parte da população leiga, das autoridades sanitárias e, principalmente, dos médicos em geral. Os médicos deveriam ser treinados e orientados para aprimorar o reconhecimento da doença, o que, às vezes, é tarefa difícil, e os hospitais deveriam ter protocolos de agilização do seu tratamento”.

Equipamentos nos hospitais e formação adequada para os profissionais de saúde

Sobre a carência dos hospitais, Miranda comenta ainda a importância das CTIs, onde há equipamentos adequados para monitorar o estado do paciente e equipe médica e de enfermagem aptos. “Nosso hospitais, principalmente os públicos, necessitam urgentemente de mais e melhores leitos de CTI. Os médicos especializados em terapia intensiva, os intensivistas, deveriam ser mais bem remunerados e trabalharem em melhores condições”, diz, e acrescenta ainda a necessidade de cursos e palestrar para a comunidade médica, a fim de elucidar o assunto.

Já sobre a dificuldade dos médicos em reconhecer a doença, o especialista explica que a sepse se manifesta de várias maneiras e que isso pode atrasar ou atrapalhar o diagnóstico: “se o médico não tiver sempre em mente a possibilidade da sepse, ele pode deixar de diagnosticá-la a tempo. E sempre é importantíssimo o diagnóstico rápido, pois isso determina um resultado melhor, uma taxa de mortalidade menor”.

Ainda de acordo com ele, os sintomas da infecção dependem muito do local de incidência, mas afirma que se deve ficar atento para o aparecimento de mais de um dos sintomas: frequência cardíaca e respiratória aumentadas; febre acima de 38 graus ou hipotermia abaixo de 36 graus; aumento de glóbulos brancos no hemograma; sinais de desidratação; e aumento da glicose e de marcadores inflamatórios no sangue.

Saiba mais sobre a hepatite bacteriana

A hepatite pode ser causada de várias formas. Engana-se quem pensa que as formas virais da doença são as únicas que podem causar a inflamação no fígado. A hepatite bacteriana é outra forma da enfermidade causada por organismos vivos. Segundo o Dr. Raymundo Paraná Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, a doença pode ser provocada por bactérias que passam a circular no sangue e que têm a capacidade de provocar alterações hepáticas. Segundo ele, são geralmente as bactérias do tipo gram-negativo (que reagem negativamente à coloração de Gram, um estudo laboratorial), em especial a Salmonela. Outras bactérias intestinais, como Pseudomonas, Pasteurelas e E. Coli, também podem causar hepatite.

A doença se origina a partir de infecções localizadas, geralmente, no sistema digestivo, respiratório ou urinário. Algumas doenças, como tuberculose e leptospirose, são apontadas como as principais enfermidades que possibilitam o surgimento da hepatite. Se não controlada, as bactérias da infecção atingem o fluxo sanguíneo e afetam o fígado. “A hepatite bacteriana é diferente da hepatite viral. No caso da bacteriana, há predomínio de alterações pelo prejuízo do fluxo da bile, mas as células do fígado costumam ser preservadas”, afirma o Dr. Paraná. Por isso, a gravidade de cada caso é diferente, pois depende do contexto e do motivo da infecção, não podendo ser comparada à gravidade da hepatite viral.

O tratamento dessa forma da doença é mais simples que as demais. Segundo o hepatologista, o uso correto dos antibióticos é o suficiente. “Uma vez contida a infecção, o fígado retorna à normalidade”, afirma.

Por ser uma doença originada a partir de uma infecção, a hepatite bacteriana não tem uma forma de prevenção específica. A maior prevenção, de acordo com o Dr. Paraná, é tratar da infecção o quanto antes para que a bactéria não atinja o sistema sanguíneo. E ele adverte: “Os pacientes idosos e imunodeprimidos são os que têm maior chance de evoluir com quadros infecciosos mais graves”.

Entenda a hepatite viral

A hepatite é uma doença caracterizada por uma inflamação no fígado. Porém, há um grande número de agentes que podem levar uma pessoa a contrair a enfermidade. OS principais causadores da hepatite são os vírus. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Dr. Raymundo Paraná Filho, existem cinco tipos de vírus reconhecidos responsáveis pela hepatite viral, denominados pelas letras A, B, C, D e E. A forma de contrair cada um desses vírus, porém, diferem entre si.

