Você está em

Blog Dicas de Saúde

Como os brasileiros cuidam da hipertensão

A hipertensão arterial atinge 30% da população adulta brasileira, chegando a mais de 50% na terceira idade e é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais e 25% dos casos de insuficiência renal, segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial.

Um estudo divulgado pela Secretaria de Saúde de São Paulo revela que a maioria dos pacientes, vítimas de hipertensão, é do sexo feminino. Do total de pessoas atendidas no Ambulatório de Hipertensão Arterial do Hospital Ipiranga, em 2009, 63,4% são mulheres. Segundo o orientador da pesquisa, Fernando Lara Roquete, é provável que elas estejam mais cuidadosas com a doença do que os homens. No entanto, é preciso que todos os pacientes sigam as orientações do médico para evitar crises hipertensivas.

Mudança de hábitos

O tratamento da hipertensão é feito através do uso de medicamentos, mas mudanças nos hábitos de vida contribuem para atenuar o problema. A “Cartilha do Hipertenso” publicada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em parceria com outras organizações aconselha:

- Tenha uma alimentação saudável.
- Diminua o consumo de bebidas alcoólicas.
- Mantenha o peso saudável.
- Pratique atividades físicas regularmente.
- Não fume.
- Controle o estresse.

Bons exemplos

O estudo da Secretaria de Saúde de São Paulo revela que a maioria dos pacientes do Ambulatório está seguindo estas recomendações. Boa parte deles negou ter o hábito de fumar ou consumir álcool. Sobre a prática de atividade física, 39,4% dos entrevistados faziam exercício de forma regular (três vezes ou mais por semana) e a atividade mais citada foi a caminhada.

Estresse aumenta nível da pressão arterial em 21%

Estudos mostram que o aumento dos níveis de pressão arterial está relativamente ligado a uma apresentação crônica de estresse.

O estresse é difícil de ser controlado, principalmente nos dias de hoje com a alta competitividade, explica a nefrologista Dra. Katia Coelho Ortega. “Existem algumas técnicas para o controle do estresse como musicoterapia, yoga, meditação. Além disso, é importante procurar ter algum “hobby” ou alguma atividade que proporcione bem-estar no dia a dia” orienta.

Especialistas apontam dados na literatura médica mundial associando o estresse psicológico e o aumento da pressão arterial. “Há demonstrações de elevações agudas da pressão arterial em estudos experimentais com estresse mental e elevações crônicas, como por exemplo, em indivíduos com supressão do sono, em que ocorre aumento da atividade do sistema nervoso simpático. Tudo indica que se a situação que desencadeia o estresse for mantida, haverá aumento da pressão arterial. Mas, há necessidade de mais estudos sobre este tema”, conclui a dra. Katia Ortega.

O estudo analisou 2.043 artigos médicos em uma revisão que incluiu 34.556 indivíduos. Pessoas com maior reação à atividade estressante mostraram ter 21% mais chances de apresentar aumento na pressão arterial, quando comparados com aqueles de menor reação.

A hipertensão arterial é considerada atualmente a principal causa de doenças cardiovasculares. Mesmo acarretando problemas tratáveis, ela chega a atingir 30% dos adultos. Na maioria das pessoas, cerca de 90%, não se conhece a causa da hipertensão e ela é chamada de “essencial”, encontrando-se igual ou acima de 140/90 mm Hg (ou “14” por “9”).

Para o controle da pressão arterial, são necessárias medidas como:

- Procurar manter-se dentro do peso ideal, através de exercícios físicos e dieta;
- Evitar alimentos com excesso de sal e gorduras;
- Aumentar a quantidade de frutas, verduras e leguminosas na dieta;
- Não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas e abandonar o tabagismo.

“Dependendo do estágio da hipertensão arterial, somente medidas não farmacológicas podem não ser suficientes para controlar a hipertensão, sendo necessários também anti-hipertensivos” explica a nefrologista.

Infância rica em cálcio reduz risco de morte por derrame em 60%

Durante 65 anos, cientistas do Queensland’s Institute of Medical Research e da Bristol University estudaram a história de morte por derrame sobre os hábitos alimentares de famílias da classe média de Bristol. Aquelas com maior ingestão de cálcio quando crianças apresentaram os menores índices de morte por derrame cerebral (AVC – Acidente Vascular Cerebral).

As conclusões mostram que os produtos lácteos protegem da morte por derrame cerebral, osteoporose e hipertensão arterial. Segundo o neurologista do Hospital VITA Curitiba, Marcos Christiano Lange, os estudos ainda são controversos quanto à relação de cálcio e AVC. “A maioria dos estudos demonstra que a ingestão elevada de cálcio reduz os níveis pressóricos, ou seja, observa-se um melhor controle da pressão arterial e por conseqüência redução do risco de AVC e óbito pelo mesmo”.

Há evidências de que a ingestão de cálcio aumenta os níveis do hormônio de crescimento de insulina 1 ou IGF-1. Ou seja, O IGF-1 está relacionado a fatores de risco cardiovasculares reduzindo assim, a possibilidade de morte por doenças cardiovasculares. Pacientes obesos e diabéticos apresentam níveis alterados deste hormônio, o que poderia demonstrar sua relação indireta com o AVC. Porém, até o momento, não existem estudos que analisaram esta associação, explica o neurologista.

A dieta rica em cálcio e proteínas está associada à normalização dos níveis do IGF-1 conforme publicações recentes. Portanto, uma dieta saudável, a prática de atividade física, o diagnóstico precoce e o bom controle dos fatores de risco previne a ocorrência do AVC, que atualmente é a principal causa de mortalidade em nosso país, segundo dados do Ministério da Saúde.

Em relação à osteoporose, que de uma forma simples é a redução do cálcio nos ossos, a ingestão de cálcio permite que as reservas dessa substância se mantenham em níveis adequados, porém é necessário que em conjunto seja realizada uma dieta saudável que inclua a ingestão de vitamina D, a qual auxilia na absorção do cálcio. Inclusive a complementação com cálcio e vitamina D já é utilizada em casos de osteoporose leve.

Ingestão de cálcio

Foram analisadas 4.374 crianças e com a ingestão de três porções de produtos lácteos ao dia – por exemplo, um copo de 200 ml de leite, um pote de iogurte e um pequeno pedaço de queijo. Esta quantidade fornece a quantidade de cálcio que a maioria das pessoas precisa ingerir a cada dia. E, vale lembrar que adolescentes e adultos devem dar preferência aos derivados do leite desnatados, para reduzir a ingestão de gorduras.

Derrame e seus sintomas

O derrame (acidente vascular cerebral – AVC) é o comprometimento vascular da circulação cerebral. Ele está para o cérebro, assim como o infarto do miocárdio está para o coração.

Existem dois tipos mais comuns: o AVC isquêmico e o AVC Hemorrágico.

O isquêmico é quando ocorre o entupimento de uma artéria cerebral e com isso a área do cérebro irrigada morre, podendo manifestar diferentes sintomas dependendo da área afetada. Os sintomas mais comuns são: início súbito de dor de cabeça, dificuldade para falar, dificuldade para caminhar, perda súbita da força ou da sensibilidade de um lado do corpo e perda súbita da visão. O mais importante é que estes sintomas iniciam de repente.

O segundo tipo de AVC é o hemorrágico, em que ao invés da artéria entupir, ocorre o rompimento desta artéria e existe a formação de um coágulo na região, os sintomas são semelhantes aos do AVC isquêmico.

Prevenção e tratamento do derrame

A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o controle adequado de doenças relacionadas ao AVC, como a hipertensão arterial, o diabetes, o aumento do colesterol, o tabagismo e a obesidade.