O médico explica que as formas A e E do vírus são transmitidas por ingestão de água e alimentos contaminados por resíduos fecais humanos. Já o vírus C é transmitido por compartilhamento de materiais perfurocortantes com sangue de pacientes infectados. Por fim, os vírus B e D podem ser transmitidos da mesma forma que o vírus C, mas também da mãe para o filho, conhecida com transmissão vertical, no momento do parto, e por via sexual, principal forma de contágio no Brasil.

De todos os vírus da hepatite, as formas B, C e D podem evoluir para uma doença crônica, agredindo o fígado do paciente por décadas. A ausência de sintomas mais visíveis, em um primeiro momento, pode gerar diagnósticos mais complicados.

Alguns medicamentos são utilizados para tratar a hepatite C, que pode apresentar grande chance de cura, dependendo de alguns fatores. Já a hepatite B pode ser apenas controlada. O Dr. Paraná Filho adverte, porém, que o melhor é sempre prevenir: “Temos vacinas eficazes contra as hepatites B, D e C. No caso da B e D, a vacina esta disponível na rede pública”, alerta.

Grupos de risco

- Pessoas que fizeram transfusão de sangue antes de 1994

- Pacientes que tiveram algum tipo de doença sexualmente transmissível

- Pacientes que usaram algum medicamento com seringa de vidro nas décadas de 60, 70 e 80

- Pessoas tatuadas por tatuadores não fiscalizados pela vigilância sanitária

- Usuários ou ex-usuários de drogas injetáveis intravenosas

Previna-se contra a hepatite viral

- Não partilhe seringas, agulhas, lâminas de barbear e outros materiais perfuro-cortantes

- Consumir água e alimentos limpos e de boa procedência

- Pratique sexo seguro, com preservativos

- Vacine-se contra as hepatites B, C e D

Antibióticos não são eficazes no tratamento de viroses

Os pais devem ficar atentos ao uso indevido de antibióticos no tratamento de viroses. Afinal, a administração deste tipo de medicamento é indicada apenas nos casos de infecções bacterianas e deve ser feita por um médico após o exame.

Quando a infecção é causada por vírus, os antibióticos não possuem eficácia alguma, e pior, podem estimular a resistência das bactérias, além de outros fatores prejudiciais ao organismo da criança.

Sintomas da virose: Os sintomas mais comuns das viroses que atacam as vias respiratórias são: coriza, nariz entupido, dor de garganta, tosse e febre. Porém, há ainda alguns tipos de vírus, como o rotavírus, que causam infecções gastrointestinais e provocam náusea, vômito, diarréia, dor abdominal e febre.

Tratamento da virose: No caso de uma virose, geralmente o uso de medicamentos que amenizem os sintomas desconfortáveis são suficientes, pois o próprio organismo é capaz de combater a infecção. Repouso, hidratação, antitérmicos e, em casos de infecções respiratórias, manter as vias nasais limpas com soro fisiológico e inalação estão entre as indicações mais comuns.

Por tudo isso, um exame atento e uma conversa franca e esclarecedora com o médico são fundamentais para o correto diagnóstico. Ao examinar a criança, o médico é capaz de perceber o estado geral da criança e identificar se há sinais de doenças mais complicadas como pneumonia ou meningite viral. Quando essa possibilidade é descartada, ele constata que se trata de uma virose, já que a probabilidade de contaminação pelo ar é grande.

Os pais não precisam ficar preocupados caso o médico não solicite nenhum exame e não receite um antibiótico.   No caso de uma infecção viral, geralmente não há necessidade de testes laboratoriais, pois saber o nome exato do vírus que causou a doença, em geral, não influencia no tratamento. Se os sintomas persistirem por mais tempo e se houver suspeita de doenças mais graves, aí sim podem ser requeridos exames de sangue, de imagem, ou análise das secreções respiratórias.

É comum crianças pequenas pegarem uma ou mais viroses por mês, pois seu organismo ainda está criando imunidade. As que ficam em creches e berçários, em contato com outras crianças, costumam adquiri-las com mais frequência. Com a idade, no entanto, a incidência tende a diminuir.

Como prevenir as viroses

•    Consulte o pediatra e vacine seu filho. Para os vírus mais comuns, como os que transmitem gripe, catapora, sarampo, hepatite A e B e rotavírus, há vacinas que podem ser tomadas a partir do 2º mês de vida.
•    A amamentação exclusiva até o sexto mês de vida do bebê proporciona maior defesa do organismo contra as viroses.
•    Evite que a criança fique por muito tempo em lugares fechados e com muitas pessoas, principalmente no inverno.
•    Desligue os aparelhos de ar-condicionado três vezes ao dia e mantenha o aparelho limpo.