Para o tratamento do AVC é necessário que a pessoa, ao sentir algum dos sintomas descritos, acima busque um hospital, onde será realizado o atendimento e o diagnóstico exato para diferenciar o AVC de outras doenças.

Para o AVC isquêmico existe um tratamento específico chamado trombólise. Este tratamento só pode ser realizado em hospitais nas primeiras horas após o início dos sintomas.

Hipertensos: Cresce número de pacientes resistentes aos medicamentos

O crescimento da obesidade, do sedentarismo e da má alimentação, vem fazendo com que crianças e adolescentes criem resistência aos medicamentos. Surgindo assim, uma nova categoria de pessoas hipertensas – sobretudo jovens – que, mesmo utilizando três hipertensivos diferentes, a doença não regrediu. E, o que mais chama a atenção é que esse número de pacientes vem aumentando a cada dia.

Técnicas inovadoras estão sendo utilizadas para identificar, cada vez mais precocemente, alterações vasculares decorrentes da hipertensão arterial e relacionadas às causas de morbidade e mortalidade por doenças cardiovasculares, como infarto e derrame cerebral. Os estudos estão sendo desenvolvidos na Unicamp, no setor do Laboratório de Farmacologia Cardiovascular da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) e do Ambulatório de Hipertensão Resistente do Hospital de Clínicas (HC).

Os resultados obtidos nas pesquisas alertam para a necessidade de medidas preventivas, antes que lesões comprometam o sistema vascular de maneira irreversível, e contribuem para avaliar a eficácia de medicamentos controladores.

Controle da hipertensão

Segundo o cardiologista, especialista em Hipertensão Arterial pela Sociedade Brasileira de Hipertensão – SBH, Dr. Tufi Dippe Jr, o controle da hipertensão é feito através da administração de medicamentos ou não como, por exemplo:

- dieta do tipo DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension ou Métodos para Combater a Hipertensão através da Dieta);
- dieta hipossódica (rica em potássio, magnésio e cálcio);
- ingestão moderada de álcool;
- atividade física regular;
- perda de peso;
- cessação do tabagismo.

“A maioria dos hipertensos irá precisar do uso de medicamentos para o controle de sua doença, sendo que destes, pelo menos 70% necessitará de uma associação de medicamentos”, esclare.

Existem vários fatores envolvidos na gênese da hipertensão arterial de difícil controle, dentre estes, talvez o mais importante seja a obesidade. “É possível que a proporção de hipertensos resistentes aumente com o decorrer do tempo. No entanto, uma vez que seja instituída uma terapia medicamentosa correta, apenas uma minoria (10% ou um pouco mais) dos hipertensos apresentará critérios para hipertensão arterial resistente, ou seja, a não redução da pressão arterial para valores abaixo de 140/90 mmHg com o uso correto (em dose e escolha da associação dos medicamentos) de 3 princípios ativos, sendo que um destes poderá ser um diurético”, explica Dr. Tufi.

Além disso, o cardiologista esclarece que a M.A.P.A (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) é muitas vezes necessária para afastar pseudo-resistência, ou seja, uma reação de alerta na hora da medida da pressão arterial, superestimando o valor da mesma. “Estima-se que 25% dos hipertensos resistentes são “eliminados” com o uso da M.A.P.A”, avalia o cardiologista.

Riscos da hipertensão

O controle da pressão arterial reduz o risco relativo de um derrame cerebral em cerca de 40%, infarto do miocárdio em 25% e insuficiência cardíaca em 50%. Hipertensos graves e descontrolados apresentam uma chance de desenvolverem derrame cerebral ao longo da vida na ordem de 70%. Além disso, o binômio diabete melito e hipertensão descontrolada são a principal causa de insuficiência renal crônica em nosso país. A hipertensão arterial, por afetar 30% dos adultos, é considerada o principal fator de risco cardiovascular.