Evite a intoxicação alimentar nas férias de verão

Neste verão evite a intoxicação alimentar e aproveite mais suas férias. Nessa época é comum o consumo de alimentos em praias, clubes e em locais que não garantem a higiene necessária para sua conservação e preparo.

A intoxicação alimentar é uma infecção causada por alimentos contaminados com bactéria patogênica, toxinas, vírus, príons (modificações de proteínas normais do corpo) ou parasitas. Essa contaminação geralmente acontece devido ao modo inapropriado de manusear, preparar ou estocar os alimentos.

A Nutricionista e conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas (Bahia e Sergipe), Lindanor Santana Neta, alerta que as temperaturas mais elevadas do verão, quando associadas com outros fatores como a higiene inadequada, criam condições propícias para a multiplicação de microrganismos. “Os agentes patogênicos se multiplicam no alimento sem deixar sinais da sua presença, ou seja, não alteram cor, odor e sabor dos alimentos. Por isto, esses agentes patogênicos são perigosos em potencial para a infecção, intoxicação e toxinfecção em quem o consome” explica.

Conforme a nutricionista é importante observar a higiene do ponto de venda, utensílios e de quem os prepara, pois dessa maneira é possível minimizar e até eliminar os riscos de contaminação.

O que é infecção, intoxicação e toxinfecção?
De acordo com a nutricionista há diferenças entre infecção, intoxicação e toxinfecção.

A infecção ocorre quando se ingere alimentos contaminados que contenham microrganismos patogênicos, eles se multiplicam no trato intestinal agredindo-o, podendo causar dor e febre.

A intoxicação é causada pela ingestão de venenos (toxinas) produzidos pelos microrganismos patogênicos durante sua multiplicação nos alimentos, o que causa vômitos a quem os consome.

Já a toxinfecção é causada pela ingestão em conjunto dos microrganismos e seus venenos produzidos no alimento antes do consumo causando um somatório de desconfortos para quem consome como, por exemplo, dor de cabeça, vômito, febre, dor, diarréia, entre outros sintomas.

Lindanor ressalta que esses sintomas podem aparecer em um período de horas ou levar dias após o consumo de alimentos contaminados.

Sintomas da intoxicação alimentar
Os sintomas da intoxicação alimentar podem ser náuseas, dores abdominais, vômitos, diarréias, febre, dor de cabeça e cansaço. A intoxicação alimentar ainda pode resultar em problemas de saúde permanentes ou até a morte, geralmente em bebês, mulheres grávidas (e o feto), idosos, pessoas doentes ou com o sistema imunológico fraco.

O que evitar consumir nessa época
Lindanor alerta que é importante evitar certos alimentos de rua nessa época, tais como:

- Salgados;

- Sanduíches com maionese;

- Cachorro quente e seus acompanhamentos;

- Churrasco e espetinhos;

- Queijos coalho;

- Amendoins cozidos;

- Frutos do mar;

- Saladas de frutas.

Segundo a nutricionista esses alimentos apresentam riscos para a saúde pública, pois raramente os ambulantes os conservam em condições adequadas. “O consumidor pode evitar surpresas fazendo uma “inspeção” antes de consumir, olhando se o local, os utensílios, a roupa, o ambulante, e os alimentos têm aspecto de limpos, mas, ainda assim, isto não garantirá que o alimento não esteja contaminado. Não tendo opção, a preferência dever ser por alimentos cozidos, assados ou fritos e que, de preferência estejam ainda bem quentes” orienta.

O ideal nessa época é se alimentar com coisas leves como frutas, verduras e legumes, adequadamente e higienicamente preparados e também priorizar a ingestão de líquidos.

Medicamentos
Por nome
Por especialidades
Por doenças
Por princípio-ativo
Pacientes
Blog Dicas de Saúde
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Prof. de Saúde
Central do Conhecimento
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Laboratórios
Vantagens
Meu Cadastro
Central de Ajuda
MEDICSUPPLY
Notícias
Contato
Pacientes
Profissionais de saúde
Laboratórios
Trabalhe conosco
BlogBlogs.Com.Br