Recomendações para controlar a hipertensão

Procure adotar as medidas não-medicamentosas mencionadas acima. A redução do peso é a medida de maior impacto na redução da pressão arterial (emagrecer 10 kg pode reduzir a pressão arterial sistólica em até 20 mmHg). Procure seguir as recomendações médicas e o uso correto das medicações. O médico assistente deverá procurar uma causa para o difícil controle da doença da hipertensão: excesso de sal e álcool, efeito medicamentoso (antiinflamatórios, corticosesteróides, antidepressivos, etc…), excesso de peso, apnéia do sono, causas secundárias de hipertensão (doença renais ou da supra-renal, distúrbios de tireóide, etc.), entre outras. Talvez seja necessário consultar um especialista em hipertensão arterial (a lista destes profissionais está disponível – por estado – no site da Sociedade Brasileira de Hipertensão).

Avanços da medicina e da farmacologia

O FDA (Food and Drug Administration) aprovou um anti-hipertensivo com três princípios ativos em um só comprimido (Valsartana, Anlodipino e Hidroclortiazida) para o uso nos Estados Unidos (http://portaldocoracao.uol.com.br/hipertensao-arterial.php?&id=3042). Uma droga em fase de experimentação, chamada de Darusentan (um antagonista da endotelina, uma substância produzida no revestimento dos vasos e que causa um estreitamento dos mesmos), vem sendo testada de forma promissora (http://portaldocoracao.uol.com.br/hipertensao-arterial.php?&id=2811). A desnervação simpática renal por cateter e a estimulação eletrônica do seio carotídeo são técnicas recentemente apresentadas no Congresso do American College, realizado em março na Flórida (Orlando, Estados Unidos).

Pressão alta pode ser causada por citomegalovírus

Um estudo apresentou pela primeira vez que um vírus comum, o citomegalovírus (CMV), que pertence à família do herpesvírus, presente no organismo de quase todos os adultos, favorece o desenvolvimento da hipertensão arterial ou pressão alta, que por sua vez é um dos maiores fatores de risco para doenças do coração, doença nos rins e derrames.

Segundo um artigo científico publicado na revista Plos Pathogens, os pesquisadores comprovaram que, quando associado com outros fatores de risco como doenças do coração, o citomegalovírus pode levar ao enrijecimento das artérias, ou arteriosclerose.

O estudo foi realizado em animais de laboratório e apresentou que a ingestão de alimentos ricos em colesterol aumenta em 30% a chance do desenvolvimento de hipertensão e arteriosclerose na presença do citomegalovírus.

Ainda segundo a pesquisa o citomegalovírus estimula a produção de três citoquinas inflamatórias – IL6, TNFu e MCP1 – causando inflamações nas células vasculares e de outros tecidos.

O estudo apontou ainda que o citomegalovírus pode agir sozinho, pois ele eleva a expressão da enzima renina, que ativa o sistema renina-angiostensina aumentando a pressão sanguínea. Entretanto a pesquisa é preliminar e deve ser confirmada por outros pesquisadores, antes de ser testada em humanos.

O que é citomegalovírus

Citomegalovírus pertence à família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes zoster. O citomegalovírus permanece em estado latente para sempre no organismo da pessoa infectada, quando há uma baixa na imunidade do hospedeiro pode reativar a infecção. O citomegalovírus causa infecções congênitas, mononucleose e infecções mais graves em pacientes que recebem transplantes de órgãos.

Medicamentos
Por nome
Por especialidades
Por doenças
Por princípio-ativo
Pacientes
Blog Dicas de Saúde
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Prof. de Saúde
Central do Conhecimento
Meu Cadastro
Central de Ajuda
Laboratórios
Vantagens
Meu Cadastro
Central de Ajuda
MEDICSUPPLY
Notícias
Contato
Pacientes
Profissionais de saúde
Laboratórios
Trabalhe conosco
BlogBlogs.Com.Br